terça-feira, 29 de novembro de 2016





BÊNÇÃO DA MULHER

Que o Senhor te conceda a audácia de Débora
e a valentia de Ester e de Judite.
Que te encha da alegria com a Ana
e de lealdade
e de amor fiel como Rute.
Que possas cantar e dançar
junto ao mar
como Maria, a profetisa
e que, como Maria de Nazaré, 
proclames a grandeza do Senhor,
no triunfo dos famintos e dos humildes.
Que chegues a encontrar-te com Jesus, o Senhor,
como o encontraram Maria Madalena e Marta
e Salomé e a Samaritana.
Ele lhes devolveu a dignidade
e a liberdade de lhes deu um nome novo.
E que, como aquela mulher encurvada
de quem Jesus e aproximou e pôs de pé,
possa tu viver erguida
e ajudar a erguer a outros, a outra.
Porque ela e tu, e nós
e todas as mulheres e homens,
somos chamados e chamadas
a pôr-nos de pé, 
glorificando a Deus
Autor desconhecido.

domingo, 30 de outubro de 2016

Mara da Galiléia e mar Morto




Mar da Galileia e mar Morto 

Em Israel, há dois lagos alimentados pelo mesmo rio: 

o Rio Jordão. 

Ficam situados a uns quilômetros de distância um do outro. 

Mas ambos possuem características bem distintas entre si. 

Um é o Lago de Genesaré, também conhecido como 

Mar da Galileia. 

O outro é o chamado “Mar Morto”. O primeiro é azul, cheio de vida e de contrastes, 

de calma e de ondas. 

Nas suas margens, refletem-se delicadamente as flores amarelas dos seus belíssimos prados. 

O Mar Morto é uma lagoa densa e de água salgada,

em que não há vida. 

A água que vem do rio, ali fica estagnada. 

Que é que faz destes dois lagos, alimentados pelo mesmo rio, 

lagos tão diferentes? 

Simplesmente isto: O Lago de Genesaré transmite 

generosamente o que recebe. 

A sua água, quando chega ali, parte de imediato para 

remediar a seca dos campos. 

Sacia a sede dos homens e dos animais. É uma água altruísta. 

A água do Mar Morto estagna-se. Adormece. É salgada. Mata. 

É uma água egoísta, estagnada, inútil. 

Com as pessoas, acontece o mesmo. 

As que vivem com generosidade, a dar-se e a oferecer-se aos outros, 

essas vivem e fazem viver. 

As pessoas que, com egoísmo, são como água estagnada, 

que morre e causa a morte à sua volta. 

Muitas pessoas parecem-se com o Mar Morto:

só recebem, acumulam, não se dão e assim constroem 

uma vida amarga, desgraçada e infeliz. 

Há outros, porém, que dão e se oferecem a si mesmos 

com generosidade e sem esperar recompensa… 

Estes são as pessoas mais felizes. 

Quanto mais nos damos, mais recebemos. 

Quanto menos partilhamos de nossas vidas, mais pobres nos tornamos pobres. 

O que pensa apenas em si, é infeliz 

O que partilha e se doa aos outros, abre a porta à felicidade. 

Autor desconhecido 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Deus da Misericórdia e do Perdão


  O Deus da Misericórdia e do Perdão


Sentado à beira do caminho, Bartimeu mendigava... Sabendo que Jesus de Nazaré passava por aí, começou a gritar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim... Muitos o repreendiam para que se calasse, porém ele gritava ainda mais alto... Jesus parou... olhou para ele e disse: Chamai-o! O cego largou a capa, deu um salto e foi ter com Jesus.

Jesus perguntou-lhe: Que queres que eu te faça? – “Mestre, que eu torne a ver”. Jesus disse: “Pode ir, a tua fé te curou. No mesmo instante o cego começou a ver de novo e seguia Jesus pelo caminho.
           Pedir a graça: - Senhor que eu veja...
Coloque-se no lugar de Bartimeu, veja-se sentada à beira do caminho mendigando... O que você mendiga? Perceba o que você sente... a sua reação...  o seu desejo. Os mecanismos, as vozes, as reações que emergem de dentro de você... simbolizam aquelas pessoas que repreendiam o cego... para que ele se calasse....

Com aquele clamor, Bartimeu gritava pela vida... agora não precisava mais de capa para esconder-se atrás dela... não havia necessidade de permanecer mendigo... de permanecer cego... de não se deixar perceber na sua verdade...  Olhe para a sua verdade... aceite-a...
Veja quais as capas você necessita jogar fora para poder ver Jesus... se aproximar dele... deixar-se curar por Ele... Deixar-se tocar pelo seu olhar... Capas que sustentam sua cegueira... seu coração fechado... seu egoísmo... dominações... carências, etc.

Ofereça a Jesus todas as capas que for encontrando que impedem você de ver Jesus... de ver as pessoas na sua verdade, na sua realidade, que distorcem a percepção das coisas... a visão... a audição. Faça a oferta de todas as suas capas a Jesus e depois escute o que Jesus lhe diz:
         - Vai, a tua fé te salvou...  E, ... você feliz, continua seguindo Jesus pelo caminho... “Deus nunca se cansa de perdoar; somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia”. Aquele que nos convidou a perdoar “ setenta vezes sete” dá-nos o exemplo: ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos em seus ombros...

O que o texto o/a leva a dizer a Deus? Esta é a hora em que você dá ao Senhor a sua resposta, depois de ouvir o que Ele tinha a lhe dizer por meio de sua Palavra. Faça a sua oração de súplica, louvor ou pedido. Não fique mudo/a diante do Senhor, pois Ele também quer escutá-lo/a.
      Textos:
·          Mc 10, 46 – 52  ...  “ Que queres que eu te faça”?
·          Sl 102 / 103 .......    “Porque Ele conhece a nossa estrutura e  ...”

           Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Um pouco de argila


              Um pouco de argila

“ Então Javé Deus modelou o homem com a argila do solo,
soprou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem
tornou-se um ser vivente” (Gn 2, 7).

O ser humano não tem em si mesmo a sua origem e o seu sentido: “é criado para...”  A nossa origem e o nosso fim estão em Deus, nosso Criador e Senhor. Somos como a “argila” nas mãos do oleiro...
 “Deus é o Oleiro”... Cria e recria constantemente... Estou em suas mãos... Ele me modela... Sou sua obra... Deus tem paciência comigo...
Estou em suas mãos como o barro nas mãos do Oleiro... Deus me conhece intimamente... Me compreende e me perdoa... Me ama... Me aceita assim como sou e não como gostaria de ser...
         O caminho para Deus passa pelo encontro comigo mesma/o pela descida para dentro da minha realidade, da “câmara do tesouro”.
 É o Espírito de Deus que nos recria. O AMOR é a força propulsora, criadora, dinamizadora de toda a ação humana.
O termo “húmus” vem do latim significa a terra ou o solo.; o ser humano é um pouco de barro, de pó, de terra. que Deus abençoou, beijou e soprou nele a vida.
Todos surgimos deste fecundo húmus, onde “humildemente” acolhemos o dom da vida, onde toda existência funda suas raízes que a nutrem e se faz “humilde” e verdadeiramente “humana”.
Nós somos o solo, o húmus, onde o Deus-semente pode germinar, criar raízes e florir. Só admitindo nossa própria fragilidade e limite e descendo ao fundo de nossa realidade, podemos retornar transformados e com abundantes riquezas descobertas no garimpo do nosso coração.
O caminho de descida ao nosso próprio “húmus”, à nossa própria condição terrena onde Deus plantou sua tenda, nos revela quem realmente somos, nos preserva de considerarmos como “deuses” e nos liberta do orgulho e do auto-centramento que nos destroem.
À medida que, verdadeira e completamente, nos aceitamos e nos acolhemos como húmus, mergulhamos na graça de Deus, pois ela já fala dentro de nós desde nosso nascimento.
 A grande força vital da vida humana é o AMOR. Com ele vencemos todas as dificuldades.  O nosso dia a dia exige uma constante vivência dessa força – o AMOR. Amar é hospedar o outro no coração...
Textos:  -
   Ef 1, 3 – 20 ....  “ Ele nos escolheu em Cristo desde antes ... “
   -   Sl 138/139 .....   “Penetras as minhas intenções desde a raiz.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Deus é Pai




DEUS É PAI
Quando o sol ainda não havia cessado o brilho,
 quando a tarde engolia aos poucos as cores do dia e
 despejava sobre a terra os primeiros retalhos de sombra, 
eu vi que Deus veio assentar-se 
perto do fogão de lenha de minha casa.
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça e
 buscou um copo de água num pote de barro 
que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado.
 Parecia imerso na alegria 
que é própria de quem cumpriu a cena do dia e que 
agora recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu olhava e pensava como é bom ter Deus dentro de casa, 
como é bom viver esta hora de vida
 em que tenho o direito de ter um Deus só pra mim, 
cair em seus braços, bagunçar-lhe os cabelos, 
puxar a caneta de seu bolso e pedir que ele desenhasse
 um relógio bem bonito no meu braço.
Mas aquele homem não era Deus.
 Aquele homem era o meu pai . 
E foi assim que descobri que o meu pai,
 com seu jeito finito de ser deus,
 revelava-me 
Deus com seu jeito infinito de ser homem.
                                            Pe. Fábio de Melo

domingo, 31 de julho de 2016

Olhem para cima



Olhem para cima e vejam a lua.


Certa vez, estava havendo as Santas Missões em uma pequena cidade do interior. Todos os dias de madrugada o povo saía pelas ruas, rezando e cantando.
Coincidiu que naqueles dias as madrugadas eram escuras porque as nuvens cobriam a lua. Um dia, durante a procissão, a lua começou a brilhar forte, dando novas cores para as casas e as árvores.

Então o missionário disse, no alto-falante portátil: “Olhem para cima e vejam como a lua está bonita!” Quando a procissão chegou à igreja, um homem procurou o missionário e pediu para se confessar.

 Ele explicou o motivo:
 “Sr. padre, faz trinta anos que não me confesso. Mas o senhor disse uma coisa na procissão que me tocou. Pediu que olhássemos para cima”.

O padre nunca imaginava que aquelas suas palavras iam ser instrumento de Deus para a conversão daquele homem.

 Deus nos usa de mil maneiras, como seus missionários. Basta acolhermos o seu chamado, como fez Amós e tantos outros profetas.
Uma vida correta, dando o bom exemplo, é por si mesma um chamado aos
outros para a conversão.
Autor desconhecido

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Dize-me que passos tens



Dize-me que passos tens

O Evangelho de Lucas apresenta-nos Jesus num momento de reflexão e de perplexidade quanto ao seu futuro. Tem a sensação nítida de que há um círculo de hostilidade que se aperta à sua volta. Sente-se tentado a tomar outro caminho; mas, depois de uma longa reflexão na presença do Pai, decide prosseguir; o evangelista anota: “Jesus tomou resolutamente o caminho de Jerusalém” (Lc 9, 51). O seu passo corresponde exatamente ao seu estado de alma, manifesta a sua opção.
Ø  Não era um passo de triunfador que avança seguro de sua força, pois sabia que daquele confronto, sairia perdendo; mas amava os que estavam com ele e por eles oferecia-se à luta para que eles fossem poupados.
Ø  Não era passo de herói que sabe que vai ser aclamado pelos seus admiradores entusiasmados. Sabia que também os seus o abandonariam.
Ø Não era passo do resignado que nada faz para fugir ao seu destino, pois era ele quem, plenamente consciente, escolhia aquele “passo”.

O seu passo nascia de longas noites de oração, de uma dedicação apaixonada aos seus, àqueles que escolhera e guardara durante os tês anos; nascia da vontade precisa de levá-los à meta que sempre tinham procurado. Nunca andara em ponta de pés, como que às escondidas: eles deveriam saber que o Mestre não fora embora, mas que só tinha ido à sua frente. Quando alguém opta por dar um passo, o faz baseando-se nos ritmos do coração:
·   Há o passo do covarde: quer esconder as suas verdadeiras intenções, camuflar os seus medos;
·       Há o passo  do arrogante: não se preocupa com quem esmaga; o que lhe importa é dominar;
·   Há o passo do superficial: não segue uma direção determinada; muda conforme os impulsos do momento;
·   Há o passo do amigo: é discreto, não invade; tem um traçado direito e constante;
·   Há o passo do derrotado: parece não ter força para avançar; é incerto, cansado e sem objetivo;
·       Há o passo de quem é livre : é como uma dança alegre que repete o longo caminho percorrido para chegar à pátria...

Pudéssemos nós, nos diversos momentos de nossa existência, repetir o ritmo dos passos do Mestre, ao percorrer o trajeto de sua existência terrena!

Extraído do Livro:- “Tinha rosto e palavras de Homem um perfil de Jesus”.
Fernando Armellini e Giuseppe Moretti