sábado, 29 de outubro de 2011

Levanta-te! Desperta! Vai! Anda!...



Preparando a “tenda” ou seja, o seu “santuário interior”. Convide a Trindade Santa para que venha rezar com você. Faça um exercício de pacificação, quietude interior, acalme seu coração. Respire lenta e profundamente algumas vezes... Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine, toque seu coração na área que necessita ser curado ou transformado, para um crescimento maior como filho/a de Deus.

Graça a pedir: De estar atento/a, de coração aberto para escutar e acolher a voz de Deus e prontidão para executar sua vontade.

Composição de lugar: Imagine-se andando pela praia contemplando o vai-e-vem das ondas e de repente percebe algo estranho numa delas: o grande peixe que lança para a terra um homem. Era Jonas, o homem que fugiu de Deus.... Por uns instantes ele está atordoado, depois firma-se com segurança sobre seus pés e caminha apressado ao seu destino – Nínive a grande cidade, conforme o Senhor Deus lhe ordenara .

Texto: Jn 3,1–10
A permanência no interior do grande peixe levou Jonas a cair na em si e a rezar a seu Deus. Rezou Àquele de quem fugiu e de onde não pode mais fugir. “Eu sei que “Tu podes reerguer minha vida, perdoar meus erros... Tu que és a Fonte de meu ser. Eu quero agora cumprir o que Tu me mandaste fazer”.
No momento em que Jonas aceitou o desejo que habitava nele, quando escutou a voz que falava nele, o “grande peixe o vomitou sobre a terra firme, lançou-o na praia.

a) Jonas escutou a mesma palavra de antes e de depois das provações. “Levanta-te, Jonas, desperta. Vai! Anda! Vai a Nínive, a grande cidade. Desta vez, Jonas levantou-se e foi a Nínive, seguindo as ordens do Senhor. Entrou na cidade anunciando: “Dentro de 40 dias Nínive será destruída”...

Na cidade de Nínive reinava a violência, o poder, a exploração dos homens pelos homens, desprezo, o desrespeito, a desigualdade. Tudo muito parecido com os nossos tempos, com as nossas “nínives”. Que tal, como Jonas seria recebido caso retornasse hoje e anunciasse esta notícia?

b) Ao tomar conhecimento desta nova, o Rei de Nínive levantou-se do trono, despojou-se de suas vestes, vestiu-se de saco e decretou jejum a todos os habitantes e até os animais, nem mesmo podendo beber água; todos vestiram-se de sacos e o próprio rei sentou-se sobre cinzas. Que todos clamassem a Deus e se convertessem de suas más condutas e deixassem toda espécie de ações violentas.
Que tal fazer também “jejum” não como prática de emagrecimento, mas na dimensão espiritual: fazer a experiência da falta . Descobrir que além dos vegetais que nos nutrem, é o Senhor da vida que nos nutre. É sentir também a nossa fragilidade. É uma maneira de retornarmos ao essencial, ao fim para que fomos criados.
Nos causa espanto que até os animais sejam submetidos ao “jejum” . Isto é simbólico. Dizem os antigos, tratar-se de fazer jejum em nossos “animais interiores”, isto é, em nossos impulsos, nossos instintos, a fim de que eliminadas essas energias, voltem ao nosso interior, essas forças que vão se transformar em forças de sabedoria e de iluminação.

c) Sentar sobre cinza
Esta atitude nos leva a tomar consciência da nossa condição passageira, transitória, de nossa fragilidade, de nossa limitações... sou poeira. “ Tu és pó e ao pó voltarás”. Por outro lado também é verdade: “Tu és luz e luz tu te tornarás”. Nós somos poeira e luz. No nosso dia-a-dia não podemos nos esquecer de que somos pó e nem de que somos luz... Poeira que dança na luz. Jesus nos diz: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha”(Mt 5,14).
É necessário cultivar a virtude da humildade. A humildade é a realidade. É ser aquilo que se é, nem mais e nem menos.
Converse com o Senhor... Escute o que ele tem a dizer-lhe... O que espera de você... Acolha tudo em seu coração.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

domingo, 9 de outubro de 2011

A experiência de um mergulho



Prepare o seu “santuário interior”, isto é o seu coração para o encontro com a Trindade Santa. Aquiete sua mente e seu coração... Respire lenta e profundamente algumas vezes.... Desligue-se de tudo o que possa ocupar sua atenção, distraí-lo/a neste momento. Peça ao Espírito Santo que ilumine e conduza seu momento de intimidade com o Senhor.

Graça a pedir: - Através do mergulho em seu interior, reencontrar-se consigo mesmo/a e com seu referencial absoluto - Deus Criador; reconhecer o seu lugar neste mundo, qual sua vocação e missão.

Composição de lugar: Com a imaginação perceber o vento impetuoso, o mar agitado, a tempestade grande ameaçando despedaçar a embarcação. Medo e terror dos marinheiros cada qual invocando seu deus e lançando no mar a carga para aliviar o navio... Jonas tranquilamente dormindo no porão do navio. Marinheiros resolvem lançar os dados para ver o culpado e a sorte recaiu sobre Jonas que assume a culpa e, é lançado ao mar e engolido por um grande peixe.

Texto iluminativo: - Jon 2, 1 – 11.

a)Jonas no ventre do grande peixe.
Jonas é o símbolo da pessoa que resiste... que quer permanecer deitada. É a pessoa que tem medo de mudanças, que não quer ficar de pé, que não quer arriscar sua vida, sair do próprio centro para ir ao encontro do outro.
No interior do monstro marinho, a passagem através do mar, Jonas mergulha no seu próprio ser, reencontra seu centro e cai na realidade. Toma consciência de suas atitudes. interroga suas resistências e seus medos, desses medos que o impedem de levantar-se, de começar a caminhada, de despertar, de anunciar a Nínive a palavra revelada.

b)Pedido a Jonas antes de ir a Nínive.
Antes de ir a Nínive Jonas precisa enfrentar a sua própria Nínive interior... Terá que enfrentar seus medos interiores, suas fraquezas, sua auto-suficiência, seu orgulho, sua soberba, egoísmo, e suas mazelas todas.
Em princípio, amar nossos inimigos não é amar aqueles e aquelas que nos perseguem, mas é, aprender a amar esta parte de nós que nós não aceitamos. A permanência no ventre do grande peixe levou Jonas a aprender a amar a sua covardia, seus medos, suas inseguranças, suas áreas escuras. Cada um/a de nós tem um inimigo em si mesmo.

c)O Senhor confia em você.
Peça que venha em seu auxílio e lhe ensine e mostre o caminho que você deve seguir.
“Isto é uma ordem: Sê firme e corajoso. Portanto, não tenha medo e não se acovarde, porque Javé seu Deus está com você onde quer que vá” (Jos 1, 9).
Veja bem, esta é uma ordem... não é um convite e nem um conselho. É preciso confiar, acreditar na Palavra do Senhor.
A passagem através do mar, esta incubação no ventre do grande peixe, nas tempestades e vendavais da vida, é uma condição para ser autêntico/a, para que se possa libertar de tudo aquilo que impede de revelar a todos o rosto luminoso de um/a filho/a de Deus.
Se você deseja crescer, sair da mesmice procure rezar e refletir sobre estas questões:
• Qual é o meu lugar neste mundo?
• O que vim fazer nesta terra?
• Qual é a minha missão?
• Qual é a minha vocação?
Com a iluminação do Espírito Santo que o Pai dará aos que o pedem você compreenderá que não há facilidades no caminho da luz, é subir montanhas, transpor porões, desafiar fantasmas... tudo isso é crescer.

Converse com Jesus como um amigo conversa com o amigo, peça a sua ajuda, que Ele o/a liberte de tudo aquilo que o/a escraviza, faça sair do próprio centro para dar espaço a Deus que quer fazer parte da sua história.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Deitado, dormia a sono solto



Preparando a “tenda” ou seja, o seu “santuário interior”. Convide a Trindade Santa para que venha rezar com você. Faça um exercício de pacificação, quietude interior, acalme seu coração. Respire lenta e profundamente algumas vezes... Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine, toque seu coração na área que necessita ser curado ou transformado, para um crescimento maior como filho/a de Deus.

Pedido da graça: Estar despertado/a, acordado/a, disponível para escutar a voz de Deus e reconhecer seus apelos no mais profundo do meu ser, mesmo se esta voz tem exigências que me causam medo.

Texto: Jn 1, 1 – 16
A Palavra de Deus é viva, eficaz, dinâmica; é movimento, é saída...A Palavra de Deus foi dirigida a Jonas, ordenando:
• Levanta e vai...
• Desperta, levanta-te....
• Levanta, põe-te a caminho...

Jonas é aquele que prefere ficar deitado e quando a voz Viva vem visitá-lo em seu íntimo, ele resiste. Jonas é cada um/a de nós. É cada um/a de nós em seu contato com o Criador, com as dificuldades que este contato pode trazer com as esperanças que ele pode despertar e também o medo que ele pode trazer.

O Livro de Jonas pode ser para nós uma oportunidade de nos questionarmos sobre nossa vocação e missão. Sou uma pessoa única e irrepetível. .. O que devo fazer nesta vida, pessoa alguma poderá fazê-lo em meu lugar.

O livro de Jonas me convida a escutar em mim mesmo/a o desejo mais profundo que acalanto
no profundo do meu ser.
Jonas, Iona em hebraico quer dizer – pomba. Uma pomba de asas aparadas. Jonas é o símbolo da pessoa deitada, adormecida, anestesiada; da pessoa acomodada, satisfeita consigo mesmo/a, que não quer crescer e não quer assumir compromisso algum.

É símbolo da pessoa que foge de si mesmo/a, que foge de sua identidade, que foge de sua voz interior. A fuga desta voz interior traz conseqüências sobre os outros, vai provocar problemas que repercutirão no ambiente exterior.

Sua vidinha lhe basta... O que lhe é possível compreender com sua razão está bem, lhe é suficiente. O que pode sentir e captar com os cinco sentidos, lhe basta. Não se dispõe a escutar e a seguir a voz que lhe fala mais profundo.

O que me pode colocar de pé? O que pode fazer com que minha vida valha a pena ser vivida? Por que não ficar deitado/a? Em que trabalho e para quem trabalho? Para que me levanto a cada manhã? Não seria preferível permanecer na cama, dormindo?

Quando minto para mim mesmo/a quando fujo de minha vocação, quando renego o meu ser essencial, acarreto conseqüências nefastas, não somente para mim mesmo/a, mas também para o meu ambiente e minha comunidade.

Este é o símbolo da tempestade que vem agitar a barca. A maioria das vezes, eu não aceito minhas falhas e limitações e projeto nos outros a culpa.
Estar em harmonia consigo mesmo/a, escutar sua voz interior, mesmo se esta voz tem exigências que me faz medo, é bom para mim mesmo/a e não causará conseqüências nefastas para o meu próximo.

Em lugar de ir à Nínive, “cidade dos inimigos” conforme Deus lhe ordenara, Jonas fecha os ouvidos e vai exatamente em sentido contrário. Ele foge... Toma um barco e vai para Tarsis, “cidade a beira-mar” para descansar, passar suas férias.

Tome consciência de que suas iluminações, experiências, libertações e compromissos assumidos, você os leva em “vaso” muito frágil, de argila... Necessitam de fidelidade, de vigilância e de perseverança.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

domingo, 4 de setembro de 2011

Eu te estabeleci como vigia



1. – Preparar o encontro: Entre em seu “espaço sagrado”, esse tempo é totalmente seu e não pode ser atrapalhado por ninguém. Aí você está em contato consigo mesmo e com Deus, com a dimensão sagrada dentro de você. Aquiete seu coração e sua mente. Neste tempo em que você está conectado consigo mesmo (a) e com Deus, lhe faz bem... Traga para a oração sua comunidade, alguma pessoa que seja necessário apontar algum erro. Invoque o Espírito Santo, que ele ilumine e conduza este seu momento de oração.

2. Pedido da graça: - Que o Senhor revista meu coração e minha mente com seus olhos e coloque na minha boca as palavras revestidas de amor ao apontar alguma falha de alguém.

Texto: Ez 33, 7 – 9. Leia lentamente algumas vezes o texto, parando, escutando e saboreado as palavras que mais lhe tocarem.

a) Assim diz o Senhor: “Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel”...
Vigiar = passar a noite sem dormir; sentinela; guarda; prontidão; alerta.
“Eu te estabeleci vigia...” Deus delega a mim a responsabilidade de ajudar meu irmão, de fazer a correção fraterna quando necessária, não contudo para apontar, condenar, criticar, recriminar, mas para estender-lhe a mão, para dar-lhe um suporte...

A palavra do Senhor é forte, incisiva. Ele não me pergunta se eu quero, mas diz: “Eu te estabeleci como vigia”. O Senhor nos dá uma grande responsabilidade... Uma coisa bastante difícil para o ser humano, sobretudo nos dias de hoje, é aceitar que alguém lhe aponte suas falhas e limitações. Geralmente, quando nos surpreendemos no erro, de imediato nos desculpamos e acusamos os outros como culpados.

Enquanto acusamos os outros, usamos a dinâmica do paraíso terrestre e não assumimos a nossa culpa, não teremos paz, não crescemos espiritualmente, pois nos relacionamos com os outros como adversários e não como irmãos.

b) “Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu deves advertir em meu nome... “.
Jesus disse: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo”! Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão”.
O verdadeiro amor, o perdão autêntico, não deixa as pessoas no erro. Amar um irmão implica em ajudá-lo a crescer em todos os níveis e em todas as dimensões; implica desejar “ganhar o irmão” para a comunidade.
Corrigir é obra de amor, nunca é extinguir energias ou sufocar entusiasmos. A Igreja é formada não só de pessoas santas, mas também de membros pecadores.

c) A carta de São Paulo aos Cl 3, 12-14 nos ajuda nesta tarefa dando dicas para o nosso proceder.
“Como escolhidos de Deus, santos e amados, vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência. Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém. Cada um perdoe o outro, do mesmo modo que o Senhor perdoou vocês. E acima de tudo, vistam-se com o amor, que é o laço da perfeição. Que a paz de Cristo reine no coração de vocês.

Converse com Jesus... Peça um coração manso e humilde como o dele; que ele lhe ensine como se achegar, como falar, o que falar, como ajudar as pessoas a fim de que possam fazer o Reino de Deus acontecer...

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

sábado, 27 de agosto de 2011

Antes que a porta se feche



Prepare o seu coração para o encontro com a Trindade... Procure um lugar tranqüilo. Aquiete seu coração... sua mente... sua vontade... Respire lenta e profundamente algumas vezes. Sinta o ar entrando e saindo de seus pulmões... Se quiser repita uma palavra... uma frase inspiradora... um refrão... ou contemple em sua imaginação o cortejo das jovens, com suas lâmpadas acesas nas mãos dirigindo-se alegres e felizes para o local do encontro. Invoque o Espírito Santo para que ele conduza e ilumine este seu momento de oração.

Oração preparatória:
“Consiste em pedir a Deus nosso Senhor para que todas as minhas intenções, ações e operações sejam puramente ordenadas a serviço e louvor de sua divina majestade”.

Pedido da graça: - Com a lâmpada acesa na mão sob a orientação de Jesus, conhecer-me na linha da autenticidade, no mais profundo do próprio “ser”.

Texto: MT 25, 1-13 .
Acompanhe as jovens que esperam a chegada do noivo. As jovens previdentes trouxeram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas e as imprevidentes não... A noite foi avançando... o noivo tardava e o sono chegou...
Imagine a aflição das jovens ao ouvir o grito: “O noivo vem chegando ide ao encontro”. O desespero das jovens imprevidentes.... E... a porta se fechou!...

O convite para mim, hoje, é: Atenção!... Vigilância!...
Vigiar, estar atento/a a quem e a que?
À chegada do Mestre Jesus, com minha lâmpada acesa, tendo juntamente a vasilha com óleo para ir abastecendo-a no caminho quando a escuridão da noite se fizer, retardando a chegada do noivo e a porta se fechar.

À luz da lâmpada olhar como está minha casa interior, meu coração, minha vida, minhas relações com as coisas, com os outros, comigo mesmo/a, e com Deus.
O que eu preciso melhorar, mudar, renovar em mim, no meu modo de ser, de pensar e de agir...
“Seja fervoroso e mude de vida! Já estou chegando e batendo à porta. Quem ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entro em sua casa e janto com ele, e ele comigo” (AP 3, 19 – 20).
É preciso estar sempre de atalaia, muito atento/a às subtilezas do inimigo, á força do mal que muitas vezes se nos apresenta disfarçada em anjo de luz, sob aparência de bem, focando o meu próprio centro e bem-estar... levando-me a me esquecer de carregar a vasilha de óleo para minha lâmpada.
Que Jesus possa ir pontuando as áreas que é preciso trabalhar, enquanto é dia, antes da porta se fechar.
Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?
Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Salmo: Tudo é Dom do Amor



Manuel Eduardo Iglesias,SJ

A gente, Senhor, pode passar pela vida
como cego
se não enxergar o AMOR;
como surdo
se não escutar tua voz.

Dá-me, Senhor,
capacidade de ver e escutar!
Quem sou eu? Sou aquele que
poderia não ter existido, e existo.
Sou puro dom gratuito.

- O sol que me alegra,
a natureza que me sustenta,
o ar que eu respiro,
são dons que não mereço.

- Os pais que tenho,
os amigos e os colegas,
os sábios e os artistas,
são dons que me enriquecem.
- O Cristo, a fé, a Igreja,
Maria e os Santos,
A Eucaristia e o mundo,
são dons inesperados.

- O grande, Senhor, é que:
No sol,
nos amigos,
no Cristo,
na vida...
Tu estás presente,
Tu ages dia e noite,
Tu me dizes, lá dentro:
Eu te amo!

A minha vocação é
SER DOM, Senhor,
Para os outros, para ti.
Assim, através do meu dom,
Outros escutarão o que lhes dizes:
EU TE AMO!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um gesto gratuito


I – Preparar o encontro: Entre em seu “espaço sagrado”, esse tempo é totalmente seu e não pode ser atrapalhado por ninguém. Aí você está em contato consigo mesmo e com Deus, com a dimensão sagrada dentro de você. Neste tempo em que você está conectado consigo mesmo (a) e com Deus, lhe faz bem... Revigora suas forças e você volta a ser inteiro (a).. Ele cura suas feridas e ilumina seu interior naquilo que se enturvou. Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine e conduza sua experiência de oração.
Respire lenta e profundamente algumas vezes... Desligue-se de tudo o que possa perturbar este encontro com o Absoluto.

II - Composição de lugar: -
Ver com os olhos da imaginação o vilarejo de Sunam... Imagine a senhora rica, de coração generoso, acolhendo Eliseu em sua casa para a refeição. Não sabia quem era, mas intuiu que é um santo homem de Deus. Dialoga com o marido e propõe preparar um quarto para este homem quando retornasse por aí. Deus lhe concede um filho sem que ela lhe verbalize o pedido.

III - Pedir a graça: -
“Pedir a Deus, nosso Senhor, o que quero e desejo”. Pedir ao Senhor a graça de uma grande abertura de coração para que Ele possa agir, e de escutá-lo no que ele tem de mais profundo ultrapassando certas objeções piedosas, certas resistências...

Texto: - 2 Rs 4, 8-11.14-16;
Leia o texto lentamente, saboreando as palavras, parando naquela em que mais se sentir tocado(a), aquela que mais vibrou dentro de seu coração.
1. Dar-se conta da delicadeza e dos detalhes... Fazer um pequeno quarto... Onde? No terraço, lugar mais seguro, claro, iluminado, ventilado, cheio de sol, possibilitando contemplar a natureza, as maravilhas do Criador. Não foi no porão, lugar frio, escuro, úmido... Material usado: alvenaria, material sólido resistente, seguro.
Uma cama... uma mesa...uma cadeira... um candeeiro... Justamente o necessário para refazer as energias, para um repouso, e lua para se locomover e banir a escuridão . que simplicidade!
Que tal rever um pouco minhas atitudes: de acolhimento, de simplicidade, de abertura ao outro... Rever um pouco os rótulos que vou colocando aqui e acolá, nesta ou naquela pessoa; muitas vezes centrado(a) em mim mesmo(a) não percebo a necessidade do outro, o seu sofrimento, sua necessidade de uma palavra, de um ouvido para escutar sua dor, seu lamento... esquecendo-me das palavras de Cristo : “Tudo o que fizerdes ao menor dos meus , a Mim o fareis” ( MT 25, 40). Não é fácil em nossa indiferença, ver num rosto sujo, descuidado, desfigurado, o rosto de Jesus Cristo.
“A mulher intui que Eliseu era um santo homem de Deus”. Para isso é preciso estar atento (a) à voz do Espírito que clama dentro de nós.

2. “Eliseu pergunta a seu servo: que se poderia fazer para esta mulher?” - “ É inútil perguntar-lhes; ela não tem filhos e seu marido já é velho...”
Quando para o ser humano parece não haver solução, para Deus tudo é possível. De um útero velho, estéril e murcho, Deus faz brotar a vida.
A mulher nem se quer expressou seu desejo de ser mãe e o Senhor na sua gratuidade sem limites, lhe concede um filho.
No meu dia-a-dia, como manifesto a minha confiança em Deus, diante das diversas situações difíceis, quando não vejo saída? Acredito que ele é Pai e sabe o que preciso mesmo antes de lho pedir? Deus sabe melhor do que eu o que é melhor para mim!
Temos muitas oportunidades de crescer na confiança e na abertura de coração. Somos convidados(as) a perceber apelos de Deus, mesmo em meio ao sofrimento, perseguições e experiências do mal.
Que o Senhor me ensine a confiar na sua Palavra, no seu grande amor por mim, por nós, suas criaturas amadas antes mesmo da criação do mundo...

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze o Salmo 27/26, belíssima oração de confiança; um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ