domingo, 11 de maio de 2014

O Senhor é meu Pastor


O Senhor é meu Pastor

O Senhor é meu pastor;
em cada momento nada me fala.

Em verdíssimas pastagens me convida a repousar
em plácidas nascentes sacia a minha sede.

Ele é força para a minha alma;
em caminhos planos e retos me conduz
porque ele é fiel ao seu santo nome.

Seguindo os seus passos
sinto-me seguro.

Embora eu caminhe em vale tenebroso,
de nada terei medo,
porque junto a mim tu estás!

Teu bastão e teu cajado me deixam bem tranqüilo.

Uma mesa bem farta para mim tu preparas,
bem debaixo dos olhos dos teus inimigos.

Com o teu óleo perfumas a minha cabeça
e meu corpo transborda de alegria e me embriaga.
Felicidade e amor são meus companheiros;
até que não termine a minha vida
eu permanecerei na casa do meu Deus,
todos os dias que ele me concede.

Ninguém pode atravessar sozinho o deserto da vida. Muitos vales tenebrosos e inimigos esperam nas encruzilhadas para nos derrotar. Caminhemos com passo certo, sempre rumo ao encontro do Senhor, que sempre caminha na nossa frente!...


(Do livro: “Eu te amo: Não tenhas medo” – Frei Patrício Sciadini, O.C.D.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Fica comigo



Fica comigo, ó Virgem Maria

Fica comigo, ó Virgem Maria,
quando o medo visita a minha casa,
quando o cansaço paira sobre o meu débil corpo,
quando o coração não sabe pronunciar
uma palavra de amor
e parece fonte seca
e terra árida donde
não brota sinal de vida;
quando a inteligência se revolta diante do mistério,
 não querendo aceitar
o que não compreende;
quando falar de Deus, rezar, amar,
perdoar, ser disponível
são verbos que repugnam
a minha sensibilidade
agitada pelo mal;
quando a tempestade da indecisão
tomar conta de mim;
quando... quando... quando...
quando quero deixar o lugar
que Deus me confiou
para ficar no lugar revestido do meu “eu”
e despido do nosso Deus.
Fica comigo, ó Virgem do Amor!

Do Livro: ( Eu te amo: Não tenhas medo
-  Frei Patrício Sciadini, O.C.D. )





quarta-feira, 9 de abril de 2014

São José, pai de família


São José, pai de família

           
       São José é muitas vezes representando como um homem idoso; isto, certamente porque se desejasse que fosse um ancião cheio de bondade e de santidade, um ancião
que inspirasse muita simpatia.
Outros imaginam que José seria mais guardião e protetor de Maria do que esposo; um patriarca velho e com cãs e barbas brancas, segurando o menino Jesus num braço e o ramo de lírio no outro, para simbolizar sua castidade.
         Podemos também recusar a  idéia de dar um verdadeiro pai a Jesus , como se a criança não pudesse crescer e se desenvolver senão ao contato com a sabedoria de ancião...
         Os evangelhos nada falam a respeito de idade, podemos admitir que José  ao unir sua vida à Maria, tinha a idade de outros jovens que se comprometiam com o noivado.
         José possuía sobretudo a juventude da alma; possuía uma personalidade jovem. Foi um homem de firmes resoluções e valentes determinações. Representava para Maria todo o apoio e segurança que uma mulher pede e necessita de seu esposo.
         Foi um homem de caráter que, quando sua família corria perigo, não titubeou um momento de despertá-la à meia noite para levá-la a um pais desconhecido, de idioma e cultura diferentes. Nada o detinha quando descobria o plano de Deus
         José corre o risco da maledicência ao assumir Maria, sua noiva, já grávida pelo Espírito Santo. Tem a coragem de ser alternativo e leva-a para sua casa (cf Mt 1, 24).
Assume as funções próprias de pai que presta assistência no nascimento, que toma a iniciativa de fugir para o Egito e escolhe o momento de voltar; que junto com a esposa faz o que todo o pai-educador fazia  com referência aos deveres religiosos; que se preocupa com a perda do filho. Todas essas coisas têm a ver com um pai, engajado seriamente em sua missão familiar do que com um simples protetor e um zeloso provedor.
Com referência às barbas e cãs brancas e à sua idade: os evangelhos, não dão nenhuma pista que possa sugerir a idade de José.
Os evangelhos não relutam em chamar José esposo de Maria e Maria esposa de José. O filho de Maria torna-se também filho de José. Por isso, os evangelhos o reconhecem como o filho de José, o carpinteiro de quem aprendeu a profissão, pois o chamavam também de carpinteiro.
Eles formavam uma família constituída que está toda presente e unida por ocasião do nascimento de Jesus; que conheceu os medos de uma perseguição mortal por parte de Herodes, que queria sacrificar os meninos da região de Belém, onde nasceu Jesus; que passaram juntos pelas agruras de uma fuga apressada para o Egito; que depois voltaram de lá e foram se esconder em Nazaré, porque Arquelau, filho de Herodes, que reinava na Judéia e era tão sanguinário como o pai e poderia querer ainda matar o menino Jesus.
Nesta pequena vila, como todos os pais piedosos, fazem, também eles  os ritos da purificação, da circuncisão e da apresentação no Templo, iniciam o filho nas festas sagradas e, juntos, se afligem quando o Menino de 12 anos em lugar de voltar a Nazaré se detém no Templo entre os doutores.
Pensando nos elementos todos que perfazem uma vida a dois, especialmente o mútuo compromisso e a responsabilidade compartilhada, Maria e José formam uma autêntica família.
Nas famílias judaicas, a autoridade do pai era marcante. O próprio Deus atribuiu a José a autoridade no seu lar.
A humildade de José o levava a exercer a autoridade com grande delicadeza e bondade. José tinha profundo respeito à sua esposa e ao mesmo tempo pela personalidade em formação de Jesus. Nas decisões a serem tomadas, sua primeira preocupação era: levar em conta sua maneira ver.
José exercia sua autoridade como expressão de amor que unia sua pequena comunidade. Longe de exercer o poder da autoridade de maneira além dos limites, de modo imperativo, tirânico... o que é um perigo  deixar-se levar pelo amor-próprio, que deseja submeter os outros; a sede de dominação é um instinto que trabalha vivamente no ser humano.
Por esta razão todo o chefe precisa estar atento, vigilante, e não querer agir  a não ser por amor, a atitude de representante de Deus. Assim que José agia. Tinha consciência de sua missão como representante do Pai Celeste, e nada mais que isto.
José por seu grande amor é modelo dos pais de família. Que ele faça também compreender a todos aqueles que receberam de Deus  a missão de exercer a autoridade, que o façam no sentido verdadeiro deste dom,  exercendo com responsabilidade firme, mas plena de bondade e grande humildade.
          Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

quinta-feira, 13 de março de 2014

Deslocamento dos "falsos senhores"


Deslocamento dos “ falsos senhores”

Mais uma vez é Quaresma e mais uma vez ressoa em nós o forte apelo à conversão. É um tempo forte de reconstrução de novas relações: consigo mesmo, com os outros, com a criação e com o Criador.

Quaresma é um tempo para dar um mergulho em  nossas raízes – Deus. É um tempo de deixar-nos olhar por Deus para com ele aprendermos a olhar cada pessoa com os olhos misericordiosos do Pai.
Orar é mergulhar e desejar ser visto por Ele  até o mais profundo do nosso ser.
A verdadeira oração começará no dia em que descobrimos esse olhar de amor, mas é necessário que Deus ilumine os olhos do nosso coração. Só assim começará um deslocamento dos “falsos senhores” que habitam o nosso coração, deixando espaço interior para a presença e ação do “verdadeiro Senhor”.

Muitas vezes, queremos ser como Deus, e vigiamos receosos para ficarmos com a nossa grandeza e prepotência. Quem experimenta Deus dentro de si, esse não precisa agarrar-se a si mesmo. Vai aos poucos fazendo o êxodo de seu centro, alargando os horizontes.

Quem é capaz de olhar o próprio interior, sensibiliza-se para olhar de modo diferente a realidade que o cerca. Com o olhar podemos transformar uma pessoa destruí-la ou reconstruí-la, aniquilá-la ou fazê-la renascer, restituí-la a si mesma e ao futuro ou afundá-la no seu passado.
O lema da Campanha da Fraternidade deste ano é:
          “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1 ).
            A verdade que nos liberta é a realidade divina.  Muitos fogem de si mesmos a vida inteira; isto, porque têm medo da própria verdade, fizeram-se escravos da própria atividade. Somente nos tornaremos livres se enfrentarmos a nossa própria verdade... Naturalmente, isso é doloroso no início... é preciso de uma boa dose de fé e da graça de Deus.

Reconhecer tantas coisas que reprimimos ao longo dos anos, onde fechamos os olhos porque a realidade não é como gostaríamos. Somente poderemos enfrentar a própria verdade sem medo, se acreditamos que tudo o que há em nós está envolto no amor de Deus.

Um bom aprendizado é o “Lava-pés”... Em sua encarnação e em seu morrer na Cruz, Jesus se inclina até o pó dessa terra, até os pés, até nosso ponto vulnerável, até as áreas desprotegidas de nosso ser, para ali nos tocar e nos purificar.

Na fé em Cristo Jesus a luz resplandecerá em minhas trevas, para que o amor de Deus habite também nos abismos de meu coração.

No silêncio e na escuta, deixe  ecoar  dentro de você  as perguntas:  A partir de onde você   olha? Como olha? Qual é seu referencial? Em que e onde estão fixos seus olhos?
Só podemos “ ver a face de Deus” deixando-nos iluminar pela luz dos seus olhos”. Na vossa luz é que veremos a luz” (Sl 35, 10).

Peçamos a Jesus a graça de olhar as pessoas, fatos, acontecimentos, coisas e o mundo, com o olhar de Deus Pai, um olhar terno e misericordioso.

   Reelaborado por: -  Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Olhe para trás


Olhe para trás!



Veja os obstáculos que você já superou.
Veja quanto você já aprendeu
nesta vida e quanto já cresceu.
Olhe para frente!
Não fique parado,
levante-se quando tropeçar e cair.
Estabeleça metas,
tenha planos e prossiga
com firmeza.
Olhe para dentro!
Conheça seu coração e analise seus projetos;
mantenha puros seus
sentimentos.
Não deixe que o orgulho,
a vaidade e a inveja dominem seus
pensamentos e seu coração.
Olhe para o lado!
Socorra quem precisa de você.
Ame o próximo e seja sensível
para perceber as necessidades daqueles que o
cercam.
Olhe para baixo!
Não pise em ninguém...
perceba as pequenas coisas
e aprenda a valorizá-las.
Olhe para cima!
Há um Deus maior do que você,
que te ama muito
e tem todas as coisas sob seu controle.
Olhe para Deus!
Perceba a profundidade,
a riqueza e o poder da bondade divina.
Sinta esse Deus que olha por você
em todos os dias da sua vida!

( Desconheço Autor )
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Tarde te amei

Tarde  te amei

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei.
Eis que estavas dentro e eu fora. E aí te procurava e lançava-me nada de belo ante a beleza que tu criaste.
Estavas comigo e eu não contigo.
Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti.
Chamaste,
clamaste e rompeste minha surdez,
Brilhante, resplandeceste e afugentaste minha cegueira.
Exalaste perfume e respirei.
Agora anelo por ti.
Provei-te, e tenho fome e sede.
Tocaste-me e ardi por tua Paz.

Santo Agostinho


O que Deus me pede




O que Deus me pede

Entregar no dia-a-dia
meu ser pecador
nos braços ternos do Deus Trindade
que me acompanha,
acolhe,
 perdoa e guia.

Quero me deixar conduzir pelo seu amor
desde o sol nascer
até o dia declinar.

Desejo que cada passo meu seja dado
no seguimento de Jesus,
peregrinando sempre com o peregrino Jesus.

Quem sou eu para você?
Eis a tua pergunta em cada etapa da vida.

Qual o sentido da cruz?
Símbolo do amor sem limites!
Amor que não foge,
não desanima,
 não pára
nem se deixa vencer.

Amor que dá a vida,
amor comunhão,
presença amiga que faz vencer a tristeza,
enfrentar a injustiça
e transfigurar a morte...
Acredita em mim!
Segue-me!

Manuel Eduardo Iglesias, SJ