sexta-feira, 27 de maio de 2016


Meu Criador e Pai

      O Criador deu chance ao barro de ser gente, e à gente de ser filho(a) d’ Ele! Criou-nos com amor e sensibilidade.
      Quem se descobre criado por um amor que se debruça sobre o que pensamos ser frágil, barato, sem valor “barro”  e o valoriza modelando com arte e gosto, certamente vai sentir contentamento, carinho, afeto e amor.

   Pedir a graça de  sentir-me sempre criatura pensada, querida, amada e por isso mesmo chamada à existência.

    •       O filho que se descobre tão amado, como não falar bem de seu Pai? Falar bem é a expressão de quem “quer bem” e valoriza. Falar bem é louvar! O louvor é a expressão de quem “fica de bem” com a vida e tem um bom olhar sobre quem lhe deu a vida. Isto é bom, é vida!

    • Um filho que fala bem de seu Pai facilmente e com gosto o escuta, acata, quer saber a opinião dele, confere com ele as suas inclinações e avalia o resultado de suas decisões.  Ele acata o seu Pai. O acatamento é gêmeo do louvor. Ambos nascem da experiência de amor. Amor de um Pai que se “disfarça” de oleiro para revelar sua ternura e a imensa confiança que tem em nós, maior do que nós mesmos conseguimos ter. 
     É uma alegria rara!Um filho que acata o seu Pai tem um enorme coração para cooperar com ele, para se colocar ao seu dispor, ao  seu serviço. O amor para valer é serviçal. Quem ama faz questão de servir e o faz prazerosamente. Diz uma poetisa chilena, Gabriela Mistral:
“ Quem não vive para servir, não serve para viver”.

   Preciso acreditar plenamente no amor de Deus Criador por mim, chamando-me à existência. Com os olhos da imaginação, vejo-me sendo tecido por suas mãos nas entranhas de minha mãe Sl 138/9, 13).  A partir das Escrituras posso alimentar esta fé que me chama à vida.
      O Senhor me chamou desde o meu nascimento, ainda no seio de minha mãe. Ele me chamou pelo meu nome! ( Is 49, 1).

     Portanto, eu não fui inventado(a)  por mim mesmo (a). Fui feito(a) por Alguém, que desde toda a eternidade pensou em mim! Não estou no mundo por acaso!

     Eis que estás gravado(a) na palma de minha mão! ( Is 49, 16 ).

     O fundamento mais profundo de meu ser é que sou amado (a) por Deus. A Criação significa que as nossas raízes se encontram no amor de Deus.

    Texto iluminativo: Is 49, 1 – 16 .... Eu te chamei pelo teu nome.....

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

domingo, 15 de maio de 2016

Oração ao Espírito Santo


Oração ao Espírito Santo
                   

Felizes aqueles que se reúnem em torno ao Sopro do Espírito
para deixar-se transformar cada dia por Ele.
Felizes aqueles que se deixam conduzir
pela luz do Espírito e
 não lhe põem travas, obstáculos ou impedimentos.
Felizes aqueles que reconhecem suas fragilidades
 e se deixam fortalecer pelo Espírito de Deus.
Felizes aqueles que vivem
a novidade radical do Espírito,
 para não permanecer nunca ancorado no passado,
 mas viver a realidade do presente e estar abertos à surpresa do futuro.
Felizes aqueles que se deixam rejuvenescer pelo Espírito
e deixam pendurados no cabide do esquecimento
 as velhas vestimentas cheias de remendo.
Felizes aqueles que se deixam fascinar e refrescar pela brisa do Espírito,
aqueles que reconhecem nela
 a presença vivificante de Deus em suas vidas.
Felizes aqueles que vivem com um espírito de solidariedade,
 empenho, ternura, cuidado e consolo.
Felizes aqueles que não deixam que o Espírito fique aprisionado,
 aqueles que cada dia recriam as palavras
 e as intuições do Espírito,
 aqueles que se deixam habitar
pela liberdade radical do Espírito.

                                                 (Miguel Mesa Bouzas)

sábado, 16 de abril de 2016

Bom Pastor


Bom Pastor

Era uma vez, um visitante que percorreu a Síria e
encontrou três pastores de ovelhas que davam águas
 a seus rebanhos junto a um poço.
As ovelhas estavam todas misturadas e um estranho poderia pensar que se tratava de um único rebanho.
Daqui a pouco, um dos pastores se levantou e chamou: “Mene-Ah!” “Mene-Ah!”, que em árabe significa “vem comigo”.
Imediatamente, umas trinta ovelhas se separaram do grupo e seguiram o seu pastor morro acima.
Também o segundo pastor afastou-se um pouco e exclamou o seu “Mene-Ah!” e seguiu com o seu rebanho. Admirado, o viajante perguntou ao pastor que tinha ficado:
-Suas ovelhas me seguiriam se eu as chamasse?
-Por que você não experimenta?- respondeu ele.
-E se eu usasse a sua capa e seu cajado? Não achas que elas pensariam que eu sou você.
Sem nada dizer, o pastor ofereceu ao homem sua capa e seu cajado, e ficou observando com um sorriso nos lábios como o estranho chamava seu “Mene-Ah!”, “Mene-Ah!”.
As ovelhas não lhe deram qualquer atenção.
O pastor então explicou:
- Elas não seguiriam a nenhum outro. Só a ovelha doente segue a um estranho.
"Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. Mas o que entra pela porta é o pastor das ovelhas.

A este o porteiro abre; e as ovelhas ouvem a sua voz; e ele chama pelo nome as ovelhas.

Autor desconhecido

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como uma fonte



Como uma fonte



Senhor, eu não sei rezar.
Incessantemente meu corpo se agita,
meus pensamentos se dispersam  como indócil rebanho.
Todo meu ser foge de ti.
Nada mais tenho a oferecer.
E, no entanto,  como que manco, inseguro e pesado
estou aqui e te contemplo.

Tu vens a mim, tu o Altíssimo,
o três vezes Santo,  o Onipotente.
Debruças sobre mim.
Tu me esperas e me acolhes.
Tu estás em mim  como uma fonte
que desliza suavemente declive abaixo.
Esse ribeiro  tranquilo e sereno,
torna delicioso o ar com seu murmúrio,
exala frescor
e deposita um canto de  alegria em meu coração.

Não me abandones, Senhor.
Sem ti nada sou.
Sem ti volto ao nada.

Permanece em mim como uma fonte.
Que essa fonte ilumine minha opacidade
e vivifique o barro do qual me tiraste.
De minha parte  então talvez  possa tornar-me fonte para os outros.
Irmão Henri-Renê, Irmão da Ressurreição

sexta-feira, 11 de março de 2016


Ouvir e escutar

        Ouvir é renunciar, ser humilde, aberto às informações que nos chegam do exterior. Ouvir todos ouvem, mas escutar poucos escutam.
Nos dicionários clássicos ouvir e escutar são sinônimos de uma mesma atividade da realidade que nos cerca. Porém, ouvir é o processo em que recebemos a mensagem através do aparelho auditivo e a decodificamos em função do nosso condicionamento. Portanto, quando ouvimos alguém ou alguma coisa, estamos ouvindo o “ruído” dos nossos próprios pensamentos.
São em grande número as pessoas que só ouvem a si próprias tal é o grau de condicionamento atingido. Existem muitas pessoa que raramente ouvem as outras. São criaturas cheias de opiniões, crenças, conceitos e que tem sempre uma interpretação dos fatos no “sicrano disse”, ! beltrano afirmou”. São pessoas cristalizadas, opacas, que perderam a capacidade de escutar.
Escutar é ouvir de mente aberta, com humildade, sem espírito preconcebido. É ouvir  o ruído do vento, das ondas, o canto dos pássaros, sentindo a sua mensagem no fundo do ser.
Escutar é compreender as coisas como elas são em sua natureza. É a primeira condição para que o processo de comunicação se estabeleça. É a arte de que permite ao ser humano compreender, pela primeira vez os filhos, esposa, o mundo enfim.
Para se conseguir realmente escutar é indispensável uma “atenção total” dos fatos, atenção essa que não requer esforços, impedimentos ou barreiras, da qual resultará a comunhão do observador com a coisa observada. Comunhão é a comunicação total, na qual o emissor e o receptor vibram em uníssono. Portanto,  comunicação é ressonância.
Quando não há ressonância a comunicação processa-se apenas na  superfície, no plano da forma das palavras! Conclui-se que o espaço acústico é uma enorme porta aberta diante de nós, que nos permite encontrar a realidade.
É imensa a atividade do ser humano no campo dos sons. Pesquisas feitas demonstram que, durante a nossa vigília, 42% do tempo estamos ouvindo, 25 % do tempo falando, 18 % escrevendo e 15 % lendo!
Nossa vida tem, portanto, uma grande dimensão auditiva. Pelos ouvidos entram constantemente uma série de vantagens em relação aos outros.
O bom ouvinte é raro, pois em geral, não ouvimos a não ser os nossos próprios pensamentos. Recomendações básicas para ouvir melhor incluem a fuga das distrações e uma constante atenção a quem fala.
O interesse tem que ser estimulado convencendo-nos de que com o treinamento podemos melhorar sempre.
                                                             Autor desconhecido



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016


O MEU CAMINHO PARA  A QUARESMA

T   Jejuarei de julgar os outros
             Descobrirei Cristo que vive neles
T   Jejuarei palavras que ferem                                  
Direi frases que curam
T    Jejuarei do egoísmo
Viverei na gratuidade
T   Jejuarei do pessimismo
Procurarei viver com paciência
T   Jejuarei de preocupações
Confiarei em Deus
T   Jejuarei  das queixas
 Darei graças a Deus pela maravilha da minha vida
T   Jejuarei da angústia
Rezarei com mais freqüência
T   Jejuarei da amargura
Praticarei o perdão
T   Jejuarei da importância que dou a mim mesmo/a
Serei compassivo/a com os outros
T   Jejuarei da preocupação com as minhas coisas
Comprometer-me-ei com o anúncio do Reino
T   Jejuarei do pessimismo e desalento
Encher-me-ei  do entusiasmo da fé.
T   Jejuarei de tudo aquilo que me separa de Jesus
Tentarei viver mais perto  d’ Ele
FELIZ QUARESMA!




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Quem sou eu?


Quem sou eu?




Que sou eu? Cinza e pó. O pó é levado pelo vento. 
Assim acontece com a minha pobre natureza. Sou acessível a todo o vento da tentação.
 A minha vontade é tão móvel como o pó. Em que é então que me posso orgulhar?
 Que lição de humildade!
Porque é que o barro e a cinza se orgulham, pergunta o Sábio (Eclo 10, 8). 
Todos os homens, diz ainda, são apenas terra e cinza ( Eclo 17,27). 
Os povos, depois de um rápido brilho, são como um amontoado de cinza depois do incêndio, diz Isaías (33, 12).
A nossa vida desaparecerá como se extingue uma fagúlha, diz o Sábio, 
e o nosso corpo cairá feito em cinzas (Sab 2, 3).
Abraão dizia: «Ousarei falar a Deus, eu que não sou senão cinza e pó?» 
(Gen 18, 27).
No entanto, falou a Deus com humildade e confiança.
Tal deve ser o fruto desta cerimônia. Devo recordar-me, todos os dias,
do meu nada e da minha fragilidade. 
O sinal material apagar-se-á da minha fronte, 
mas o pensamento que exprime deve permanecer gravado na minha memória.
Sou apenas nada, no entanto irei ter com Deus, mas irei com humildade. 
Irei lamentando as minhas faltas, 
irei fazendo reparação e confissão pública pelos meus pecados e pelos dos meus irmãos.
Irei com a consciência da minha fraqueza,
mas mesmo assim confiante, porque Deus é bom, porque o Filho de Deus
 tomou um coração para me amar e partir este coração 
para deixar escorrer sobre a minha alma
 o perfume da sua misericórdia 
(Leão Dehon, OSP 3, p. 196).

Ação:
Repetir frequentemente e viver hoje a palavra:
«E este o tempo favorável é este o dia da salvação» (2 Cor 6. 2 )

Texto: (Dehonianos)