segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um novo amanhecer


Bom dia, 2010!
Recomeçar!... Eis a palavra que deve animar cada um dos dias deste Novo Ano. Recomeçar é dar novo começo, olhar com olhos novos, é dar um colorido especial, diferente às coisas e acontecimentos, é ter sonhos e esperança.
A esperança impulsiona nosso dinamismo para novos horizontes...
Sem esperança o nosso peregrinar no tempo se torna mais pesado, mais difícil. Somos andarilhos em marcha, seres que buscam; e toda a busca traz uma esperança.
“Não é difícil caminhar quando se avança com calma, levando um sonho na alma e nos lábios um cantar”.
Aquele que semeia espera a colheita; o atleta espera a vitória, o estudante espera a aprovação; aquele que viaja espera chegar ao destino; a gestante espera a nova vida que vai chegar; o trabalhador sonha e faz planos, aguardando o salário; o prisioneiro sonha com a liberdade; aquele que reza espera que sua prece seja atendida por Deus Pai.

Em todos estes gestos, alguma esperança se esconde. A esperança faz parte do ser humano. Podemos alimentar este sentimento dizendo a si mesmo, cada dia ao acordar: Bom dia, Esperança! Este dia será melhor do que ontem, que passou. Todos nós sonhamos com a felicidade, queremos ser felizes.

“Quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascida de uma mulher...” Gl 4, 4

O silêncio daquela noite feliz, na gruta de Belém, repartiu o calendário em duas partes: o que era antes e o que veio depois. Foi um grande marco na história da humanidade. O Filho de Deus se fez pequeno, se fez criança e veio “ erguer sua Tenda no meio das nossas tendas”... Ele é o Emmanuel, o “Deus conosco”.
Este acontecimento é para todos nós motivo de júbilo, de grande alegria e esperança, pois agora nós temos “ um Salvador”.

“O povo que andava na escuridão, viu uma grande Luz” . Is 9, 1
Ele se faz caminheiro e companheiro em nossa jornada e seguindo a claridade da Verdadeira Luz, chegaremos sem dúvida confiantes, à morada do Pai.
Cada um de nós que fazemos a Igreja é convidado, convidada, a ser um anjo de paz e a revelar ao mundo o “Pequeno-Grande” com nossas palavras e com nosso testemunho.
Bom dia, 2010! Feliz Ano Novo, meu irmão, minha irmã! Que cada novo dia, seja um Novo Amanhecer!

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

sábado, 12 de dezembro de 2009

Uma Luz resplandeceu





  • "Resplandeceu a LUZ sobre nós,
  • porque nasceu Cristo o Salvador!"

    Motivação:

    Em nome do Pai
    ( Cantado )

    Natal! A esta palavra está ligado todo um universo de símbolos: a vela, as estrelas, as bolas resplendentes, o pinheirinho, o presépio, o boi e o asno, os pastores, o bom José e a Virgem Maria, o Menino repousando sobre as palhas. Eles constituem o eco do maior evento da história: a Encarnação de Deus. Nasceram da fé e hoje falam ao coração. Hoje, entretanto, estes símbolos foram capturados pelo comércio e apelam para o nosso bolso. Perdeu-se o verdadeiro sentido do Natal. A figura de destaque é a do Papai Noel.
    Todos :- Natal ... Festa da vida!
    Dirigente: - Celebrar é mais que saber e refletir. É acolher, é abrir espaço em nosso coração para a LUZ que chegou no Natal - o Salvador!

    T. Alegremo-nos: não pode haver tristeza quando nasce a Vida.
    D. Celebremos: não pode reinar indiferença quando a noite , de repente , se ilumina!
    T.“O povo que andava nas trevas, viu uma grande Luz” ( Is 9, 1 ).
    D. Era a Luz da salvação, que chegava de forma sutil e frágil, na humildade de Belém, entre pastores e ovelhas.

    Canto: -
    Para os homens que erravam nas trevas, lá do céu resplandece uma luz,
    Hoje Deus visitou nossa terra e nos deu o seu Filho Jesus.

    D. Não temos a alegria eufórica, superficial, sem saber por quê. Temos motivos de júbilo radiante, para a alegria plena e para a festa solene: Deus se fez pessoa humana e veio armar sua tenda no meio de nós.
    1. Deus não fez estardalhaços e penetra sem agredir, na sua vida humana e deseja-lhe a paz da salvação.
    Resplandeceu a luz sobre nós, porque nasceu Cristo, o Salvador!... (bis )
    ( Entrada do Menino Jesus )
    T. No escuro e nas trevas... a luz era fraca; podia-se ver pouca coisa. É o símbolo da humanidade em situação de advento, de espera e de expectativa.
    2. Agora o Menino veio... As trevas se fizeram luz... A noite tornou-se dia... é o que significa Natal: - a Festa da Luz ... da vida... e do amor humanitário do nosso Deus.
    T. A luz se acendeu: agora podemos ver tudo: Deus como Pai, os outros como irmãos, o mundo como herança que o Pai nos deu.
    D. Tudo por causa do mistério desta noite santa e anunciada... Nasceu Jesus Cristo, Filho eterno de Deus e nosso irmão bem-amado. É para celebrar e nos alegrar que aqui estamos diante do menino-Luz, com as pessoas da terra e com a natureza inteira... Juntamente com os Anjos, cantamos:

    Cantado: Glória a Deus nos Céus e na terra paz aos homens... Glória, aleluia!

    Vamos fazer nossas as palavras de uma canção :

- Este Natal vou festejar diferente: presentear toda a gente que em meu caminho encontrar.
- Vou abrir do coração a gaveta da alegria repartindo-a com os irmãos... Mas, não vai ficar vazia
- E toda aquela esperança do fundo do coração, doar, com ambas as mãos, aos velhinhos, às crianças.
- E daquela gaveta antiga o ódio que houver guardado vou jogar tudo pro alto e de todos ser mais amiga.
- E a gaveta do perdão será o maior presente que ganhará toda gente sem que haja distinção.
- E tudo o que existir de ruim acumulado: ressentimento, pecado, vou procurar extinguir. Para que uma nova - luz possa em meu peito brilhar e eu, feliz, festejar mais um Natal de Jesus!


Canto:- Natal é conversão - ( José Acácio Santana)

1.Chegou a hora de sonhar de novo,
De tornar-se povo e se fazer irmão.
Chegou a hora que ligeiro passa,
De ganhar a graça para a conversão!

Meu caro irmão,
Olha pra dentro do teu coração,
Vê se o Natal se tornou conversão,
E te ensinou a viver ( bis ).

2. Chegou a hora de viver o Cristo,
E acreditar que isto é se tornar maior.
Chegou a hora de pensar profundo,
E perceber que o mundo pode ser melhor.

3. Será difícil tantas mãos unidas,
Não fazer da vida um tempo sem igual.
Será difícil tanto amor e afeto,
Não tornar concreto, o gesto do Natal

Pai-Nosso:

Oração: - Ó Deus da promessa, vem a nós com tua força e ternura materna. Abre os nossos ouvidos ao teu chamado e prepare os nossos corações para a manifestação de tua vinda. Dá-nos a graça de entrarmos com decisão e alegria no Reino que Jesus veio anunciar. Ó Deus, luz de todas as pessoas que te buscam, na hora em que chega a escuridão, manifesta-nos a tua presença maternal que possamos vencer todo o medo e toda a trama maldosa deste mundo. Por Cristo, nosso Senhor .Amém!

Dar o abraço da paz a todos, desejando Boas Festas!...

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tempo de alegre Esperança




Advento é um tempo de alegre esperança; é um tempo de preparação e de espera do Senhor. É um tempo muito rico em que os textos bíblicos e a liturgia alimentam nossos sonhos de um mundo de paz e reconciliação, pela esperança da “justiça de Deus”.

O advento nos convida a aguçarmos nossa sensibilidade para percebermos os inúmeros sinais que revelam a transparência de Deus em nosso tempo, ainda tão conturbado, e em e nossa realidade humana, ainda tão desumana, violenta e sofrida: sinais evidentes de distanciamento do projeto de vida, o sonho de Deus para o qual fomos criados.
A mística do advento nos move também a cultivar uma atitude nova diante da realidade humana e cósmica, intensifica nosso desejo de felicidade plena, relações mais fraternas, verdadeiras e duradouras; fortalece nossa vocação de “testemunhas da Esperança”, superando todo o pessimismo e desencanto que nos possam abater.
O tempo do advento nos é dado cada ano como sacramento da espera, da vida da verdadeira Luz – o Salvador!
Com toda a Igreja, refletimos, rezamos e cantamos suplicantes: “Vinde, Senhor Jesus”!
Ao iniciar este tempo , coloquemo-nos a caminho, acendendo nossas lâmpadas com o óleo da fé, numa atitude de espera atenta e vigilante do Senhor Jesus que vem.
Para isso, é preciso criar um vazio, um espaço em nosso coração para acolher Aquele que vem, Aquele que deve ser o centro, o referencial de nossa vida.
Não antecipemos o nosso Natal enchendo-nos de “bolas coloridas e pisca-piscas”, do espírito do consumismo, do comércio,
de presentes, de comidas e bebidas. Que tudo isso, não venha a preencher o espaço da Verdadeira Luz do mundo, Daquele que veio para os seus, mas os seus não o receberam... Mesmo assim, Ele veio
armar sua tenda em nosso meio.
“E o Verbo se fez homem e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que um Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 14).
Advento é um tempo especial de escuta, de atenção, de vigilância, de “gravidez” da Palavra.
Senhor, toca nossos corações, nossos ouvidos; reveste-nos da sensibilidade que nos faz alargar nossos horizontes, nossa tenda, para além dos estreitos limites do nosso egoísmo, acomodação, insensibilidade que impedem de viver segundo a proposta do profeta Bar 5, 5:
“Levanta-te, ó Jerusalém, põe-te no alto, olhe para o Oriente!”

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

domingo, 8 de novembro de 2009

Jesus toma a iniciativa



Preparar a tenda: - Entre no coração da Trindade Santa para fazer a sua oração. Acomode-se... Sinta–se envolto em toda uma atmosfera de paz, ... luz,... harmonia, ...ternura. Sinta o grande amor que Deus tem por você. Respire lenta e profundamente algumas vezes. Tome consciência do ar entrando.. e saindo dos pulmões ...Expresse seu desejo de fome e sede de Deus... Invoque o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza a sua experiência de oração.

Graça a pedir: Que Deus lhe revele toda sua verdade, todos os condicionamentos que o encurvam sobre si mesmo, impedindo de alargar os horizontes e proclamar a glória de Deus.

Imagine Jesus, em dia de sábado, “dia sagrado” para os judeus. Ensinando as pessoas na Sinagoga... a reação, a fúria do chefe da Sinagoga, diante de cura da mulher, realizada por Jesus. Ela não tem nome, não tem identidade, ela simboliza: eu, você, todo o ser humano.

Texto: Lc 13, 10-13 - Leia o texto bem devagar uma, duas ou mais vezes. Permaneça na palavra ou versículo que mais lhe tocou e vai saboreando. Deixe-se tocar por Jesus; deixe que Ele tome a iniciativa e aponte aquilo que é necessário mudar.
a) A mulher da qual fala o Evangelho de Lucas, há 18 anos permanecia encurvada, sem poder endireitar-se, olhando só para o chão, num círculo de pouco mais de um metro. Esta mulher encurvada habita dentro de cada um de nós... Carregamos o peso de muitos condicionamentos que nos encurvam para o chão, para nós mesmos, nos fazem perder a beleza do horizonte de uma vida mais plena, de uma vida mais feliz, uma vida com mais sentido.

b) Converse com Jesus... Peça que Ele lhe mostre onde sua pessoa está encurvada, voltada para o seu centro. Talvez você precise de um toque de Jesus em sua insensibilidade, ansiedade, mágoa, raiva, medo, orgulho, inveja, egoísmo, prepotência, comodismo...

Perceba qual a área de sua vida que precisa de cura... Manifeste a Jesus seu desejo, seu pedido de libertação. O que Jesus fez com a mulher, pode fazer com cada um de nós. Ele quer chegar não apenas a essa realidade de pessoa “encurvada”, mas também à raiz, aos motivos que levam a estar encurvado e libertar, curar toda espécie de deficiências.

Antes de concluir o seu encontro, faça um “colóquio” de aliança com o Senhor. Deixe-se invadir pela sua Palavra, ouça, “sinta internamente a presença e depois fale... converse com Ele, assim como conversa com um amigo.

· O que mais me tocou nesta oração?
· Que sentimento predominou em mim?
· Senti algum apelo, desejo, inspiração?
· Tive alguma dificuldade ou resistência?

No caso da mulher, Jesus toma a iniciativa, vai ao seu encontro e diz:
“Mulher, estás livre de tua doença”.
Impôs-lhe as mãos, e no mesmo instante ela se endireitou e dava glórias a Deus”

A estas palavras de Jesus, sinta também a força de suas mãos sobre você e coloque-se de pé, disponível, atento, aberto e prossiga o seu caminho como novo ardor, dando glórias a Deus.

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos, as marcas que o Senhor foi deixando em sua passagem durante esta sua experiência de oração.
Reze um Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai ou Alma de Cristo... Renove sua fidelidade a Jesus. Registre no seu caderno-Vida o que foi mais importante na sua oração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

sábado, 31 de outubro de 2009

Santado à beira do caminho


Preparo o encontro: - Começo a "vestir o meu coração", isto é, preparo o “ meu santuário interior” Para encontrar-me com Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Aquieto a minha mente, minha vontade e meu coração... Respiro lenta e profundamente algumas vezes. Invoco o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza minha experiência de oração.

Pedir a graça: - Um aumento de fé e coragem para jogar fora as capas, atrás das quais me escondo, para ocultar a minha verdade.

Com os olhos da imaginação vejo Bartimeu, cego, sentado à beira do caminho, mendigando; ele tem nome, tem uma família... Quando ouviu dizer que Jesus estava passando, grita: Jesus, Filho de Davi, tende piedade de mim. Muitos o repreendiam para que se calasse. Jesus o chama... O cego jogou o manto fora, deu um salto e foi até Jesus.... e Jesus pergunta; “Que queres que eu te faça?” Que eu veja.! No mesmo instante ele recuperou a vista... e foi seguindo Jesus pelo caminho...

Texto: Mc 10, 46 – 52.
Leia, calmamente o texto uma, duas ou mais vezes. Deixe que o “cego” em mim desperte e comece a gritar. Tomo consciência das vozes que gritam dentro de mim e pedem libertação.

a) Que eu veja!...
Veja-se a mim mesmo/a ... no lugar de Bartimeu.... sentado/a à beira do caminho ... mendigando... O que eu mendigo? O que estou sentindo? ... Percebo minha reação... meu desejo... ao saber que Jesus está passando... sinto meu desejo interno... minha sensação ... minha reação... Percebo se vai surgindo dentro de mim o desejo de ver Jesus... de encontrar-me com Jesus.... Qual a exclamação espontânea que brota de meu coração? Expresso a minha fé... Expresso o meu pedido...
Percebo neste momento... quantos sentimentos... reações...minha fé... aquilo que eu sento... aquilo que eu vive... aquilo que eu acredito...
Esses mecanismos... essas vozes ...essas reações... que emergem de dentro de mim... simbolizam aquelas pessoas que repreendiam o cego... para que se calasse...

b) Bartimeu deu um salto, jogou fora a capa.
Aquele pedido... aquele clamor de Bartimeu, gritava pela vida... Bartimeu de um salto, jogou a capa fora...não precisava mais de capa para esconder-se atrás dela... não havia mais necessidade de permanecer mendigo... de permanecer cego... de não se deixar perceber na sua verdade... Ele se torna capaz de reconhecer... assumir... e aceitar sua verdade.... Olhar, encarar sua verdade...

Quais são as capas que me protegem ... Que sustentam minha cegueira... A minha surdez... meu coração fechado... meu egoísmo... mua agressividade... minhas dominações... auto-suficiência... prepotência... caprichos... teimosias... carências... poder.
Quais as capas eu necessito lançar fora, para poder ver Jesus... aproximar-me de Jesus... e deixar-me curar por Ele... deixar-me tocar pelo seu olhar... Para eu poder ouvir... a voz de Jesus... que me fala...

c) Que queres que eu te faça?...
Converso com Jesus como converso com um amigo...Entreguo-lhe todas capas que fui encontrando... que me impedem de ver Jesus... ver as pessoas... na sua realidade... na sua verdade... aquelas capas que distorcem a percepção das coisas... da visão... da audição... etc. Faço minha oferta , de todas minhas capas a Jesus... E após ter oferecido todas as capas... Escuto o que Jesus me diz...
“Vai a tua fé te curou”... “No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho”.
Agradeço a Jesus por esta libertação... Por este tempo passado na sua companhia.. Para
finalizar meu tempo de oração, rezo o Pai-Nosso, a Ave Maria, ou outra prece que me seja familiar; agradeço este encontro com o Senhor...
Registro em meu caderno-vida as iluminações, os toques de Jesus, aquilo que mais mexeu comigo durante a oração e continuo sentindo o sabor da experiência realizada com Ele.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

Lamparina acesa



Prepare o seu “santuário interior” para um encontro muito especial com a Trindade Santa: Pai, Filho e Espírito Santo. Pacifique o seu coração... Respire algumas vezes profundamente e relaxe bem todo seu corpo... Invoque o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza sua experiência de oração... Coloque-se diante do mistério de Deus cujo coração é misericórdia, perdão, amor, compaixão, compreensão... acolhida...

Graça a pedir:
-Manter acesa a lamparina da fé, do amor, da esperança, a fim de ver, perceber, e se libertar de tudo aquilo que aprisiona, fere e encurva sobre si mesmo.

Texto: Lc 12, 35 – 38.
– Leia calmamente, uma, duas ou mais vezes o texto. Ele convida a estar de pé, isto é, pronto, vigilante, atento aos sinais.

a) “Que vossos rins estejam cingidos ...” - Estar cingido é estar disponível... Isto é, atentos aos sinais, aos toques de Deus, desde a manhã até a noite. Estar de sentinela ... vigilante, abrir os olhos à realidade, ao que acontece dentro de si e à sua volta.
Onde e em que você focaliza seu olhar? Em que está centrado ? O que consegue enxergar?
O ser humano está sempre mais “out” de si, da sua “casa”; é preciso que volte a estar em “in” , isto é, que volte para si mesmo, como pessoa, para sua casa, para o seu interior, não egoisticamente, mas para, a partir de dentro, dar mais sentido e qualidade à sua vida e contribuir para a construção de mais vida de todos aqueles que integram sua jornada, fazendo acontecer a comunhão, a unidade tão desejada por Cristo: “Que todos sejam um”.

b) “ ... e as lamparinas acesas...”
As lamparinas acesas indicam que a cena acontece de noite. Os ladrões escolhem de preferência a noite. “ de noite ronda o ladrão, penetra às escuras nas casas”, e utilizam o procedimento de abrir um buraco ou qualquer outro meio a fim de alcançar o seu objetivo.
Assim, também as forças do mal, do inimigo da natureza humana, aproveitam enquanto se faz escuro dentro de nós, enquanto se dorme, se está acomodado, para penetrar, abrir buracos em nossa “casa” pelas áreas ainda escuras, no emaranhado das feridas do passado não resolvidas, para assaltar, roubar, provocar trevas no interior das pessoas, a fim de que a pessoa se deixe levar pelo desânimo, pela soberba, egoísmo, inveja, fechamento, comodismo e assim, impedir que a transparência, a luz e a glória de Deus se manifestem. A luz de Deus no dia-a-dia ajuda a perceber as forças e as fraquezas de que somos portadores.
No seu dia-a-dia você consegue perceber as artimanhas do inimigo agindo na sua vida?

“Brilhe a vossa luz diante de todos os homens, de modo que, ao ver vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai do Céu” ( MT 5,14-16).

Antes de concluir o seu encontro, faça um “colóquio” de aliança com o Senhor. Deixe-se invadir pela sua Palavra, ouça, “sinta internamente a presença e depois fale... converse com Ele, assim como conversa com um amigo. Agradeça as marcas que o Senhor foi deixando em seu coração, louve, suplique, fale de sua vida... Reze um Pai-Nosso, Ave-Maria. Glória ao Pai ou Alma de Cristo. Renove sua fidelidade ao Senhor.


Fazer memória da oração:
· O que mais me tocou nesta oração?
· Que sentimento predominou em mim?
· Senti algum apelo, desejo, inspiração?
· Tive alguma dificuldade ou resistência?

Anote, brevemente, no seu caderno-Vida o que foi mais importante na sua oração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

sábado, 17 de outubro de 2009

O fermento dos Fariseus


Comece a preparar o seu “lugar sagrado”... É o lugar do encontro íntimo e pessoal com Deus. Coloque-se diante do mistério de Deus. Pacifique o seu coração... Respire lenta e profundamente algumas vezes... Desligue-se de tudo quanto possa interferir neste seu encontro profundo com o Criador... Jesus recomenda: “ ...entre no seu quarto, feche a porta, e reze ao Pai ocultamente...” ( Mt, 6,6 ). Invoque o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza sua experiência de oração.

Graça a pedir: - Conhecimento interno de Jesus para aprender com Ele, a sabedoria de vivenciar as relações de amor, de justiça e misericórdia com os outros.

Texto: Lc 11, 37 – 41 ss
Faça uma leitura calma e atenta do texto, e se for necessário leia mais vezes deixando–se interpelar pelo Senhor naquela palavra ou versículo que mais mexeu com você. Tente imaginar a cena : Jesus e os fariseus.


a) “ O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição”. “Vós, fariseus limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades”.
A verdadeira liturgia que agrada a Deus, não é tanto realizar uma série de ritos de purificação, multiplicar orações; não basta ter “aparência de santidade”. É preciso ser coerente com o Projeto de Deus: viver o amor, a justiça, o perdão, a verdade, a solidariedade, a misericórdia para com todos.
Os fariseus e “mestres da lei” eram verdadeiros “detetives”... Se detinham em “coisinhas” que, no máximo se referiam à higiene pessoal; colocavam pesados fardos nos ombros do outros.
Jesus declara puras todas as coisas e mostra o verdadeiro itinerário da impureza: ela nasce dentro de cada pessoa, do seu coração e se manifesta fora em atos maus, provando que quem faz o mal é a primeira vítima desse mal aninhado em seu coração.

b) “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é hipocrisia”.
O fermento uma vez colocado na massa, vai atuando de forma imperceptível, levedando toda a massa; assim age também o fermento da hipocrisia, vai levedando toda a pessoa, toda a comunidade, todo o ambiente. Ter conhecimento apenas, não basta; sabiam a lei de cor e na verdade, usavam uma espécie maquiagem, uma máscara para encobrir a hipocrisia e a maldade que traziam por dentro, secretas, bem ocultas em seu coração.
Jesus censurou duramente tais atitudes:
v Raça de víboras ...
v Ai de vós fariseus hipócritas ...
v “Sepulcros caiados”... Isto é, pintados de branco, bonitos por fora e por dentro, cheios de rapina e podridão...
v Aí de vós “mestres da Lei” ...

c) Diante do procedimento de Jesus, pode-se fazer uma avaliação, uma releitura da própria vida...
· Será que as atitudes dos fariseus e dos mestres da lei têm alguma coisa a ver comigo?
· O que diria Jesus hoje, para mim?


“Vai e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir minha palavra”. Jr 18, 2
Descer à casa do oleiro é percorrer um longo caminho para dentro do coração de Deus e aí, no silêncio, na oração, na intimidade, os olhos vão se abrindo para o dinamismo da misericórdia do Coração do Pai, alargando assim, os mesquinhos e estreitos horizontes humanos.
· O que mais me tocou nesta oração?
· Que sentimento predominou em mim?
· Senti algum apelo, desejo, inspiração?
· Tive alguma dificuldade ou resistência?


,Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração. Registre no seu caderno-Vida o que foi mais marcante na oração: texto, sentimentos, apelos, resistências. Percebo que sentimentos surgiram: alegria, paz, ânimo, coragem, medo, angústia, tristeza. Reze um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, um Glória ao Pai e renove sua fidelidade a Jesus.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ