domingo, 7 de abril de 2013

Habebus Papam


Habemus Papam
(Já temos Papa)



O pedido de renúncia  do Papa Bento XVI  surpreendeu o mundo.  A sede ficou vacante de 28/02 a 13/03/2013.  Este acontecimento foi alvo de muitas críticas por parte de nossos irmãos não católicos, que diziam: “Agora a Igreja católica  vai acabar é o fim. Esqueceram porém, das palavras de Cristo: 
“... eu te digo que tu és Pedro e sobre  esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela”
( Mt 16, 18 ).
Por outro lado, este acontecimento foi motivo  de busca, de esclarecimento sobre a história da Igreja, dos Papas, etc. Vieram à tona episódios registrados ao longo da história,  esclarecendo que esta renúncia do Papa não foi a primeira, outras a antecederam.
“Habemus Papam” = Já temos Papa. O dia 12 de março de 2013 foi um marco na história da Igreja Católica. O mundo todo estava ansioso na expectativa, da tradicional “fumaça branca”, anunciadora  do novo líder religioso.
A Praça de são Pedro, qual coração de Mãe, acolheu mais de 50 mil pessoas, nem a chuva e nem o frio as demoveu, aí permaneceram firmes, acenando bandeiras, levantando a mãos... Eu me pergunto: Qual é o chefe de Estado que reúne tanta gente, é acolhido dessa forma?
Ao sinal da “Fumaça branca”, os sinos começaram a badalar, o povo ansioso, vibrando,  agora se interroga: Quem seria o escolhido de Deus? De que nação?
Ainda momentos de tensão e espera...  De repente, na janela iluminada se abre a cortina e surge a figura do cardeal argentino  Jorge Mario Bergoglio, agora papa adotando o nome Francisco da América Latina.

             
Muito aplaudido, simpático  e muito emocionado saúda e agradece  o mar humano concentrado na praça e dirige algumas palavras ao público. Dentre as palavras verbalizadas falou forte  a seguinte frase: “ Não pretendo ser intelectual, mestre ou professor, mas quero sim, “ser Pastor para o povo”.  É de líderes assim que a nossa Igreja e não de “profissionais do sagrado”.
“Começamos este caminho, bispo e povo, esse caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside na caridade com todas as Igrejas. Um caminho de fraternidade, de amor e de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que seja uma grande fraternidade. O Papa assinalou logo que “desejo que este caminho de Igreja que hoje começamos – me ajudará o meu cardeal vigário aqui presente – seja frutuoso para a evangelização dessa sempre bela cidade”.
 “Gostaria de dar-lhes a benção, mas antes peço um favor. Antes que o bispo abençoe o povo, eu peço para que Deus abençoe o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração de vocês por mim”.
Este gesto foi marcante para mim, o papa dirigindo-se à multidão faz oração pelo papa emérito e depois pede  ao povo para orar em  silêncio pedindo a Deus  por ele. Após uns momentos, o Papa se inclina para receber a bênção de Deus através do  povo.
Sentindo-se confirmado, iluminado e abençoado, volta-se para o grande público para dar a bênção Urbi et Orbi. Urbi et Orbi significa "à cidade de Roma e ao mundo" em português, e é um termo oriundo do latim. 
“Ficamos muito felizes pelo novo Papa, que veio em nome do Senhor e assim bem rapidamente podemos perceber duas virtudes e assim sendo características de Jesus em Francisco, que são a Humildade e a Simplicidade. ∙ Jesus nos ensinava muito sobre essas duas grandes virtudes, ele mesmo expressava em seu caminhar, falar e agir quando evangelizava pelas terras onde passava e nos deixou esses ensinamentos para também bem”.

               Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

sexta-feira, 15 de março de 2013

José, uma vida escondida


José, uma vida escondida

            São José: um excepcional. Não se fala muito a seu respeito, mas é necessário conhecê-lo bem, porque tem muitas coisas a nos ensinar.
É muito importante descobrir este mistério de José, filho de Davi, de coração real, mas que faz somente pequenas coisas., inserido num bairro, numa sinagoga.

            Nada grandioso, eu diria sem nenhum carisma, nada de milagres, em mesmo de cura.  Algo muito pequeno, em uma vida comunitária muito cheia de amor.

            Quando Jesus dizia: “Que todos sejam um como meu pai e eu somos um” ele poderia ter dito também: “Que vocês sejam um como nós três, Maria. José e eu, somos um”. José viveu esse modelo de família, de comunidade. Se alguém viveu esta unidade de Jesus e de seu Pai, esse é José e também Maria. Eles são, pois, modelo de unidade, muito concreto, muito enraizado.
           
Uma confiança total os unia entre si, e um amor, uma ternura, uma confirmação. Muito inseridos no seu vilarejo, nada de especial distinguia a não ser uma qualidade no aspecto e uma qualidade de acolhimento. Viveram as beatitudes, não falaram apenas. Tudo o que disse, ele viveu e José trabalhava. É um homem conhecido por seu trabalho numa pequena aldeia sem importância, Nazaré; “que pode vir de bom de Nazaré"  indaga Natanael, o intelectual.

Uma vida comunitária de trinta anos, muito escondida; ninguém os conhecia. Uma qualidade de ternura e de amor nada grande, tudo muito pequeno. E, no entanto, naquela época havia os zelotes, havia toda espécie de pessoas descontentes com os romanos, etc. Havia pessoas que tinham sofrido muito.

Mas José, eu credito, pode ensinar-nos muitíssimo a respeito de “como viver o pequeno”,  não como um refúgio diante dos sofrimentos e as lutas do mundo, mas como um meio para todos nós participarmos destes sofrimentos.  Porque se formos fiéis, se vivermos a aliança, se formos fiéis àquele que é pequeno e pobre, como José era fiel, então, o que fizermos terá sentido para todos os que sofrem no mundo.

 Se somos fiéis a uma pessoa que sofre, somos fiéis a cada homem, a cada mulher no mundo. Porque os encontramos ali, precisamente, onde têm necessidade de serem levantados. Por isso, então, aconselho-os ardentemente a conhecer José.
                                                                                                                             Jean Vanier.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Milho de Pipoca
                                                  Rubem Alves

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.

O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira

.São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos.
Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz
.Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, com que ela mesma nunca havia sonhado
.Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
 A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. 

E você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nossa vida se parece com a cebola


Nossa vida se parece com a cebola
        
Na mão de Deus, a vida da gente parece uma cebola. Você tira um uma casca e pensa que atingiu o miolo. Mas não é o miolo. Tem outra casca para tirar. E assim vai.
E enquanto você vai tirando as cascas, lágrimas saem dos seus olhos. Você chora. Abraão chorou muito! E no fim, você descobre que cebola não tem miolo. Só tem casca.

         Assim, durante a caminhada, Deus vai tirando as cascas. A certa altura, você  acha que já atingiu o miolo, o ponto onde tinha de chegar, e grita: “Chegou! Pare! Basta!” Mas a vida não pára, a caminhada continua, Deus não desiste. E você descobre que tem outra casca pra tirar. E assim vai. Você esperneia, reclama e chora. No fim, descobre que a vida não tem miolo. Só tem casca!  Descobre que nós não fomos feitos para nós mesmos, mas para os  outros e para Deus.

         Tudo isso, a gente descobre não de uma vez, mas muito lentamente . Foi através de uma longa e dolorosa caminhada que Abraão  foi perdendo as cascas, os falsos apoios, um depois do outro: Eliezer, Ismael, Isaque...

 Cada vez de novo , ele queria segurar o miolo. Mas era miolo falso. No fim, teve que entregar tudo. Não sobrou mais nada para ele. Nada mesmo! E foi aí que ele ganhou tudo! Descobriu que a gente só consegue a posse segura da vida, quando tiver a coragem de entregá-la sem reserva na mão de Deus.

         Enquanto não chegarmos a isso, não seremos inteiramente livres, pois ainda não chegamos a vencer em nós o velho Adão, a raiz do mal. Aliás, nós  nunca vamos conseguir que Deus se adapte a nós e aos nossos planos. Nunca! A não ser que nós, primeiro, nos entreguemos  a Ele e permitamos que Ele nos tire as cascas. Aí, sim, Ele será nosso, ficará do nosso lado e estará às nossas ordens, e nos poderemos contar com Ele e com o seu poder divino na luta contra a injustiça e a maldição

Aí seremos realmente livres, capazes de libertar, porque Deus nos libertou. Seremos como Abraão: “ uma fonte de bênção para todos” (Gn 12, 2 )

           ( Livro: Abraão e Sara – Carlos Mesters)






sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Para um momento, Peregrino!



             Para um momento,

                    peregrino!


           

Para:
Na tua peregrinação exterior ver,
Sentir e saborear,
a viagem que é a vida!

Um momento:
Intenso. Eterno. Iluminador.
Sempre.
Cada dia. Em todas as coisas.

Escuta!
O profundo ressoar de vozes,
 sentimentos e anseios.
Ventos que sussurram:
 Venha a mim e beba!
Vem, Senhor Jesus!

Saboreia!
O repouso,
o abraço,
o encontro.
Nele vivemos, nos movemos e existimos.

A Trindade!
No fundo do meu poço,
(intimior intimo meo)
A nascente,
 a luminosidade,
 a brisa.
Sorriso, amor e paz.
 O Dom.

A Reverência!
Em todas as coisas e em cada dom.
Admiração humilde,
amor agradecido,
grandes desejos
de louvar, servir e viver em Comunhão!

Manuel Eduardo Iglesias, SJ

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Celebração de Natal


Caminho de Esperança e Luz


D - Iniciemos a nossa celebração saudando a Trindade Santa, cantando: Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo. Amém!
Natal, mais que uma data, um tempo de graça. Tempo de celebrar a vida, a família, a saúde, a paz e a alegria.

1. Ao aproximar-se, o Natal nos faz reviver a História da Salvação; lembra-nos a Família de Nazaré, renovada em cada família da terra.


2. Antes de você perceber Jesus nas luzinhas que piscam pela cidade, você o encontre primeiramente em seu coração... E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um feliz Natal, o encontre em suas ações.

D - Neste momento de paz onde  as pessoas se abraçam, se cumprimentam e buscam por novos sonhos, para descobrir a razão de ser feliz de verdade; neste momento  onde Deus se faz presente em cada coração, em cada um  e em cada uma de nós, em  cada família, em cada pessoa , em todo o Universo, possamos sentir neste Natal a presença de Deus, da paz, do amor e do perdão.

         “É Natal!
·        Sempre que duas pessoas se perdoam mutuamente..
      Todos:   É Natal!...
·        Sempre que você mostra compreensão para com os outros...
É Natal!
·        Sempre que você ajuda alguém...
È Natal!
·        Sempre que alguém se decide a viver honestamente...
É Natal!
·        Sempre que nasce uma criança ...
É Natal!
·        Sempre que você experimentar dar à sua vida um novo sentido....
É Natal!
·        Sempre que você olha com os olhos do “coração”, com um sorriso nos lábios...
É Natal!
·        Pois nasceu o AMOR!
·        Pois nasceu a PAZ!
·        Pois nasceu a JUSTIÇA!
·        Pois nasceu a EPERANÇA!
·        Pois nasceu a ALEGRIA!
·        Pois nasceu Cristo Jesus, Nosso Senhor e Rei!”

L 1: Senhor, nesta Noite Santa, depositamos diante de Tua manjedoura todos os nossos sonhos, todas as lágrimas e esperanças que trazemos em nossos corações. Pedimos por aqueles choram sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.

L   2:  Por aqueles que gemem sem ter quem escute seu clamor.

L. 3: Suplicamos por aqueles que te buscam sem saber ao certo onde te encontrar. Para tantos que gritam paz, quando nada mais podem gritar...

L  1;  Abençoa Jesus - Menino, cada pessoa do Planeta Terra, colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste acender na noite escura de nossa fé. “Fica conosco, Senhor”.

D - “Que neste dia tão especial:
O Senhor esteja na tua frente para te mostrar o caminho certo...
Ao teu lado para te abraçar e proteger...
Atrás de ti para te salvar de pessoas falsas...
Debaixo de ti para te amparar quando caíres e tirar as armadilhas dentro de ti.
Para te consolar quando estiveres triste. 
Que o Senhor esteja ao  teu redor  para te defender quando outros te atacarem
E sobre ti abençoando-te sempre!...”

D - Que teus caminhos permaneçam sempre iluminados, para que tu possas continuar a iluminar também aqueles que têm a oportunidade de trilhar contigo um trechinho desta longa jornada.

Muita saúde, paz, felicidade e alegria, tudo de melhor para ti neste dia todo especial
Feliz Natal e um Novo Ano repleto de luz, muito abençoado por Cristo Jesus!

Canto: Natal é todo dia!

Com o abraço da Paz, desejemos uns aos outros -  Boas Festas! Um Feliz Natal e um Novo ano repleto das bênçãos de Deus.
         
(Re-elaborado por: Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ)


Natal todo dia -  Roupa Nova

1 - Um clima de sonho se espalha no ar
Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal
É tempo de amor, todo mundo é igual
Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu Fazendo pedido pro velho Noel.

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia .
Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

2 - Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz por que só no Natal é assim
Que bom se ele nunca tivesse mais fim
Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor.

Natal todo dia. ..Todo dia é Natal...
Natal todo dia... Todo dia é Natal. (4 x)