segunda-feira, 12 de março de 2018

Para a Quaresma




Para a Quaresma o Papa Francisco propõe 15 simples atos de caridade que ele mencionou como manifestações concretas de amor:
1.    Sorrir, um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que êle possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.
2.    O MELHOR JEJUM
• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.


domingo, 11 de março de 2018

A caminho do coração



A caminho do Coração
Oração é encontro com o Deus Uno e trino, envolto em mistério, que habita em luz inacessível. Oração é ter a certeza de encontrar a mim mesmo e ao Deus que me conhece e que mesmo assim insiste em continuar me amando, apesar de…
Desse jeito o silêncio pode, e muito, contribuir para a oração como encontro: com Deus e comigo mesmo. Ao colocar-me na presença de Deus sem palavras posso ficar atento aos pensamentos que brotam em minha mente. E desta forma ser confrontado pelas realidades que muitas das vezes ocultam-se por detrás dos mesmos. No âmago dos meus pensamentos pode estar a revelação dos “demônios” que afligem a alma.

A partir disso posso me colocar na presença do Deus que já me conhece, me acolhe como estou e me ama como sou. Apresento a ele meus anseios e assim a oração passar a ser um encontro comigo nos lugares mais obscuros de minha existência humana e com o Deus que é luz e que a todos ilumina.

Não existe pensamento mais libertador do que este: que posso ser eu mesmo, sem máscaras e desprovido de fobias diante de Deus. Com Deus tenho completo espaço de ser aquilo que sou e não o que as expectativas e exigências dos outros esperam de mim.
Quem sou verdadeiramente já não é mais definido por circunstâncias externas, mas, pela imagem original que Deus tem de mim: sou um filho de sua graça, intensamente amado por Ele. E isso me basta.
Diante de Deus, nós nos tornamos o que somos, nós nos tornamos como Deus nos criou. Nós entramos em nós mesmos, nós nos conhecemos. Conhecer-se, encontrar-se a si mesmo, é a condição para conhecer Deus e encontrá-lo.
Diante de Deus, nós nos tornamos o que somos, nós nos tornamos como Deus nos criou. Nós entramos em nós mesmos, nós nos conhecemos. Conhecer-se, encontrar-se a si mesmo, é a condição para conhecer Deus e encontrá-lo.
Que o Espírito Santo nos guie e ilumine a caminho do coração a fim de que possamos nos encontrar e conhecer cada dia mais, o Coração Misericordioso de nosso Criador e Senhor.
Autor desconhecido

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

A importância do horizonte



A importância do horizonte

Certa vez, uma pessoa chegou no céu e queria falar com Deus,
 porque segundo o seu ponto de vista,
havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido.
Deus o atendeu de imediato
curioso por saber qual era a falha na criação.
- Senhor Deus, sua criação é muito bonita,
 muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser,
mas no meu ponto de vista tem uma coisa que não serve para nada,
disse aquela pessoa para Deus.

- E que coisa é essa que não serve para nada?
 -  Perguntou Deus.

- É o horizonte. Para que serve o horizonte?
Se eu caminho um passo em direção ao horizonte,
ele se afasta um passo de mim.
 Se caminho dez passos ele se afasta outros dez passos.
Se caminho quilômetros em direção ao horizonte,
ele se afasta os mesmos quilômetros de mim.
Isso não tem sentido. O horizonte não serve para nada.

Deus olhou para aquela pessoa, sorriu e disse:
- É justamente para isso que serve o horizonte:
 para fazer a pessoa caminhar!
Autor desconhecido


A humanidade é o centro da Criação





A humanidade é o centro da Criação

A primeira narrativa da criação apresenta as águas disformes, desordenadas como caos -  desordem e ausência de vida.

A segunda narrativa apresenta como início da criação a água.
A grande bênção inicial é, portanto, a água.

Então, Deus modelou o ser humano com a argila do solo, soprou-lhe nas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente. Criou-o à sua “imagem e semelhança”.

Deus criou a terra para que o homem usufrua dela e possua vida plena. A única condição imposta que ele fosse submisso a Deus: - obedecer ao seu projeto de vida e fraternidade, e não querer decidir por si mesmo o que é bem e o mal.

A origem do mal é a pretensão de ser como Deus, usurpando, tirando o lugar do Deus verdadeiro para tornar-se independente, auto-suficiente, isto é um falso deus. A auto-suficiência é a mãe de todos os males, que são apenas conseqüência dela.

Deus que é um Pai misericordioso, não abandonou o ser humano depois que rompeu o seu Projeto de amor... Enviou seu Filho Jesus para nos revelar, para nos dizer, para nos ensinar quem é o Pai.

Para aprender quem é o Pai é preciso matricular-se na escola de seu filho Jesus. E aí junto dele, na intimidade de nossa oração, que ele vai nos revelar
na realidade quem somos nós, como filhos amados e vocacionados a amar.

É no amor que somos, ou não, parecidos” com Deus... é nesse sentido que se diz que o ser humano é “imagem e semelhança de Deus”.

Peçamos a Jesus que nos receba em sua escola e nos torne cada dia mais parecidos com Deus, no amor às pessoas que cruzam por nossos caminhos.

    Desconheço o autor

domingo, 31 de dezembro de 2017

Receita para um novo ano de paz

Receita para um ano novo de paz
  Para que o ano seja novo, é preciso que você desamarre os laços que o impedem de caminhar rumo ao perdão. Desfaça os nós da prepotência e revista-se de humildade. Dê o primeiro passo e acredite que o perdão
 revigora a alma e devolve a paz ao coração angustiado.

 - Não tenha medo de recomeçar.
Nem sempre é fácil deixar aquilo que nos aprisiona. Liberte-se das prisões que criou para si mesmo. Olhe ao seu redor e veja que na liberdade madura, você pode ser mais feliz do que sendo prisioneiro de seus pecados. Liberdade conquista-se com responsabilidade; e a maturidade é o fruto das escolhas bem realizadas. Abra os cadeados que o impedem de ver a vida com mais otimismo. Despeça-se do mau humor. Viva com mais leveza e pare de achar o lado ruim das pessoas e das situações. Chegou o momento de viver a vida com mais gratidão. Mais um ano mal-humorado será insuportável para você mesmo.

 - Sempre é tempo de praticar gestos de bondade
 Fuja das trevas e caminhe na luz. Um novo ano é sempre uma nova oportunidade de buscar a luz. Deixe-se iluminar pelo bom exemplo das pessoas. Busque amizades que agreguem valor a sua vida. Despeça-se das situações que ofuscam sua visão. Você foi criado para iluminar-se. Seja luz! Brilhe amando! Ilumine semeando esperança! Acredite que sempre é tempo de praticar gestos de bondade. Não espere o momento ideal para ajudar alguém. Faça de cada situação uma oportunidade única para praticar o bem. Faça de cada dia deste novo ano o tempo de amar. Faça a diferença! Acredite na força do amor partilhado.

Pequenos gestos fazem grandes diferenças
Seja misericordioso. Acolha a todos com um sorriso verdadeiro e com um abraço fraterno. Pequenos gestos fazem grandes diferenças quando praticados com amor. Seja ponte que une e não muro que separa. Ajude os necessitados e cada dia deste ano novo será um Natal permanente. Visite os enfermos e celebre a liturgia da caridade, no altar de cada leito de dor. Ofereça sua bondade sem esperar retorno. Quem semeia com amor colhe sorrisos de gratidão.


 - A oração é alimento da alma e fortaleza na vida
Ore mais. A oração é alimento da alma e fortaleza na vida. Em cada oração, unimo-nos mais profundamente ao coração de Deus. Mesmo em meio às lágrimas e dificuldades, busque o auxílio e a segurança d’Aquele que nunca nos abandona. Em Deus somos acolhidos no amor e na misericórdia. Nosso Pai celestial jamais abandona um filho necessitado. Seja na dor ou na alegria, busque Deus com amor. N’Ele somos amados eternamente.

Acredite em si mesmo
Você é protagonista da mais bela história da vida, da qual Deus o fez personagem principal. Sua missão começa com um sorriso de bondade e se expande pelo mundo com pequenos gestos de amor. No palco da vida, você é obra divina da criação. Você foi gerado no amor de Deus. Em sua alma estão impressas as marcas da divindade. Você é fruto de um amor eterno, por isso mesmo, faça deste novo ano o início de um novo tempo na sua história. Seja para o mundo a realidade de um novo tempo! Seja de Deus! Seja feliz com Deus! 

Por Padre Flávio Sobreiro


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Derrubando as muralhas


Derrubando as muralhas

 
O Advento é um tempo de mudança e oração com Cristo.; é recordar a Cristo que nasceu em Belém e virá novamente como Rei no final dos tempos.
O tempo do advento nos convida a uma mudança de mentalidade e de atitudes, a “sair dos próprios muros”, a remover as pedras que foram soterrando a vida dentro de nós, a derrubar as muralhas que cercam o nosso coração.
Ao falar da destruição do Templo de Jerusalém, Jesus se referia a destruir dentro de cada um (a) de nós todos os sinais de morte que carregamos dentro de nós: a vaidade, o orgulho, a prepotência, a vanglória, o egoísmo, o fechamento, a falta de perdão.
Há muita gente encerrada em seus próprios muros... pessoas fechadas em si mesmas, em seus interesses, vivendo um universo de egoísmo e exclusão.
Quais as muralhas que vou destruir em mim neste Advento? Quais as pedras que devo remover e que estão cercando o meu coração? Essas muralhas me afastam dos outros e de Deus.
 É isto que sou convidado/a a fazer: Destruir o templo de Jerusalém da minha solidão, fechamento, angústia, alienação, indiferença, rancor, ódio, medo e insegurança. Tudo isso impede a entrada do sol e da brisa da manhã.
É sobre as cinzas dos nossos “entulhos”, isto é, de nossas misérias, limitações, orgulho e prepotência que o Reino de Deus plantará suas raízes.

 É preciso romper todas estas muralhas para que a vida brote, pois há uma força que quer romper a casca, abrir-se e transbordar numa explosão multiplicadora de Vida.
            A vida habita em nós. Somos “Templos Vivos” do Espírito Santo. Para encontrar Jesus neste Natal, é preciso “sair”... É inútil permanecer nos templos.

Em Jesus acontece algo totalmente Novo. Ele traz uma nova maneira de viver que não cabe nos nossos esquemas, é preciso mudança de mente, de coração, de esperanças e paradigmas.
                                                                                Desconheço o Autor






domingo, 29 de outubro de 2017

Como uma Fonte




Como uma fonte

Senhor, eu não sei rezar.
Incessantemente meu corpo se agita,
meus pensamentos se dispersam como indócil rebanho.
Todo meu ser foge de ti.
Nada mais tenho a oferecer.
E, no entanto, como que manco, inseguro e pesado
estou aqui e te contemplo.

Tu vens a mim, tu o Altíssimo,
o três vezes Santo, o Onipotente.
Debruças sobre mim.
Tu me esperas e me acolhes.
Tu estás em mim como uma fonte
que desliza suavemente declive abaixo.
Esse ribeiro tranquilo e sereno,
torna delicioso o ar com seu murmúrio,
exala frescor
e deposita um canto de alegria em meu coração.

Não me abandones, Senhor.
Sem ti nada sou.
Sem ti volto ao nada.

Permanece em mim como uma fonte.
Que essa fonte ilumine minha opacidade
e vivifique o barro do qual me tiraste.
De minha parte então talvez possa tornar-me fonte para os outros.

Irmão Henri-Renê, Irmão da Ressurreição