sábado, 22 de janeiro de 2011

Põe-te de pé. Torna-te luz!


Senhor, eu quero ser como aquela estrela,
Que guiou os Magos até Belém...
Quero ser como a estrela
Que ilumina o caminho,
Das pessoas errantes, caminheiras,
Sem rumo, sem direção!

Oh! Não, Senhor!
Ser Estrela é estar no alto,
É aparecer, é brilhar... Não!
Eu quero ser como a Nuvem luminosa
Que guiava no deserto ,
As noites escuras do Povo de Deus!

Oh! Também não, Senhor!
Ser Nuvem luminosa ainda é ser grande,
É atrair, é chamar a atenção...
Sou pequena criatura, reflexo do teu amor,
Feita para pequenas coisas,
Apenas para iluminar... Ser luz!

Quero ser, então Senhor,
A chama de uma pequenina vela,
A guiar os passos e o coração
De tantas pessoas caminheiras, perdidas na escuridão.
Buscando a luz da vida
E paz para seu coração!

Então, Senhor, enquanto ainda é dia,
E eu tiver uma gotinha de cera
E um pedacinho de pavio...
Faze com que meu rosto irradie tua Luz,
Cujo brilho contagie a todos aqueles
Que buscam a Ti,Senhor!

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Paz! Sonho de Deus


Bom dia, 2011!
Seja muito bem-vindo!
Nós o acolhemos com grande alegria porque você vem esparramando efusivamente as bênçãos da parte do Senhor!
Você chega trazendo surpresas, novas oportunidades, novas chances, alimentando novas esperanças para cada um, cada uma de nós.
“Recomeçar! Eis a palavra que deve animar o meu dia”!
Cada manhã, é um novo recomeço... é um novo “presente” do Criador, alertando-me a abrir os olhos, a estar”vigilante”, a prestar atenção a cada detalhe que vislumbra à minha frente: as cores do céu, o brilho do sol, o verde das matas, a variedade e os cantos dos pássaros, os animais, a imensidão do mar com todas as suas maravilhas e ondas revoltas, os rios com suas águas cristalinas, ou poluídas, o colorido das flores mais variadas, etc.
Tudo isso, para despertar em mim a “sensibilidade” tão ausente em nosso convívio humano. É necessário deixar-me tocar em meu núcleo mais profundo, na minha rigidez, na minha centralidade negativa, alargar os meus pobres horizontes, a fim de vislumbrar e fazer acontecer a PAZ, o Sonho de Deus para nós... Para o mundo. É bom lembrar:
Eu não sou centro do Universo, eu dependo de um “Alguém” que muito me amou e me chamou a fazer parte da grande FESTA DA VIDA e como tal, eu preciso fazer a minha parte, contribuir para a construção da PAZ desejada por Deus, nosso Criador.
A convivência é difícil... Não é preciso ir longe ao Irã ou Iraque, no nosso dia-a-dia, na nossa família, no nosso trabalho, cada um, cada uma de nós se encontra equipado/a, para a defesa. Basta uma palavra, um pequeno toque e a auto-suficiência, a raiva, a agressividade afloram e logo vem o troco armazenado ao longo
do tempo... É difícil aceitar uma falha, um confronto, uma pequena advertência, correção ou modo de ver e pensar diferente.
Vamos recomeçar! Vamos fazer a nossa parte! Não pense demais no ontem, ele já passou e não retorna mais; não pense demais no amanhã, ele ainda não chegou, está no pensamento de Deus. Viva plenamente o “hoje” de Deus. “ Este é o dia que o Senhor fez para mim”.
Ninguém nos impede de sermos felizes e fazer os outros felizes. Mas para isso, depende de cada um de nós, depende de mim, eu preciso começar... fazer a minha parte. Assim construindo a PAZ, estarei fazendo acontecer a Festa perene – isto é:
A REALIZAÇÃO DO SONHO DE DEUS PARA NÓS!

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Luz brilha nas trevas


Dir. : - Como irmãos, filhos do mesmo Pai, marcados com o selo do Amor, iniciamos a nossa celebração em nome da Trindade Santa, cantando: - Em nome do Pai ....
Chegamos ao final de mais um ano que leva em seu bojo um bom pedaço do tempo e de vida de cada um de nós ... Olhando para trás podemos constatar: a caminhada foi longa... nossos dias foram mesclados de alegrias e lutas, dificuldades e sofrimentos, incertezas e angústias, anseios e esperanças, ... mas estamos aqui... Vencemos! ... Muita coisa se fez, muita experiência ficou ...

(Acolher o Menino Jesus - Uma pessoa entra com o círio e outra com o Menino Jesus. Escurecer a sala de preferência. Cantar a 1ª estrofe de Noite Feliz) .

1.: Por este mesmo caminho, não à margem, nem por cima, nem nos barrancos, andando como os outros, com as mesmas vestes e a mesma linguagem, sem triunfos e sem glórias, sem nada ... Um dia entrou no mundo o Salvador..

2.: O Salvador entrou e andou. Andou muito. Não para tirar o homem da estrada, mas para fazer com ele a caminhada ... Jornada dura, para o ser humano ser livre, para o ser humano viver.

Dir.: Celebrar o Natal é festejar o encontro de Deus com a pessoa humana. Cristo é o EMANUEL, o “Deus conosco”, sem deixar de ser Deus, Ele vem e estabelece aqui a sua morada.
Todos : - Em vossa luz, contemplamos a luz. ( Acender as luzes )
Dir.: - “A luz brilha nas trevas” e o ser humano se encontra face a face com Deus. Vale a pena ser humano! Deus quis ser um deles, Ele quis ser nosso irmão !

Canto: - Deixa a luz do céu entrar ...
1.: - Neste Advento, somos convidados/as a despertar em nós, o verdadeiro sentido do Natal: a visita de Deus.
2: - A conversão torna-se urgente diante da iminente vinda de Deus. Precisamos preparar o Caminho.
Dir.: - João Batista é a voz que não se cala. Grita ... Clama ... “Preparai os caminhos do Senhor.
Todo o vale seja aterrado, as montanhas e colinas sejam abaixadas” ...
Todos : A Luz brilha nas trevas e o ser humano se encontra face a face com Deus.
1.: Deixe a luz do céu entrar. Abra bem as portas do seu coração, neste Natal ...Cristo é a resposta a todos aqueles/as que O buscam de coração sincero, vazio, humilde.
2.: Cristo não tem resposta para dar às pessoas empinadas de orgulho, cobiça, ganância, egoísmo. auto-suficiência ...
Dir.: O importante, neste Natal, não é percorrer longas estradas para ver o presépio de Cristo.
O importante é descobrir este Cristo vivo em você e no coração de cada irmão/ã.
Quem é Cristo em sua vida? Que lugar Ele ocupa em seu coração ?
Todos: - Enviai sobre mim, Senhor, a vossa Luz e a vossa Verdade que elas me indiquem o caminho!
Dir.: Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da Luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele.
1. -Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da Luz.
2. - O Verbo era a verdadeira Luz; estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu.
Todos : - Ele veio para o que era seu, mas os seus não O receberam ! ...
Dir.: - E eu, até que ponto O recebi ? Sou testemunha da luz ? Ele encontra um espaço em meu coração?... Eu, você, nós todos precisamos ser luz em nossos caminhos...
Todos : Envia, Senhor, vossa luz e vossa verdade, que elas me indiquem o caminho.
Dir.: - Conserve-se diante d’Ele, da Verdadeira Luz, por alguns instantes ... não é atitude que ultrapasse as nossas forças, nossa estrutura humana. É algo que podemos fazer sem espalhafatos.
- Conservar-se diante d’Ele é deixar que Ele penetre em nós, sem que a gente saiba como: é deixar que Ele nos transforme, nos modifique, tornando-nos pouco a pouco como JesusCristo.
Lado 1. – Natal ...
Dia de Luz, grande Luz,
pois, que a Luz fez-se dom para as trevas clarear,
Dia de amor,
pois, o AMOR por amor se doou e se fez pequenino
só porque nos amou.
LUZ e AMOR só por nós: para mim, para ti.
Lado 2. - Mas ...
A LUZ quer mais luz, o AMOR mais amor.
E então ?
Então ... tu luz deves ser
tu amor deves ter
pois, há alguém, muito alguém ...
que quer luz ... quer amor ...
quer o Deus feito carne todo em ti,
vivo em ti o que quer ver.

Canto: - Hoje é dia

1.Hoje é dia da gente se encontrar
Hoje é dia da gente resolver.
O Senhor no mundo quer morar.
O que é que vamos responder.

É Natal! É Natal!
O Menino Jesus já nasceu.
É Nata! É Natal!
E no meio de nós quer viver...

2. Ele outrora não encontrou lugar,
A cidade não tinha mais pensão.
Não sabia que Ele vinha dar
Vi e paz, amor e Salvação!

3. Se o mundo é tão pequeno assim,
que não pode a Cristo hospedar.
Nossa vida é dimensão sem fim,
E é nela que Ele quer morar!...

Dir.: Feliz Natal para você, num encontro amigo com Cristo que veio trazer a paz!

Todos : - Glória a Deus nas alturas e paz na terra ao ser humano que ele ama.

Dir. : Cristo viva em seu coração e você se torne – neste Natal e sempre
- UM VERDADEIRO/A PORTADOR/A DE LUZ E DE PAZ! ...

Todos : Amém ! ( Cantado)

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um Rei diferente



Prepare sua “tenda” para o encontro com Jesus, Cristo Rei. Invoque a Trindade Santa... Peça ao Espírito Santo para que ele ilumine e conduza sua experiência de oração... Respire lenta e profundamente algumas vezes... Acalme sua mente e seu coração.
Graça a pedir: - A exemplo de Jesus dar testemunho da verdade, vivendo com coerência os ensinamentos que Ele nos deixou.
Com os olhos da imaginação acompanhe Jesus colocado diante dos tribunais romanos e judeus. Cristo
não ataca ninguém e nem se defende. Diante de sua atitude sou convida(o) a não me preocupar tanto em procurar minha defesa.
Texto: Jo 18, 28 – 38. – Leia lentamente o texto como que saboreando cada palavra, permanecendo naquela palavra ou frase que mais tocou seu coração.
Diante de Pilatos o Senhor se encontra só. Em sua impotência e em seu silêncio, ele o Senhor do Universo, sabe manifestar sua autoridade.
Pilatos entre os mármores de seu palácio é um escravo. Sua palavra é apenas eco do que falam e opinam os outros.
Pilatos perguntou a Jesus: - És o Rei dos judeus?
Jesus respondeu: - Dizes isto de ti mesmo ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? Que fizeste?
Jesus respondeu:
É o dizes. Eu sou rei; para isso nasci para isso vim ao mundo, para testemunhar a verdade. Quem está a favor da verdade escuta a minha voz. O título de Rei nos lábios de Jesus significa ser testemunho da verdade.
Ser testemunha da verdade é lutar pelo reinado de Jesus na sociedade, na nossa vida, na nossa família, no nosso trabalho, onde quer que estejamos; é lutar contra a falsidade, a hipocrisia, a difamação, a calúnia, a mentira.
Testemunhar a verdade é viver com coerência os ensinamentos de nosso Rei: Jesus Cristo!
Sendo Jesus o Rei de toda a criação e da história do ser humano, sua realeza é universal. O Reino de Jesus é de misericórdia, de bondade, de amor. É cheio de mansidão, é pacífico e derrama suas bênçãos sobre todas as pessoas.
Na oração do Pai-Nosso que o próprio Jesus nos ensinou, dizemos: “... Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade...”
A “liturgia do Reino” se opõe diametralmente da “liturgia do ego” santificado seja o meu nome, venha a mim o teu reino, seja feita a minha vontade...”
É uma oração de independência, centralizada no próprio “eu” buscando se exaltar, se enaltecer, se vangloriar dos próprios feitos.
Reserve um espaço na sua oração para rezar, refletir sobre o Pai-Nosso. Ao rezá-lo verdadeiramente é escolher o “reino da morte do ego”. Se pensássemos sinceramente no que rezamos nesta oração teríamos de calar a boca bem depressa.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso enfatizando a frase ”venha a nós o vosso Reino” e deixe que estas palavras encontrem acolhida no profundo der seu coração. Registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em sua oração..

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma prece Verdadeira



Prepare a “tenda” para estar com o Senhor. Respire lentamente algumas vezes... Aquiete sua mente e seu coração... Desligue-se de tudo... Este é o tempo seu e do Senhor unicamente... Crie um espaço vazio para permanecer com ele, para estar a sós com o Senhor num diálogo íntimo onde as demais criaturas não devem interferir.
Graça a pedir: - Um coração manso e humilde, que não se julga melhor do que ninguém, mas se faz irmão, se faz irmã, companheiro/a.
Texto: Lc 18, 9-14.
Lei atentamente o texto e permaneça na palavra, no versículo que mais toca seu coração, como que saboreando.
1. Com os olhos da imaginação acompanhemos: - dois homens sobem ao Templo para rezar... Um era fariseu e outro publicano. Naquela época, o povo era muito preconceituoso; para este povo, o publicano não prestava para nada e até mesmo não podia dirigir-se a Deus porque era considerado “impuro”, assim como os leprosos e outros personagens bíblicos.
Na parábola, o fariseu agradece a Deus por ser melhor do que os outros. Inflado em seu próprio orgulho, fazia de pé sua oração que nada mais é do que um elogio de si mesmo, uma auto-exaltação de si, de suas qualidades desprezando e comparando-se aos outros.
O publicano, pelo contrário, colocando-se no fundo do Templo, reconhecia seus limites e fraquezas, nem sequer levanta os olhos, bate no peito dizendo apenas: “Meu Deus tem dó de mim que sou um pecador”.

2. Diante da atitude de cada um, poderíamos até pensar que o fariseu voltou para casa justificado, afinal reconhece seus dons, suas qualidades, seu modo de proceder e louva ao Senhor por tudo o que tem. Entretanto não foi assim que aconteceu. Jesus pensa diferente. Quem voltou para casa justificado, foi o publicano pela sua postura, sua humildade, reconhecendo sua verdade e pelas boas relações com Deus.
O fariseu era presunçoso; colocava-se como o tal, achando até que suas orações eram mais interessantes para Deus. O orgulho é uma lâmina afiada que corta nossa humanidade e tira de nós a compaixão.

3. Converse com Jesus, que ele ilumine sua mente e seu coração para que você possa conhecer melhor a si mesmo/a; para perceber o ponto a ser trabalhado para que você possa crescer mais, melhorar suas relações consigo mesmo/a, com Deus, com o outro e com as coisas. Não se inflando de orgulho pelos seus feitos, pelos seus dons, não se vangloriando de seus sucessos, mas reconhecendo humildemente que se há algo de bom em si e no que faz, vem de Deus não para benefício próprio, e sim para ser colocado a serviço do outro, a serviço do Reino.
Depois deste encontro com o Senhor a ordem é: - retomar o caminho, voltar ao convívio dos irmãos, para sermos sinais vivos de sua presença.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Levanta-te e vai...


Preparando a “tenda”, isto é o coração para o encontro com o Senhor. Aquiete seu coração... respire lentamente algumas vezes... Imagine-se num deserto... imensidão... paz... silêncio... areia... ar quente... céu muito azul... o sol brilhando sobre as dunas... Ao deserto vai-se pobre e sozinho/a, deixa-se tudo, não se leva nem coisas, nem pessoas podem acompanhar-nos. Um deserto que é cheio de vida para quem traz a vida. Coloque-se diante do mistério de Deus. A única voz que devemos escutar é a que nos diz: “ Eu estou contigo”. Invoque o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza sua experiência de oração.
Graça a pedir: - Aumento de fé, cura das enfermidades físicas e espirituais e um coração sensível, aberto e agradecido a tantos dons recebidos do Criador.
Texto: Lc 17, 11 – 19. Leia o texto bem devagar, como que saboreando cada palavra, cada frase.

1. Dez leprosos foram ao encontro de Jesus, pedindo a cura. Todos nós sabemos que a lepra é uma doença terrível. O fato de carcomer a pessoa destrói suas relações, levando-a ao isolamento, a distanciar-se do convívio das outras pessoas..
No tempo de Jesus a Lei prescrevia que o leproso era obrigado a afastar-se completamente de qualquer outro ser vivo; devia anunciar sua presença pavorosa fazendo soar um guizo ou campainha.
Esta lepra talvez fosse apenas o símbolo de outra lepra oculta, mais grave, mais universal e não ousamos reconhecer. Todos/as nós somos portadores dessa enfermidade.
Um dos indícios é a solidão; vamos nos isolando temos medo uns dos outros/as, ferimos, agredimos, com palavras ou atitudes, cobramos e destruímos.
Isto acontece nos negócios, nas repartições públicas, na Igreja, nos conventos, entre o clero e até na própria família. Cada um constrói suas trincheiras para defender-se da competição, de alguém que ultrapasse o seu interior. Somos necessitados/as, carentes de ser curados dessa lepra..Os leprosos do Evangelho são uma amostra da nossa sociedade.

2. Os dez leprosos carentes de tudo lembraram-se de Jesus e buscam com ele a cura e gritam: - Jesus, Mestre, tem compaixão de mim. Ao ouvirem a orientação de Jesus para que fossem apresentar-se ao sacerdote, ficam desiludidos porque o Senhor não realiza com eles o milagre; entretanto, pelo caminho se deram conta de que seus membros recuperavam a vida, seus dedos retorcidos voltavam a estirar-se e sua pele retomava a cor. Você confia verdadeiramente que Jesus pode curá-lo/a de suas enfermidades? Peça com muita fé.
3. Um só voltou para agradecer...
Este não havia aprendido na lei; o Evangelho nos diz que era um “samaritano”, alguém que já trazia a marca do preconceito. Talvez tenha sido o único a ser realmente curado, porque compreendeu o que é a “gratidão”, seu coração ressecado pela lepra interior perdeu suas “crostas” e a vida renasceu.
Em um mundo de competição, de concorrências, de mercado, de medidas precisas, de eficiência, torna-se difícil conservar o sentido do dom e o valor do gratuito. Falta-nos hoje o canto do agradecimento. É necessário limpar os próprios olhos e reconhecer o que é dádiva do Criador: a vida, a fé, os bens da terra, a amizade e muitas outras coisas.
“ E os outros nove, onde estão?” eles não sabiam agradecer.Só aquele que transita por esta vida com um sentimento de verdadeiro agradecimento olha os demais com olhos limpos; não se sente agredido e não julga necessário agredir os outros para triunfar; pode sentir-se verdadeiro filho de Deus e tratar como seu irmãos toda a pessoa que dele se aproxima. Aproveite para se aproximar do outro com os olhos limpos e coração aberto, capaz de reconhecer a gratuidade do Senhor através de tantos e tantos dons.
Quem sabe a nossa fé continua um pouco infantil, subnutrida... E nossa confiança em Deus pode e deve crescer, ficar mais adulta. Jesus diz:
“Levanta-te e vai... A tua fé te salvou”!...

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Seja um "suporte"


Entre em seu “espaço sagrado”, esse tempo é totalmente seu e não pode ser atrapalhado por ninguém. Aí você está em contato consigo mesmo e com Deus, com a dimensão sagrada dentro de você.
Neste tempo em que você está conectado consigo mesmo e com Deus, lhe faz bem... revigora suas forças e você volta a ser inteiro. Ele cura suas feridas e ilumina seu interior naquilo que se enturvou.
Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine e conduza sua experiência de oração.
Graça a pedir: - Sair dos estreitos limites do meu túnel e caminhar a altura da vocação que recebi..

Texto que pode iluminar: Ef 4, 1 – 7.
Leia o texto bem devagar como que saboreando cada palavra. Permaneça na palavra ou versículo que mais tocou seu coração.

1º Momento: “ ...vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão...”.
Fui chamado/a à vida; a ser filho/a de Deus; criado/a à sua imagem e semelhança; escolhido/a, abençoado/a, consagrado/a e enviado/a a ser “luz das nações”. Todos os dias o Senhor vai dando seus toques de mil maneiras para eu alargar a minha tenda, sair dos estreitos limites do meu túnel...
Será que estou me dando conta de tudo isso? Minhas atitudes revelam humildade, mansidão junto às pessoas, junto à minha família, junto à minha comunidade? Em que posso melhorar?
2º Momento: “ suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor... “.
Consideremos a palavra” suportar” não no sentido de “tolerar”, “agüentar” porque não tem outro jeito, mas na ótica de “sustentar”, estender a mão, levantar, apoiar aquele que caiu e precisa de ajuda. Ser um suporte para que o outro possa se conhecer, crescer como pessoa, fazendo parte e uma família, de um grupo, de uma comunidade.
Santo Inácio de Loyola sem ser psicólogo, descobriu as profundezas da pessoa humana, para assim poder ajudá-la a conhecer-se. Crescer e gerar novos modos de se relacionar com ela mesma, com os outros, com a natureza e com Deus.
Ele reconheceu a necessidade do discernimento e da análise da realidade, como meios para ir descobrindo a cada dia quem sou; que sentido tem minha vida e o que devo fazer pelo bem das demais pessoas.
Como percebo as pessoas que convivem comigo? Procuro ser esse “suporte”, dar um empurrãozinho, algumas dicas para que se liberte de seu túnel, de seu comodismo, de seu fechamento?
Converse com Jesus... peça um coração manso e humilde como o dele; que ele lhe ensine como se achegar, como falar, o que falar, como ajudar as pessoas a fim de que possam fazer o Reino de Deus acontecer...
Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ