domingo, 4 de março de 2012

A volta para a casa


Escolha um lugar tranqüilo onde você goste e se sinta bem. Imagine uma paisagem, por exemplo: o amanhecer, uma praia, um lago, um riacho, uma cascata, uma fonte, etc. Respire lenta e profundamente algumas vezes...
Imagine-se diante de você... analise-se... comece olhando seus cabelos... e sua fisionomia... o seu corpo.... ele possui uma linguagem própria, através da qual se comunica com o mundo.
Comece voltando-se para si mesmo, tornando-se presente a si mesmo.,, Santo Agostinho diz que o homem deve voltar a si para fazer de si próprio um degrau para chegar a Deus.
Quando o ser humano perde a visão do seu corpo como território sagrado, onde habita Deus, passa a destruí-lo, pelo vicio, pelo pecado.
A oração é o melhor meio para conhecermos nosso corpo em sua totalidade. A oração é encontrar-se... para, em seguida, ir em direção a Deus.
Na oração o Senhor nos dá luzes para conhecermos a nós mesmos, a nossa verdade, e confrontá-la com a Verdade Absoluta. Sob esta visão a oração é fonte de cura espiritual, emocional e conseqüentemente física.

Agora volte para dentro de si mesmo. Tome consciência de onde está neste momento... qual a sua postura... em que está pensando... que sentimentos tem... que sensações....
Não deixe surgir um só pensamento sem que o registre na consciência... ou qualquer emoção por mais trivial que pareça...
Quantas sensações – óbvias ou menos perceptíveis, fracas ou fortes, sutis ou grosseiras – quantas delas consegue registra quando perscruta a superfície do seu corpo dos pés até a cabeça?
Tome consciência, agora, dos sons ao seu redor... procure dar-se conta de que a sua audição está em plena atividade... que o “eu” está escutando.
Agora faça o mesmo com a respiração.... depois com todos os outros sentidos.
Não são necessários pensamentos, ou simplesmente, em plena lucidez, tome consciência da audição do seu “Eu”... da atividade respiratória do seu ”Eu”... da capacidade auditiva do seu “Eu”... e, então, estará voltando para casa, voltando-se para si mesmo e o seu “Eu” ficará em silêncio e você então, sentirá Deus dentro de você.
( Inspirado no Livro: “As fontes da vida” Anthony de Mello, SJ)
Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O dinamismo da vida


Prepare a sua “tenda”, o lugar do encontro com o Senhor. Escolha um lugar na praia e aí arme sua tenda. Com o olhar da imaginação, contemple a grande extensão da praia, a cor da areia, a variedade de conchinhas aqui e ali, o mar com suas ondas e movimentos... o céu claro, azul...o sol lançando seus raios luminosos nas águas... Um bando de gaivotas alvoroçadas buscando o seu café matinal. Quanta paz!.. Invoque o Espírito Santo para que Ele reze em você, ilumine e conduza sua experiência de oração...
.Concentre-se em sua respiração por momentos, torne-se consciente do ar que entra e sai de você, purificando, renovando e gerando mais vida...

Graça a pedir: - Conhecimento interno de Jesus para mais amá-lo e segui-lo.

1. Imagine-se por alguns instantes, andando na praia com Jesus... ele lhe fala do Reino comparado a alguns símbolos... Um tesouro escondido no campo, um comerciante de pérolas, uma porção de fermento... Jesus falou muito em parábolas. Os discípulos perguntaram a Jesus: ”Por que motivos lhes fala em parábolas”? A parábola deixa em aberto a resposta “para”... dá una abertura de saída e não limita em um círculo, em um quadrado, em um triângulo... Mas dá uma abertura, para uma saída. A imagem contém um sinal escondido a ser descoberto, ultrapassado. Contém um ponto de apoio, um núcleo, um ponto de referência: - a própria vida. E a vida está sempre em aberto nunca fechada.
• Procure situar aqueles pontos que você acha que estão impedindo a abertura de uma saída em sua vida.
• Entregue-se ao Senhor, na confiança, convicção e certeza de que sua vida é valiosa e que Ele espera que você seja uma parábola, reveladora do seu mistério.
“ O Reino de Deus está dentro de vós” Lc 17, 21 e por isso, Cristo desejava revelá-lo. O Reino é realizado em nossas vidas.
Como a terra da parábola, nosso coração está dividido, lutando para ser bom e acolher a semente da palavra. Possuímos joio e trigo, e na paciência é preciso deixá-los crescer. É a nossa condição de seres humanos, de pessoas que têm coração. Nossa vida cresce, desenvolve-se, amadurece... assim a vida do reino em nós tem uma dimensão interior profunda.

2. Jesus contou outra parábola:” O reino dos céus é também semelhante a um tesouro e ainda a um negociante de pérolas... MT 13, 44 – 45.

Será que temos em nossa vida a experiência de possuir um tesouro?
Que é um tesouro? Não é aquilo de maior valor, maior expressão para nós? Não é o tamanho, a cor, o feitio, mas a sua qualidade. Sabemos o valor de seu preço. Por ele empenhamos qualquer fortuna. Só queremos possuir o tesouro. Foi bem isso que Jesus comparou o reino dos céus, a um grande tesouro. “Vendeu tudo e comprou e comprou o campo”... A mesma coisa acontece com o comerciante de pérolas... Vende tudo o que possui para comprar a pérola...

3. O reino dos céus não é quantidade: um tesouro, uma pérola.
O Reino dos céus e qualidade, é valor. O Reino dos céus é um tesouro. O reino dos céus é, uma presença, “porque onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração.. (MT 6, 21 ).
• Que tipo de tesouro tenho nas mãos?
• Minha vida está sendo construída a partir do tesouro ou a partir de bijuterias de pouco preço?

Em nossa vida procuramos descobrir o tesouro, e também o Reino. Quem possuir o tesouro e a pérola, caminha com esta riqueza, deixando tudo o mais para trás. Tudo é tão relativo, quando se tem o maior.

Para quem descobriu o “tesouro” tudo o mais é relativo, passa a ser pequeno. Um novo caminho se abre: a busca do essencial..

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos, as marcas que o Senhor foi deixando em sua passagem durante esta sua experiência de oração.
Reze um Pai-Nosso, a Ave-Maria e Glória ao Pai ou Alma de Cristo... Renove sua fidelidade a Jesus. Registre no seu caderno-Vida o que foi mais importante na sua oração e que Jesus deixou ao caminhar com você.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ser humano é se aceitar terra



Preparar o “espaço sagrado” para o seu encontro com a Trindade Santa. Aquiete seu coração e mente, procure desligar-se de seus afazeres. Respire lenta e profundamente algumas vezes. Invoque o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza sua experiência de oração.
Graça a pedir: - Olhar para si mesmo/a, retornar à própria terra através da escuta dos animais interiores para uma maior abertura para o Absoluto.
Composição de lugar: - Pela imaginação acompanhar ainda Jonas no ventre do grande peixe, refletindo, alargando seus limites, abrindo seu coração para acolher a luz de Deus. (Jn 2, 1 – 11).

I. Ser humano é se aceitar terra:
A palavra “húmus” quer dizer terra. Uma pessoa humilde é uma pessoa que se aceita como terra, como argila. Ser humano é se aceitar terra. Os “ninivitas”, na riqueza do seu espírito, de suas convicções, talvez tivessem se esquecido de que eram “terra”, de que eram pó. Converter-se é voltar-se para a terra.
A conversão não é, simplesmente, voltar-se para Deus; o texto de Jonas vem comprovar, mas voltar-se para a terra, retornar aos limites. Ir a Deus não significa sair de seus limites, mas abrir, alargar seus horizontes. Para ver a luz de um quarto nem sempre é necessário sair dele, basta abrir a janela.
Os ninivitas voltam-se para a terra, retornam ao essencial, aceitam seus limites. E é do fundo de seus limites que invocam a Deus. É no mais profundo de sua humanidade que eles reencontram o seu Criador.
Para ir a Deus não é necessário tornar-se menos humano, pelo contrário, é preciso tornar-se mais humano. Retornar à nossa humanidade, à nossa natureza, à nossa natureza terrestre, animal, é também nos aproximarmos de Deus.
É deixar a presença do Espírito descer até o templo do nosso corpo, ao templo do nosso espírito, ao templo de nossa humanidade.
Nínive se arrepende. Retorna à sua verdadeira natureza através do jejum, através da nudez, através do retorno à terra, através da escuta dos “animais” interiores e através da prece. Prece que outra coisa não é se não uma abertura para o SER Absoluto.

II. Abertura para o Absoluto:
Prece que é uma escuta deste lugar em nós mesmos de “onde venho e para onde volto”. Com este olhar sobre si mesmo/a não se é mais importuno para os outros.
O que é pedido à Nínive, não é a prática do amor, mas é primeiramente parar de importunar os outros.
Jonas é uma pessoa muito humana; vimos como diante da missão fugiu. Vimos como ele quer ficar deitado, como prefere o sono, mais dormir do que saber, mais dormir do que se conhecer.
Esta recusa de se conhecer a si mesmo, de aderir a este movimento de mais vida em nós provoca redemoinhos no exterior.

III. Convite a olhar de frente as sombras:
Chega-se a um ponto em que não se pode mais fugir, não se pode mais mentir, nem contar estórias. Somos obrigados a sermos autênticos. Não podemos mais fugir. O mergulho interior como fez Jonas, é um convite para em nosso mergulho interior, tomar consciência de nossas sombras e limites, do nosso ser terra, amá-lo, olhá-lo de frente e dar-lhe novos rumos. Através do mergulho interior, Jonas reencontrou o seu centro; encontrou no coração o seu “Eu”... a presença do Criador.
“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”
Converse com Jesus, a respeito de suas sombras, de seus limites, de seus medos; que ele ilumine, conduza, mostre onde e como começar... Ele quer que você tenha mais vida.
Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

sábado, 29 de outubro de 2011

Levanta-te! Desperta! Vai! Anda!...



Preparando a “tenda” ou seja, o seu “santuário interior”. Convide a Trindade Santa para que venha rezar com você. Faça um exercício de pacificação, quietude interior, acalme seu coração. Respire lenta e profundamente algumas vezes... Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine, toque seu coração na área que necessita ser curado ou transformado, para um crescimento maior como filho/a de Deus.

Graça a pedir: De estar atento/a, de coração aberto para escutar e acolher a voz de Deus e prontidão para executar sua vontade.

Composição de lugar: Imagine-se andando pela praia contemplando o vai-e-vem das ondas e de repente percebe algo estranho numa delas: o grande peixe que lança para a terra um homem. Era Jonas, o homem que fugiu de Deus.... Por uns instantes ele está atordoado, depois firma-se com segurança sobre seus pés e caminha apressado ao seu destino – Nínive a grande cidade, conforme o Senhor Deus lhe ordenara .

Texto: Jn 3,1–10
A permanência no interior do grande peixe levou Jonas a cair na em si e a rezar a seu Deus. Rezou Àquele de quem fugiu e de onde não pode mais fugir. “Eu sei que “Tu podes reerguer minha vida, perdoar meus erros... Tu que és a Fonte de meu ser. Eu quero agora cumprir o que Tu me mandaste fazer”.
No momento em que Jonas aceitou o desejo que habitava nele, quando escutou a voz que falava nele, o “grande peixe o vomitou sobre a terra firme, lançou-o na praia.

a) Jonas escutou a mesma palavra de antes e de depois das provações. “Levanta-te, Jonas, desperta. Vai! Anda! Vai a Nínive, a grande cidade. Desta vez, Jonas levantou-se e foi a Nínive, seguindo as ordens do Senhor. Entrou na cidade anunciando: “Dentro de 40 dias Nínive será destruída”...

Na cidade de Nínive reinava a violência, o poder, a exploração dos homens pelos homens, desprezo, o desrespeito, a desigualdade. Tudo muito parecido com os nossos tempos, com as nossas “nínives”. Que tal, como Jonas seria recebido caso retornasse hoje e anunciasse esta notícia?

b) Ao tomar conhecimento desta nova, o Rei de Nínive levantou-se do trono, despojou-se de suas vestes, vestiu-se de saco e decretou jejum a todos os habitantes e até os animais, nem mesmo podendo beber água; todos vestiram-se de sacos e o próprio rei sentou-se sobre cinzas. Que todos clamassem a Deus e se convertessem de suas más condutas e deixassem toda espécie de ações violentas.
Que tal fazer também “jejum” não como prática de emagrecimento, mas na dimensão espiritual: fazer a experiência da falta . Descobrir que além dos vegetais que nos nutrem, é o Senhor da vida que nos nutre. É sentir também a nossa fragilidade. É uma maneira de retornarmos ao essencial, ao fim para que fomos criados.
Nos causa espanto que até os animais sejam submetidos ao “jejum” . Isto é simbólico. Dizem os antigos, tratar-se de fazer jejum em nossos “animais interiores”, isto é, em nossos impulsos, nossos instintos, a fim de que eliminadas essas energias, voltem ao nosso interior, essas forças que vão se transformar em forças de sabedoria e de iluminação.

c) Sentar sobre cinza
Esta atitude nos leva a tomar consciência da nossa condição passageira, transitória, de nossa fragilidade, de nossa limitações... sou poeira. “ Tu és pó e ao pó voltarás”. Por outro lado também é verdade: “Tu és luz e luz tu te tornarás”. Nós somos poeira e luz. No nosso dia-a-dia não podemos nos esquecer de que somos pó e nem de que somos luz... Poeira que dança na luz. Jesus nos diz: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha”(Mt 5,14).
É necessário cultivar a virtude da humildade. A humildade é a realidade. É ser aquilo que se é, nem mais e nem menos.
Converse com o Senhor... Escute o que ele tem a dizer-lhe... O que espera de você... Acolha tudo em seu coração.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

domingo, 9 de outubro de 2011

A experiência de um mergulho



Prepare o seu “santuário interior”, isto é o seu coração para o encontro com a Trindade Santa. Aquiete sua mente e seu coração... Respire lenta e profundamente algumas vezes.... Desligue-se de tudo o que possa ocupar sua atenção, distraí-lo/a neste momento. Peça ao Espírito Santo que ilumine e conduza seu momento de intimidade com o Senhor.

Graça a pedir: - Através do mergulho em seu interior, reencontrar-se consigo mesmo/a e com seu referencial absoluto - Deus Criador; reconhecer o seu lugar neste mundo, qual sua vocação e missão.

Composição de lugar: Com a imaginação perceber o vento impetuoso, o mar agitado, a tempestade grande ameaçando despedaçar a embarcação. Medo e terror dos marinheiros cada qual invocando seu deus e lançando no mar a carga para aliviar o navio... Jonas tranquilamente dormindo no porão do navio. Marinheiros resolvem lançar os dados para ver o culpado e a sorte recaiu sobre Jonas que assume a culpa e, é lançado ao mar e engolido por um grande peixe.

Texto iluminativo: - Jon 2, 1 – 11.

a)Jonas no ventre do grande peixe.
Jonas é o símbolo da pessoa que resiste... que quer permanecer deitada. É a pessoa que tem medo de mudanças, que não quer ficar de pé, que não quer arriscar sua vida, sair do próprio centro para ir ao encontro do outro.
No interior do monstro marinho, a passagem através do mar, Jonas mergulha no seu próprio ser, reencontra seu centro e cai na realidade. Toma consciência de suas atitudes. interroga suas resistências e seus medos, desses medos que o impedem de levantar-se, de começar a caminhada, de despertar, de anunciar a Nínive a palavra revelada.

b)Pedido a Jonas antes de ir a Nínive.
Antes de ir a Nínive Jonas precisa enfrentar a sua própria Nínive interior... Terá que enfrentar seus medos interiores, suas fraquezas, sua auto-suficiência, seu orgulho, sua soberba, egoísmo, e suas mazelas todas.
Em princípio, amar nossos inimigos não é amar aqueles e aquelas que nos perseguem, mas é, aprender a amar esta parte de nós que nós não aceitamos. A permanência no ventre do grande peixe levou Jonas a aprender a amar a sua covardia, seus medos, suas inseguranças, suas áreas escuras. Cada um/a de nós tem um inimigo em si mesmo.

c)O Senhor confia em você.
Peça que venha em seu auxílio e lhe ensine e mostre o caminho que você deve seguir.
“Isto é uma ordem: Sê firme e corajoso. Portanto, não tenha medo e não se acovarde, porque Javé seu Deus está com você onde quer que vá” (Jos 1, 9).
Veja bem, esta é uma ordem... não é um convite e nem um conselho. É preciso confiar, acreditar na Palavra do Senhor.
A passagem através do mar, esta incubação no ventre do grande peixe, nas tempestades e vendavais da vida, é uma condição para ser autêntico/a, para que se possa libertar de tudo aquilo que impede de revelar a todos o rosto luminoso de um/a filho/a de Deus.
Se você deseja crescer, sair da mesmice procure rezar e refletir sobre estas questões:
• Qual é o meu lugar neste mundo?
• O que vim fazer nesta terra?
• Qual é a minha missão?
• Qual é a minha vocação?
Com a iluminação do Espírito Santo que o Pai dará aos que o pedem você compreenderá que não há facilidades no caminho da luz, é subir montanhas, transpor porões, desafiar fantasmas... tudo isso é crescer.

Converse com Jesus como um amigo conversa com o amigo, peça a sua ajuda, que Ele o/a liberte de tudo aquilo que o/a escraviza, faça sair do próprio centro para dar espaço a Deus que quer fazer parte da sua história.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Deitado, dormia a sono solto



Preparando a “tenda” ou seja, o seu “santuário interior”. Convide a Trindade Santa para que venha rezar com você. Faça um exercício de pacificação, quietude interior, acalme seu coração. Respire lenta e profundamente algumas vezes... Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine, toque seu coração na área que necessita ser curado ou transformado, para um crescimento maior como filho/a de Deus.

Pedido da graça: Estar despertado/a, acordado/a, disponível para escutar a voz de Deus e reconhecer seus apelos no mais profundo do meu ser, mesmo se esta voz tem exigências que me causam medo.

Texto: Jn 1, 1 – 16
A Palavra de Deus é viva, eficaz, dinâmica; é movimento, é saída...A Palavra de Deus foi dirigida a Jonas, ordenando:
• Levanta e vai...
• Desperta, levanta-te....
• Levanta, põe-te a caminho...

Jonas é aquele que prefere ficar deitado e quando a voz Viva vem visitá-lo em seu íntimo, ele resiste. Jonas é cada um/a de nós. É cada um/a de nós em seu contato com o Criador, com as dificuldades que este contato pode trazer com as esperanças que ele pode despertar e também o medo que ele pode trazer.

O Livro de Jonas pode ser para nós uma oportunidade de nos questionarmos sobre nossa vocação e missão. Sou uma pessoa única e irrepetível. .. O que devo fazer nesta vida, pessoa alguma poderá fazê-lo em meu lugar.

O livro de Jonas me convida a escutar em mim mesmo/a o desejo mais profundo que acalanto
no profundo do meu ser.
Jonas, Iona em hebraico quer dizer – pomba. Uma pomba de asas aparadas. Jonas é o símbolo da pessoa deitada, adormecida, anestesiada; da pessoa acomodada, satisfeita consigo mesmo/a, que não quer crescer e não quer assumir compromisso algum.

É símbolo da pessoa que foge de si mesmo/a, que foge de sua identidade, que foge de sua voz interior. A fuga desta voz interior traz conseqüências sobre os outros, vai provocar problemas que repercutirão no ambiente exterior.

Sua vidinha lhe basta... O que lhe é possível compreender com sua razão está bem, lhe é suficiente. O que pode sentir e captar com os cinco sentidos, lhe basta. Não se dispõe a escutar e a seguir a voz que lhe fala mais profundo.

O que me pode colocar de pé? O que pode fazer com que minha vida valha a pena ser vivida? Por que não ficar deitado/a? Em que trabalho e para quem trabalho? Para que me levanto a cada manhã? Não seria preferível permanecer na cama, dormindo?

Quando minto para mim mesmo/a quando fujo de minha vocação, quando renego o meu ser essencial, acarreto conseqüências nefastas, não somente para mim mesmo/a, mas também para o meu ambiente e minha comunidade.

Este é o símbolo da tempestade que vem agitar a barca. A maioria das vezes, eu não aceito minhas falhas e limitações e projeto nos outros a culpa.
Estar em harmonia consigo mesmo/a, escutar sua voz interior, mesmo se esta voz tem exigências que me faz medo, é bom para mim mesmo/a e não causará conseqüências nefastas para o meu próximo.

Em lugar de ir à Nínive, “cidade dos inimigos” conforme Deus lhe ordenara, Jonas fecha os ouvidos e vai exatamente em sentido contrário. Ele foge... Toma um barco e vai para Tarsis, “cidade a beira-mar” para descansar, passar suas férias.

Tome consciência de que suas iluminações, experiências, libertações e compromissos assumidos, você os leva em “vaso” muito frágil, de argila... Necessitam de fidelidade, de vigilância e de perseverança.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

domingo, 4 de setembro de 2011

Eu te estabeleci como vigia



1. – Preparar o encontro: Entre em seu “espaço sagrado”, esse tempo é totalmente seu e não pode ser atrapalhado por ninguém. Aí você está em contato consigo mesmo e com Deus, com a dimensão sagrada dentro de você. Aquiete seu coração e sua mente. Neste tempo em que você está conectado consigo mesmo (a) e com Deus, lhe faz bem... Traga para a oração sua comunidade, alguma pessoa que seja necessário apontar algum erro. Invoque o Espírito Santo, que ele ilumine e conduza este seu momento de oração.

2. Pedido da graça: - Que o Senhor revista meu coração e minha mente com seus olhos e coloque na minha boca as palavras revestidas de amor ao apontar alguma falha de alguém.

Texto: Ez 33, 7 – 9. Leia lentamente algumas vezes o texto, parando, escutando e saboreado as palavras que mais lhe tocarem.

a) Assim diz o Senhor: “Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel”...
Vigiar = passar a noite sem dormir; sentinela; guarda; prontidão; alerta.
“Eu te estabeleci vigia...” Deus delega a mim a responsabilidade de ajudar meu irmão, de fazer a correção fraterna quando necessária, não contudo para apontar, condenar, criticar, recriminar, mas para estender-lhe a mão, para dar-lhe um suporte...

A palavra do Senhor é forte, incisiva. Ele não me pergunta se eu quero, mas diz: “Eu te estabeleci como vigia”. O Senhor nos dá uma grande responsabilidade... Uma coisa bastante difícil para o ser humano, sobretudo nos dias de hoje, é aceitar que alguém lhe aponte suas falhas e limitações. Geralmente, quando nos surpreendemos no erro, de imediato nos desculpamos e acusamos os outros como culpados.

Enquanto acusamos os outros, usamos a dinâmica do paraíso terrestre e não assumimos a nossa culpa, não teremos paz, não crescemos espiritualmente, pois nos relacionamos com os outros como adversários e não como irmãos.

b) “Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu deves advertir em meu nome... “.
Jesus disse: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo”! Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão”.
O verdadeiro amor, o perdão autêntico, não deixa as pessoas no erro. Amar um irmão implica em ajudá-lo a crescer em todos os níveis e em todas as dimensões; implica desejar “ganhar o irmão” para a comunidade.
Corrigir é obra de amor, nunca é extinguir energias ou sufocar entusiasmos. A Igreja é formada não só de pessoas santas, mas também de membros pecadores.

c) A carta de São Paulo aos Cl 3, 12-14 nos ajuda nesta tarefa dando dicas para o nosso proceder.
“Como escolhidos de Deus, santos e amados, vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência. Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém. Cada um perdoe o outro, do mesmo modo que o Senhor perdoou vocês. E acima de tudo, vistam-se com o amor, que é o laço da perfeição. Que a paz de Cristo reine no coração de vocês.

Converse com Jesus... Peça um coração manso e humilde como o dele; que ele lhe ensine como se achegar, como falar, o que falar, como ajudar as pessoas a fim de que possam fazer o Reino de Deus acontecer...

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ