quinta-feira, 21 de junho de 2012

Criança birrenta


1. Preparar o “santuário interior”... A que me disponho neste momento? A encontrar-me com o Absoluto - a Trindade Santa: Pai, Filho e Espírito Santo. Peço ao Espírito Santo que conduza minha experiência de oração. Pacifico meu interior... Procuro silenciar meu coração e mente... Respiro lentamente algumas vezes.

2. Pedido da graça:
Perceber meu modo de agir, minhas atitudes; qual o referencial de minha vida, não me deixando enredar pelo inimigo disfarçado em anjo de luz.

3. Texto iluminativo: I Rs 21, 1 – 16;
Ler lentamente o texto , saboreando cada palavra ou versículo que mais tocou o coração , permanecendo nele enquanto encontrar alimento.

I. Postura de criança birrenta:
Direcione o olhar sobre a figura de Acaz, rei de Israel... Quando uma criança não consegue satisfazer seus caprichos, usa de artimanhas, faz birras a fim de conseguir o que deseja. Percebemos que este foi o comportamento de Acaz por não conseguir realizar o seu desejo de ganância, de grandeza, frustração diante de uma negativa...
Centrado em seu próprio “eu”, julga-se o “centro do universo”, busca capitalizar um bem estar excessivo, munir-se de bens e riquezas, satisfazer seus apetites terrenos, buscar segurança imediata, mas era de personalidade fraca.
Volta para casa de mau humor, aborrecido, irritado diante da resposta firme de Nabot. Deitou-se na cama, com o rosto voltado para a parede e não quis comer nada...
Triste maneira de proceder de um adulto... de chamar a atenção sobre si... Afinal, “ele é o rei de Israel”... Como ousa alguém recusar –lhe um pedido?
Diante da atitude de Acaz, que tal voltar meu olhar e dar um mergulho no meu interior e verificar o meu proceder, minhas atitudes, camufladas ou não... Perceber que muitas vezes, no meu agir, procedo de modo infantil, imaturo, como criança birrenta, e ainda julgando-me o tal ou a tal...


II. Trama de um coração perverso:

Agora, volte seu olhar para Jezabel, a mulher estrangeira, idólatra, prepotente, arrogante, astuciosa e poderosa. Começa a trama, zombando pelos brios de Acaz dizendo: - Bela figura de rei de Israel estás fazendo!... Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor, pois eu te darei a vinha de Nabot.
O inimigo do ser humano ataca a pessoa pelo seu lado mais fraco. A soberba se manifesta em três comportamentos fundamentais: o domínio, o vitimísmo e a mágoa.
A raiz de todo o pecado provêm do coração. Jezabel foi maquinando em seu ardiloso coração o modo de vingar-se, eliminando Nabot, a fim de apropriar-se da vinha satisfazendo os infantis e ambiciosos caprichos de Acaz.
O poder de vida ou morte está em suas mãos cruéis. Nabot não cedeu a vinha porque a tinha como um valor... Jezabel tem como (contra) valor - o poder.
Seu conceito de poder não tem limites moraes... A fim de obter o que deseja emprega meios injustos: cartas, calúnia, mentira, falsas testemunhas e por fim a morte de Nabot por apedrejamento.
Nossa vida é um dom que recebemos do amor de Deus para sermos felizes, fazendo os outros felizes com o que somos e com o que temos, uma vez que não somos donos das coisas e nem das pessoas, mas administradores dos bens que recebemos e que deixaremos no dia de nossa morte. Nossa riqueza está em sair de nós mesmos/as em favor dos outros, sempre por amor, ou seja, gratuitamente.
Acolha em seu coração as inspirações e apelos que o Senhor foi fazendo durante sua oração a respeito das atitudes dos dois personagens em foco. O que estas atitudes despertam em você? Converse com Jesus a respeito.

Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

sábado, 9 de junho de 2012

Você é único

O mestre da emoção nos deu lições inesquecíveis da aurora ao ocaso de sua vida, enquanto proferia belíssimos discursos até às suas reações ofegantes. Mostrou-nos que a vida é o maior espetáculo do mundo, obra prima do autor da existência! A vida é bela e inexplicável, mas vivê-la é uma arte. Ela nunca é uma reta, mas um caminho cheio de curvas e de obstáculos imprevisíveis. Quando você iniciou a grande corrida pela vida, foi o maior vencedor. Ganhou a medalha de ouro em todas as modalidades, conquistou o pódio. Naquela época, você era frágil, mas foi forte. Hoje, você é forte e inteligente, tem muito mais recursos para superar os obstáculos, mas se sente, às vezes, frágil. Você precisa descobrir que há uma força no seu espírito maior do que imagina. Quando as lágrimas que você nunca teve coragem de chorar escorrerem silenciosamente em sua face e você sentir que não tem mais força para continuar sua jornada, não se desespere! Pare! Faça uma pausa na sua vida! Tenha coragem de ser um pouco aprendiz. Retome alguns caminhos, abra novos atalhos e aprenda a mais básica e legítima lição do treinamento da emoção: recomeçar tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias. Nunca seja passivo em qualquer situação que estiver. Ambicione ser feliz! Sonhe em ser feliz, persista em ser feliz. Almeje ter uma vida tranqüila . Treine gerenciar seus pensamentos e dar um choque de lucidez na sua emoção. Que você nunca desista dos outros! Que lhes dê todas as chances necessárias. Que possa ajudá-los a corrigir as rotas de suas vidas, mas, se eles tiverem dificuldades para caminhar, não os condene, carregue-os em seus ombros por algum momento. Se eles não quiserem se ajudados, aprenda a controlar a sua ansiedade e poupar energia; respeite-os e espere até que eles peçam ajuda. Que você jamais desista da vida e nem se auto-abandone, mesmo se o mundo desabar sobre você e ninguém o compreender. Que dos momentos mais difíceis de sua vida você possa escrever os mais belos textos de sua história. Que você aprenda a erguer os seus olhos e enxergar continuamente o mistério, o encanto da existência, seja nas tormentas ou nos dias ensolarados, seja na solidão ou no conforto social, seja no anonimato ou nos dias de glória. Que você fique sempre atônito em saber que no começo da sua história suas chances de estar vivo eram próximas de zero, mas você agarrou todas as oportunidades para viver e por isso venceu a grande corrida pela vida. Que você possa se levantar todas as vezes que tropeçar e continuar sem recuar. Que você fique fascinado em descobrir que, segundo o pensamento do mestre da emoção, para o Autor da vida, Deus, você é um ser insubstituível, ímpar, exclusivo. Que vocês sejam grandes e inseparáveis amigos. Que entre vocês haja um memorial eterno, um relacionamento infindável escrito com lágrimas comoventes e alegrias exuberantes. Que você nunca se sinta mais um número na multidão. Que tenha plena convicção de que ninguém é maior ou menor do que você NESTA TERRA. Que jamais duvide de que, embora tenha diversos defeitos, dificuldades e momentos de insegurança, o universo não seria o mesmo sem você. Que você não tenha medo das longas noites que a vida lhe trará. Que possa aguardar sempre o amanhecer, pois o sol não deixa de brilhar para os amigos da paciência nem para os amantes da sabedoria. Meu desejo é que você honre solenemente o espetáculo da vida e que seus dias sejam felizes mesmo diante de todos os seus desertos.... Autor desconhecido

domingo, 13 de maio de 2012

Jonas e a pequena cabana

Preparar o “santuário interior”, o lugar de encontro com a Trindade Santa. Peça ao Espírito Santo que ilumine e conduza sua oração. Silencie sua mente e seu coração. Respire algumas vezes lentamente, acalme-se. Se quiser entre na cabana de Jonas para escutar o que o Senhor tem a lhe falar. Pedido da graça: - Que o Deus da vida me conceda a graça de perdoar e de acolher o perdão que me é oferecido. Composição de lugar: - Jonas sentado embaixo de uma mamoneira, na sua cabana, irado, criticando e questionando o procedimento de Deus em ralação ao povo de Nínive. Depois, mais irritado ainda ao ver morrer a plantinha que lhe fazia sombra. I – Texto: Jn 4, 1-11 – Antes fazer brevemente fazer memória dos três primeiros capítulos do livro de Jonas. • Foge da missão confiada por Deus... • Lançado ao mar é engolido por um grande peixe... • No ventre do peixe reflete e toma consciência de sua resistência, do seu agir. • É lançado na praia e põe-se a caminho da missão junto ao povo de Nínive. Ler atentamente o texto proposto deixando-se tocar por uma palavra ou frase que mais lhe falar ao coração, nela permanecendo enquanto tiver algo a saborear. II – A Pequena cabana: - Esta representa um processo de proteção. Ele deseja criar um ambiente que lhe seja propício, quer construir seu ninho na sombra e água fresca. Procura o seu próprio bem-estar. Jonas reza ao Senhor: “Se é assim, Senhor, tira minha vida, pois eu acho melhor morrer do que ficar vivo” (Jn 4, 3 ). O Senhor respondeu-lhe: “Está certo você ficar irritado desse jeito? Depois se irrita mais ainda com a morte da mamoneira... Jonas sabia que Deus é um Deus compassivo, clemente lento em cólera, cheio de amor, que volta atrás e perdoa. Quais as dificuldades que tenho em perdoar e acolher o perdão que me é oferecido? Peça Jesus que lhe ensine a dar o perdão à quem o prejudicou ou machucou, acreditando que nossa vocação é ser imagem e semelhança de Deus, que é amor e compaixão. III – Missão: Missão é um longo caminho para dentro do coração de Deus que toma conta completamente de nossa vida. É preciso sair de si para se tornar instrumento nas mãos de Deus. Missão é partir, caminhar.. (D. Helder). Jonas é para mi, para você, para nós todos, uma ocasião de nos interrogarmos sobre a nossa missão. Afinal de contas, quem sou eu? Para que e para quem vivo? Jonas não aceita o procedimento de Deus, se revolta, acha que é injusta sua atitude, e procura refugiar-se na cabana para não escutar mais a proposta de Deus e ver como vai ficar. O grande medo de Jonas é ser misericordioso como Deus é misericordioso; um deus que faz brilhar o seu sol sobre o ouro e sobre o lixo e que faz descer a chuva sobre os bons e sobre os maus. Nínive é o mundo inteiro tem necessidade de nossas mãos, tem necessidade de nossa inteligência, precisa do nosso coração para se tornar o “templo da divindade”. O livro de Jonas termina com uma pergunta para os leitores e leitoras de todos os tempos: • Tu tens pena da mamoneira, que não te custou trabalho... E eu, não terei pena de Nínive? • Qual é a sua, a nossa mamoneira? Converse com o Senhor... Escute o que ele tem a lhe dizer... O que espera de você... Acolha tudo em seu coração. Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se: • O que mais me tocou nesta oração? • Que sentimento predominou em mim? • Senti algum apelo, desejo, inspiração? • Tive alguma dificuldade ou resistência? Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração. Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Não enfrenteis o malvado



Texto: MT 5, 23 24.
“Se estiveres, pois para apresentar a tua oferta no altar, e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta aí diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; depois vem e faze a tua oferta”...

1. Exigência do Evangelho: -
Não se trata de justificar se tenho ou não razão, se estou certo ou errado... A exigência evangélica é radical... “Se teu irmão tem algo contra ti... deixa tua oferta diante do altar e vai fazer a reconciliação”.
Sem este gesto, o Senhor nos ensina que Ele não pode acolher-nos à sua mesa; que a Eucaristia nasce do amor com que Ele amou todos os seus que estavam no mundo e com o qual os ama até o fim (Jo 13, 1).

2. “Vai reconcialiar-te”... :
O Senhor não convida nenhuma das partes a evitar simplesmente as tensões e os conflitos, mas a defrontá-los e a superá-los no espírito de verdadeira reconciliação, já na sua ação criadora, Deus oferece um fundamento das diferenças e diversidades dos seres. A narrativa da criação insiste muito sobre esta obra divina que separa a luz das trevas, o dia da noite, o homem da mulher, os gêneros e as espécies. No vértice da escala dos seres criados e da sua diferença, Deus colocou o ser humano, único e irrepetível, criado “à sua imagem e semelhança”.

Nestas diferenças que são a nossa riqueza, situam-se nossos conflitos e tensões. Contudo, o ser humano serve-se de todas as diferenças de raça, cultura, educação, sexo e temperamento – para convertê-las em outras tantas formas de ódio, raiva, rancor, desamor, falta de perdão.

3. “Eu, porém vos digo: não enfrenteis o malvado!”
É fácil perceber o mal, “o malvado” distante de nós, no outro, , na sociedade no mundo... No entanto, o mal existe dentro de nós, no nosso coração... É daí que sai toda espécie de maldade.

Se por um lado temos nossas diferenças, por outro temos a grande variedade de “carismas”, isto é, de dons, que no dinamismo e na luz do Espírito Santo podem ser explorados construindo assim, a fraternidade, a comunhão e a paz...( I Cor, 12, 14 ).

Que tal partirmos para fazer a “diferença ”?
“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”...
Se você for afetado(a) por palavras, incompreensões, gestos, ou atitudes maldosas, agressivas, lembre-se das palavras de Jesus: “Não enfrenteis o malvado”. Não revide, não devolva na mesma moeda, não coloque mais lenha na fogueira... Faça silêncio... não se coloque à altura do que recebeu... O Pai que conhece a fundo o seu coração, dar-lhe-á a recompensa.
Autor desconhecido

domingo, 4 de março de 2012

A volta para a casa


Escolha um lugar tranqüilo onde você goste e se sinta bem. Imagine uma paisagem, por exemplo: o amanhecer, uma praia, um lago, um riacho, uma cascata, uma fonte, etc. Respire lenta e profundamente algumas vezes...
Imagine-se diante de você... analise-se... comece olhando seus cabelos... e sua fisionomia... o seu corpo.... ele possui uma linguagem própria, através da qual se comunica com o mundo.
Comece voltando-se para si mesmo, tornando-se presente a si mesmo.,, Santo Agostinho diz que o homem deve voltar a si para fazer de si próprio um degrau para chegar a Deus.
Quando o ser humano perde a visão do seu corpo como território sagrado, onde habita Deus, passa a destruí-lo, pelo vicio, pelo pecado.
A oração é o melhor meio para conhecermos nosso corpo em sua totalidade. A oração é encontrar-se... para, em seguida, ir em direção a Deus.
Na oração o Senhor nos dá luzes para conhecermos a nós mesmos, a nossa verdade, e confrontá-la com a Verdade Absoluta. Sob esta visão a oração é fonte de cura espiritual, emocional e conseqüentemente física.

Agora volte para dentro de si mesmo. Tome consciência de onde está neste momento... qual a sua postura... em que está pensando... que sentimentos tem... que sensações....
Não deixe surgir um só pensamento sem que o registre na consciência... ou qualquer emoção por mais trivial que pareça...
Quantas sensações – óbvias ou menos perceptíveis, fracas ou fortes, sutis ou grosseiras – quantas delas consegue registra quando perscruta a superfície do seu corpo dos pés até a cabeça?
Tome consciência, agora, dos sons ao seu redor... procure dar-se conta de que a sua audição está em plena atividade... que o “eu” está escutando.
Agora faça o mesmo com a respiração.... depois com todos os outros sentidos.
Não são necessários pensamentos, ou simplesmente, em plena lucidez, tome consciência da audição do seu “Eu”... da atividade respiratória do seu ”Eu”... da capacidade auditiva do seu “Eu”... e, então, estará voltando para casa, voltando-se para si mesmo e o seu “Eu” ficará em silêncio e você então, sentirá Deus dentro de você.
( Inspirado no Livro: “As fontes da vida” Anthony de Mello, SJ)
Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O dinamismo da vida


Prepare a sua “tenda”, o lugar do encontro com o Senhor. Escolha um lugar na praia e aí arme sua tenda. Com o olhar da imaginação, contemple a grande extensão da praia, a cor da areia, a variedade de conchinhas aqui e ali, o mar com suas ondas e movimentos... o céu claro, azul...o sol lançando seus raios luminosos nas águas... Um bando de gaivotas alvoroçadas buscando o seu café matinal. Quanta paz!.. Invoque o Espírito Santo para que Ele reze em você, ilumine e conduza sua experiência de oração...
.Concentre-se em sua respiração por momentos, torne-se consciente do ar que entra e sai de você, purificando, renovando e gerando mais vida...

Graça a pedir: - Conhecimento interno de Jesus para mais amá-lo e segui-lo.

1. Imagine-se por alguns instantes, andando na praia com Jesus... ele lhe fala do Reino comparado a alguns símbolos... Um tesouro escondido no campo, um comerciante de pérolas, uma porção de fermento... Jesus falou muito em parábolas. Os discípulos perguntaram a Jesus: ”Por que motivos lhes fala em parábolas”? A parábola deixa em aberto a resposta “para”... dá una abertura de saída e não limita em um círculo, em um quadrado, em um triângulo... Mas dá uma abertura, para uma saída. A imagem contém um sinal escondido a ser descoberto, ultrapassado. Contém um ponto de apoio, um núcleo, um ponto de referência: - a própria vida. E a vida está sempre em aberto nunca fechada.
• Procure situar aqueles pontos que você acha que estão impedindo a abertura de uma saída em sua vida.
• Entregue-se ao Senhor, na confiança, convicção e certeza de que sua vida é valiosa e que Ele espera que você seja uma parábola, reveladora do seu mistério.
“ O Reino de Deus está dentro de vós” Lc 17, 21 e por isso, Cristo desejava revelá-lo. O Reino é realizado em nossas vidas.
Como a terra da parábola, nosso coração está dividido, lutando para ser bom e acolher a semente da palavra. Possuímos joio e trigo, e na paciência é preciso deixá-los crescer. É a nossa condição de seres humanos, de pessoas que têm coração. Nossa vida cresce, desenvolve-se, amadurece... assim a vida do reino em nós tem uma dimensão interior profunda.

2. Jesus contou outra parábola:” O reino dos céus é também semelhante a um tesouro e ainda a um negociante de pérolas... MT 13, 44 – 45.

Será que temos em nossa vida a experiência de possuir um tesouro?
Que é um tesouro? Não é aquilo de maior valor, maior expressão para nós? Não é o tamanho, a cor, o feitio, mas a sua qualidade. Sabemos o valor de seu preço. Por ele empenhamos qualquer fortuna. Só queremos possuir o tesouro. Foi bem isso que Jesus comparou o reino dos céus, a um grande tesouro. “Vendeu tudo e comprou e comprou o campo”... A mesma coisa acontece com o comerciante de pérolas... Vende tudo o que possui para comprar a pérola...

3. O reino dos céus não é quantidade: um tesouro, uma pérola.
O Reino dos céus e qualidade, é valor. O Reino dos céus é um tesouro. O reino dos céus é, uma presença, “porque onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração.. (MT 6, 21 ).
• Que tipo de tesouro tenho nas mãos?
• Minha vida está sendo construída a partir do tesouro ou a partir de bijuterias de pouco preço?

Em nossa vida procuramos descobrir o tesouro, e também o Reino. Quem possuir o tesouro e a pérola, caminha com esta riqueza, deixando tudo o mais para trás. Tudo é tão relativo, quando se tem o maior.

Para quem descobriu o “tesouro” tudo o mais é relativo, passa a ser pequeno. Um novo caminho se abre: a busca do essencial..

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos, as marcas que o Senhor foi deixando em sua passagem durante esta sua experiência de oração.
Reze um Pai-Nosso, a Ave-Maria e Glória ao Pai ou Alma de Cristo... Renove sua fidelidade a Jesus. Registre no seu caderno-Vida o que foi mais importante na sua oração e que Jesus deixou ao caminhar com você.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ser humano é se aceitar terra



Preparar o “espaço sagrado” para o seu encontro com a Trindade Santa. Aquiete seu coração e mente, procure desligar-se de seus afazeres. Respire lenta e profundamente algumas vezes. Invoque o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza sua experiência de oração.
Graça a pedir: - Olhar para si mesmo/a, retornar à própria terra através da escuta dos animais interiores para uma maior abertura para o Absoluto.
Composição de lugar: - Pela imaginação acompanhar ainda Jonas no ventre do grande peixe, refletindo, alargando seus limites, abrindo seu coração para acolher a luz de Deus. (Jn 2, 1 – 11).

I. Ser humano é se aceitar terra:
A palavra “húmus” quer dizer terra. Uma pessoa humilde é uma pessoa que se aceita como terra, como argila. Ser humano é se aceitar terra. Os “ninivitas”, na riqueza do seu espírito, de suas convicções, talvez tivessem se esquecido de que eram “terra”, de que eram pó. Converter-se é voltar-se para a terra.
A conversão não é, simplesmente, voltar-se para Deus; o texto de Jonas vem comprovar, mas voltar-se para a terra, retornar aos limites. Ir a Deus não significa sair de seus limites, mas abrir, alargar seus horizontes. Para ver a luz de um quarto nem sempre é necessário sair dele, basta abrir a janela.
Os ninivitas voltam-se para a terra, retornam ao essencial, aceitam seus limites. E é do fundo de seus limites que invocam a Deus. É no mais profundo de sua humanidade que eles reencontram o seu Criador.
Para ir a Deus não é necessário tornar-se menos humano, pelo contrário, é preciso tornar-se mais humano. Retornar à nossa humanidade, à nossa natureza, à nossa natureza terrestre, animal, é também nos aproximarmos de Deus.
É deixar a presença do Espírito descer até o templo do nosso corpo, ao templo do nosso espírito, ao templo de nossa humanidade.
Nínive se arrepende. Retorna à sua verdadeira natureza através do jejum, através da nudez, através do retorno à terra, através da escuta dos “animais” interiores e através da prece. Prece que outra coisa não é se não uma abertura para o SER Absoluto.

II. Abertura para o Absoluto:
Prece que é uma escuta deste lugar em nós mesmos de “onde venho e para onde volto”. Com este olhar sobre si mesmo/a não se é mais importuno para os outros.
O que é pedido à Nínive, não é a prática do amor, mas é primeiramente parar de importunar os outros.
Jonas é uma pessoa muito humana; vimos como diante da missão fugiu. Vimos como ele quer ficar deitado, como prefere o sono, mais dormir do que saber, mais dormir do que se conhecer.
Esta recusa de se conhecer a si mesmo, de aderir a este movimento de mais vida em nós provoca redemoinhos no exterior.

III. Convite a olhar de frente as sombras:
Chega-se a um ponto em que não se pode mais fugir, não se pode mais mentir, nem contar estórias. Somos obrigados a sermos autênticos. Não podemos mais fugir. O mergulho interior como fez Jonas, é um convite para em nosso mergulho interior, tomar consciência de nossas sombras e limites, do nosso ser terra, amá-lo, olhá-lo de frente e dar-lhe novos rumos. Através do mergulho interior, Jonas reencontrou o seu centro; encontrou no coração o seu “Eu”... a presença do Criador.
“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”
Converse com Jesus, a respeito de suas sombras, de seus limites, de seus medos; que ele ilumine, conduza, mostre onde e como começar... Ele quer que você tenha mais vida.
Terminada a oração, reveja brevemente como se saiu nela, perguntando-se:
• O que mais me tocou nesta oração?
• Que sentimento predominou em mim?
• Senti algum apelo, desejo, inspiração?
• Tive alguma dificuldade ou resistência?

Agradeça ao Senhor as iluminações e toques recebidos e percebidos durante esta sua experiência de oração, renove sua fidelidade a Jesus. Reze um Pai-Nosso ou outra oração que você goste; registre no seu caderno-vida aquilo que ficou mais forte em seu coração.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ