terça-feira, 29 de novembro de 2016

Preparai os caminhos do Senhor


“Preparai os caminhos do Senhor”
       
     O advento nos prepara para acolher o Senhor que sempre vem, manifestando-se a nós. Advento é tempo especial de escuta, de atenção, de “gravidez” da Palavra: que o Verbo se faça carne em nós.
       A mística do Advento nos move também a cultivar uma atitude nova diante da realidade humana e cósmica, intensifica os nossos desejos de felicidade plena, de relações fraternas verdadeiras e duradouras, e fortalece a nossa vocação de testemunhas da Esperança.

       O Tempo do Advento, que agora iniciamos, é justamente marcado pela virtude da esperança, que somos chamados a testemunhar e oferecer ao nosso mundo cansado, pois só em Jesus Cristo, única esperança, encontrará seu sentido e realização a vida humana.
       Torna-se vazia uma festa sem a presença daquele que é o coração da história humana, nosso Senhor Jesus Cristo.
       SenhorAlguns personagens bíblicos poderão nos ajudar a alimentar nosso sonho de fraternidade, de paz e esperança! Isaías, João Batista, Maria e José.

Isaías:
- Na primeira semana vamos aderir à proposta de Isaías (profeta) – Vigia, sentinela.
Um texto de Isaías nos diz:
“Eu te estabeleci vigia.
 Teu lugar é no alto da muralha:
•      Para acordar aqueles que dormem.
•      Para desvendar os sinais Daquele que há muito espera” (Is 62, 6).

 “Passai, passai pelas portas, preparai o caminho ao povo, abri, abri a estrada, retirai dela as pedras”!..
(Is 62, 10)
Quais são as pedras a serem retiradas?

      Todas aquelas pedras ligadas ao “Clubinho do PC, que me impedem de trilhar o caminho da vida, da luz, do bem, do Projeto de Deus.
CP = Orgulho, avareza, ira, inveja, luxuria, gula, preguiça.
       Talvez um contato maior com o “Clubinho do PC”... possa me fazer enxergar as capas que carrego... Você já ouviu falar dele, de sua atuação em nós?
       Eu, você, nós fazemos parte integrante deste Clube e não podemos ignorar: “Pecados Capitais”.  Pecado capital significa “pecados de cabeça”, “pecados de fonte”, isto é, onde se originam todos os outros.
         O Advento é um tempo de alegria, esperança, vigilância e conversão. O Advento é marcado pela atitude de “espera vigilante”, para que possamos captar todos os sinais que Deus vai nos revelando...

      Sinais: - Haverá sinais... (Lc 21, 25 ss).
       Podemos de propósito, não ver os sinais, mas não enxergar... não ouvir, mas não escutar, certos apelos, seja por preguiça, seja por falta de atenção. Os sinais só são vistos por aqueles que sabem olhar. Jesus convida a estar atento/a aos SINAIS DA PRESENÇA DE DEUS.

Lenvante a cabeça:  - Se ficamos em nosso canto, cultivando todo o tipo de preocupação, fechados/as em nosso ego, mesmo que Deus nos dê diferentes sinais, nós não enxergamos, nós não escutamos...
Fique acordado/a: - Os que dormem não ouvem, não escutam, não compreendem nada... Batemos à sua porta, mas não se levantam... Ora todos os dias, Deus está à nossa porta...
O Sinal de Deus: - O grande Sinal de Deus é JESUS.  Através de tudo o
 que Ele diz e faz, Ele mostra “Quem” é Deus, “como” se pode encontrá-lo e escutá-lo.
Supliquemos ao Espírito Santo que nos ajude a perceber os sinais de Deus em nossa vida e a nossa volta, nos dê força para vencer todas as tentações, e também nos conduza através do caminho de salvação.

   Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ




BÊNÇÃO DA MULHER

Que o Senhor te conceda a audácia de Débora
e a valentia de Ester e de Judite.
Que te encha da alegria com a Ana
e de lealdade
e de amor fiel como Rute.
Que possas cantar e dançar
junto ao mar
como Maria, a profetisa
e que, como Maria de Nazaré, 
proclames a grandeza do Senhor,
no triunfo dos famintos e dos humildes.
Que chegues a encontrar-te com Jesus, o Senhor,
como o encontraram Maria Madalena e Marta
e Salomé e a Samaritana.
Ele lhes devolveu a dignidade
e a liberdade de lhes deu um nome novo.
E que, como aquela mulher encurvada
de quem Jesus e aproximou e pôs de pé,
possa tu viver erguida
e ajudar a erguer a outros, a outra.
Porque ela e tu, e nós
e todas as mulheres e homens,
somos chamados e chamadas
a pôr-nos de pé, 
glorificando a Deus
Autor desconhecido.

domingo, 30 de outubro de 2016

Mara da Galiléia e mar Morto




Mar da Galileia e mar Morto 

Em Israel, há dois lagos alimentados pelo mesmo rio: 

o Rio Jordão. 

Ficam situados a uns quilômetros de distância um do outro. 

Mas ambos possuem características bem distintas entre si. 

Um é o Lago de Genesaré, também conhecido como 

Mar da Galileia. 

O outro é o chamado “Mar Morto”. O primeiro é azul, cheio de vida e de contrastes, 

de calma e de ondas. 

Nas suas margens, refletem-se delicadamente as flores amarelas dos seus belíssimos prados. 

O Mar Morto é uma lagoa densa e de água salgada,

em que não há vida. 

A água que vem do rio, ali fica estagnada. 

Que é que faz destes dois lagos, alimentados pelo mesmo rio, 

lagos tão diferentes? 

Simplesmente isto: O Lago de Genesaré transmite 

generosamente o que recebe. 

A sua água, quando chega ali, parte de imediato para 

remediar a seca dos campos. 

Sacia a sede dos homens e dos animais. É uma água altruísta. 

A água do Mar Morto estagna-se. Adormece. É salgada. Mata. 

É uma água egoísta, estagnada, inútil. 

Com as pessoas, acontece o mesmo. 

As que vivem com generosidade, a dar-se e a oferecer-se aos outros, 

essas vivem e fazem viver. 

As pessoas que, com egoísmo, são como água estagnada, 

que morre e causa a morte à sua volta. 

Muitas pessoas parecem-se com o Mar Morto:

só recebem, acumulam, não se dão e assim constroem 

uma vida amarga, desgraçada e infeliz. 

Há outros, porém, que dão e se oferecem a si mesmos 

com generosidade e sem esperar recompensa… 

Estes são as pessoas mais felizes. 

Quanto mais nos damos, mais recebemos. 

Quanto menos partilhamos de nossas vidas, mais pobres nos tornamos pobres. 

O que pensa apenas em si, é infeliz 

O que partilha e se doa aos outros, abre a porta à felicidade. 

Autor desconhecido 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Deus da Misericórdia e do Perdão


  O Deus da Misericórdia e do Perdão


Sentado à beira do caminho, Bartimeu mendigava... Sabendo que Jesus de Nazaré passava por aí, começou a gritar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim... Muitos o repreendiam para que se calasse, porém ele gritava ainda mais alto... Jesus parou... olhou para ele e disse: Chamai-o! O cego largou a capa, deu um salto e foi ter com Jesus.

Jesus perguntou-lhe: Que queres que eu te faça? – “Mestre, que eu torne a ver”. Jesus disse: “Pode ir, a tua fé te curou. No mesmo instante o cego começou a ver de novo e seguia Jesus pelo caminho.
           Pedir a graça: - Senhor que eu veja...
Coloque-se no lugar de Bartimeu, veja-se sentada à beira do caminho mendigando... O que você mendiga? Perceba o que você sente... a sua reação...  o seu desejo. Os mecanismos, as vozes, as reações que emergem de dentro de você... simbolizam aquelas pessoas que repreendiam o cego... para que ele se calasse....

Com aquele clamor, Bartimeu gritava pela vida... agora não precisava mais de capa para esconder-se atrás dela... não havia necessidade de permanecer mendigo... de permanecer cego... de não se deixar perceber na sua verdade...  Olhe para a sua verdade... aceite-a...
Veja quais as capas você necessita jogar fora para poder ver Jesus... se aproximar dele... deixar-se curar por Ele... Deixar-se tocar pelo seu olhar... Capas que sustentam sua cegueira... seu coração fechado... seu egoísmo... dominações... carências, etc.

Ofereça a Jesus todas as capas que for encontrando que impedem você de ver Jesus... de ver as pessoas na sua verdade, na sua realidade, que distorcem a percepção das coisas... a visão... a audição. Faça a oferta de todas as suas capas a Jesus e depois escute o que Jesus lhe diz:
         - Vai, a tua fé te salvou...  E, ... você feliz, continua seguindo Jesus pelo caminho... “Deus nunca se cansa de perdoar; somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia”. Aquele que nos convidou a perdoar “ setenta vezes sete” dá-nos o exemplo: ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos em seus ombros...

O que o texto o/a leva a dizer a Deus? Esta é a hora em que você dá ao Senhor a sua resposta, depois de ouvir o que Ele tinha a lhe dizer por meio de sua Palavra. Faça a sua oração de súplica, louvor ou pedido. Não fique mudo/a diante do Senhor, pois Ele também quer escutá-lo/a.
      Textos:
·          Mc 10, 46 – 52  ...  “ Que queres que eu te faça”?
·          Sl 102 / 103 .......    “Porque Ele conhece a nossa estrutura e  ...”

           Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Um pouco de argila


              Um pouco de argila

“ Então Javé Deus modelou o homem com a argila do solo,
soprou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem
tornou-se um ser vivente” (Gn 2, 7).

O ser humano não tem em si mesmo a sua origem e o seu sentido: “é criado para...”  A nossa origem e o nosso fim estão em Deus, nosso Criador e Senhor. Somos como a “argila” nas mãos do oleiro...
 “Deus é o Oleiro”... Cria e recria constantemente... Estou em suas mãos... Ele me modela... Sou sua obra... Deus tem paciência comigo...
Estou em suas mãos como o barro nas mãos do Oleiro... Deus me conhece intimamente... Me compreende e me perdoa... Me ama... Me aceita assim como sou e não como gostaria de ser...
         O caminho para Deus passa pelo encontro comigo mesma/o pela descida para dentro da minha realidade, da “câmara do tesouro”.
 É o Espírito de Deus que nos recria. O AMOR é a força propulsora, criadora, dinamizadora de toda a ação humana.
O termo “húmus” vem do latim significa a terra ou o solo.; o ser humano é um pouco de barro, de pó, de terra. que Deus abençoou, beijou e soprou nele a vida.
Todos surgimos deste fecundo húmus, onde “humildemente” acolhemos o dom da vida, onde toda existência funda suas raízes que a nutrem e se faz “humilde” e verdadeiramente “humana”.
Nós somos o solo, o húmus, onde o Deus-semente pode germinar, criar raízes e florir. Só admitindo nossa própria fragilidade e limite e descendo ao fundo de nossa realidade, podemos retornar transformados e com abundantes riquezas descobertas no garimpo do nosso coração.
O caminho de descida ao nosso próprio “húmus”, à nossa própria condição terrena onde Deus plantou sua tenda, nos revela quem realmente somos, nos preserva de considerarmos como “deuses” e nos liberta do orgulho e do auto-centramento que nos destroem.
À medida que, verdadeira e completamente, nos aceitamos e nos acolhemos como húmus, mergulhamos na graça de Deus, pois ela já fala dentro de nós desde nosso nascimento.
 A grande força vital da vida humana é o AMOR. Com ele vencemos todas as dificuldades.  O nosso dia a dia exige uma constante vivência dessa força – o AMOR. Amar é hospedar o outro no coração...
Textos:  -
   Ef 1, 3 – 20 ....  “ Ele nos escolheu em Cristo desde antes ... “
   -   Sl 138/139 .....   “Penetras as minhas intenções desde a raiz.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Deus é Pai




DEUS É PAI
Quando o sol ainda não havia cessado o brilho,
 quando a tarde engolia aos poucos as cores do dia e
 despejava sobre a terra os primeiros retalhos de sombra, 
eu vi que Deus veio assentar-se 
perto do fogão de lenha de minha casa.
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça e
 buscou um copo de água num pote de barro 
que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado.
 Parecia imerso na alegria 
que é própria de quem cumpriu a cena do dia e que 
agora recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu olhava e pensava como é bom ter Deus dentro de casa, 
como é bom viver esta hora de vida
 em que tenho o direito de ter um Deus só pra mim, 
cair em seus braços, bagunçar-lhe os cabelos, 
puxar a caneta de seu bolso e pedir que ele desenhasse
 um relógio bem bonito no meu braço.
Mas aquele homem não era Deus.
 Aquele homem era o meu pai . 
E foi assim que descobri que o meu pai,
 com seu jeito finito de ser deus,
 revelava-me 
Deus com seu jeito infinito de ser homem.
                                            Pe. Fábio de Melo

domingo, 31 de julho de 2016

Olhem para cima



Olhem para cima e vejam a lua.


Certa vez, estava havendo as Santas Missões em uma pequena cidade do interior. Todos os dias de madrugada o povo saía pelas ruas, rezando e cantando.
Coincidiu que naqueles dias as madrugadas eram escuras porque as nuvens cobriam a lua. Um dia, durante a procissão, a lua começou a brilhar forte, dando novas cores para as casas e as árvores.

Então o missionário disse, no alto-falante portátil: “Olhem para cima e vejam como a lua está bonita!” Quando a procissão chegou à igreja, um homem procurou o missionário e pediu para se confessar.

 Ele explicou o motivo:
 “Sr. padre, faz trinta anos que não me confesso. Mas o senhor disse uma coisa na procissão que me tocou. Pediu que olhássemos para cima”.

O padre nunca imaginava que aquelas suas palavras iam ser instrumento de Deus para a conversão daquele homem.

 Deus nos usa de mil maneiras, como seus missionários. Basta acolhermos o seu chamado, como fez Amós e tantos outros profetas.
Uma vida correta, dando o bom exemplo, é por si mesma um chamado aos
outros para a conversão.
Autor desconhecido