segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O que Deus me pede




O que Deus me pede

Entregar no dia-a-dia
seu ser pecador
nos braços ternos do Deus Trindade
que me acompanha,
acolhe,
 perdoa e guia. 
Quero me deixar conduzir pelo seu amor
desde o sol nascer
até o dia declinar. 
Desejo que cada passo meu seja dado
no seguimento de Jesus,
peregrinando sempre com o peregrino Jesus.
Quem sou eu para você?
Eis a tua pergunta em cada etapa da vida.
Qual o sentido da cruz?
Símbolo do amor sem limites!
Amor que não foge,
não desanima,
 não pára
nem se deixa vencer. 
Amor que dá a vida,
amor comunhão,
presença amiga que faz vencer a tristeza,
enfrentar a injustiça
e transfigurar a morte...
Acredita em mim!
Segue-me!


Manuel Eduardo Iglesias, SJ

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cantar o louvor pela misericórdia



Cantar o louvor pela Misericórdia

1. Prepare o seu coração para o encontro com a Trindade... Procure um lugar tranqüilo. Aquiete... Sua mente... Sua vontade... Seu coração... Respire lenta e profundamente algumas vezes. Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine e conduza este momento de oração.
2. Pedido da graça: - Luz para reconhecer as marcas da ternura e amor de Deus ao longo da minha história, mesmo
Quando não fui fiel à sua aliança comigo.
3. Textos iluminativos:
·        Mc 10, 45-52 – Que queres que te faça?
·        Salmo 102 (103 - “ ... não esqueças nenhum de seus favores”.
O caminho é longo, fatigante. É próprio do caminheiro cair, ferir-se. O que importa é não permanecer sob o peso de nossos pecados... é preciso levantar-se e continuar o caminho até chegar à meta.
O ser humano está sujeito a quedas, a rupturas, a quebras, a buscas  em  outras  fontes  que  não  vivificam  a  Aliança, mas, pelo contrário, afastam–no  dela.
O Deus que se nos revela é a misericórdia que assume a nossa miséria. Alguém que é capaz de entrar no coração de uma pessoa que precisa de cura, que está em situação difícil e precisa de ajuda. 
O próprio Deus se comove com a miséria humana e vem ao encontro de pessoa, quando esta rompe a Aliança com Ele, para resgatar, dentro de seu coração, o selo do amor rasurado, borrado, sujo ou rasgado. Ele abre seus braços e espera a pessoa, para acolhê-la e banhá-la no manancial do seu amor: “Derramarei sobre vocês uma água pura, e vocês ficarão purificados  ( Ez 36, 25 – 27 ).
         O nosso coração necessita dialogar com Deus, superar o materialismo que nos escraviza e revestir-nos do amor que não tem fim.
O cego Bartimeu não ia nem para frente e nem para trás. Estava à margem. A passagem de Jesus foi alguma coisa na vida do cego. O encontro foi libertador. Ele lança fora a capa, levantando-se de um salto, vai para o Cristo.
 – Que queres que eu te faça ? – Senhor, que eu veja ! Eu quero o teu espírito. A presença de Jesus se tornava uma exigência de libertação para o cego. Por isso, nada mais o conteve: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!”
         Deus não me ama porque  sou “cheio/a de graça”, mas me ama para que eu o seja. Posso mudar. Ficar mudada/o porquê Deus me encontrou, me interpelou, porque o seu grande AMOR me modificou.
Com um coração agradecido, trace a linha histórica de sua vida. Procure identificar e contemplar o toque do AMOR DE DEUS.  Reconhecer nos anos de vida já passados, as marcas do AMOR de DEUS deixadas como rastros na areia de sua história.

Que o Senhor, ilumine nosso coração e mente e nos dê coragem de dar um mergulho de qualidade em nosso interior. .Ao ouvir a voz de Jesus: “Venha”!  Aproxime-se e deixe-se curar por Ele. Deixe-se tocar por Ele, por seu olhar, para poder ouvir a voz de Jesus que lhe diz: - Que queres que eu te faça ?

         E, ... o cego foi seguindo Jesus pelo caminho. Entrou agora em uma nova dimensão do Cristo: - Jesus, o Bom Pastor.

Fazer memória da oração:
· O que mais me tocou nesta oração?
· Que sentimento predominou em mim?
· Senti algum apelo, desejo, inspiração?
· Tive alguma dificuldade ou resistência?

      . Agradeça as marcas que o Senhor foi deixando em seu coração, louve, suplique, fale de sua vida... Reze um Pai-Nosso, Ave-Maria. Glória ao Pai ou Alma de Cristo. Renove sua fidelidade ao Senhor. Anote, brevemente, no seu caderno-Vida o que foi mais importante na sua oração.

        Teresa Cristina Potrick

domingo, 31 de agosto de 2014



É preciso amar e perdoar em plenitude!

Perdoar a quem te feriu é um escândalo ou motivo de chacota para muita gente, pois, aos olhos humanos, parece injustiça e fraqueza. Muito se fala em perdão, mas pouco se vive o perdão.
O perdão é sempre louvável quando acontece com os outros: o Papa João Paulo II perdoou o atirador, que lindo! O pai perdoou o assassino da filha, que lindo! Mas quando é com você a coisa é diferente:
Ah comigo não tem perdão; nunca mais quero ver aquele que me magoou; nunca mais chegará perto da minha casa ou da minha família; comigo é assim: se me trata bem eu trato bem, mas se me trata mal eu odeio.
E assim a pessoa torna-se cada vez mais escrava de suas próprias promessas, afinal como alguém que jurou publicamente que jamais perdoaria irá se “rebaixar”?
Contudo, passa cada vez mais a querer justificar a sua atitude de não perdoar: fui muito ofendida(o) e magoada(o). Supervaloriza a situação ao máximo: aumenta, distorce e mente, sempre com o intuito de conseguir a aprovação dos outros para aquela atitude errada. O pior é que essas pessoas sempre vão ao encontro de pessoas, que assim como elas, cultivam a falta de perdão e o rancor, pois na verdade elas não querem uma opinião verdadeira que as façam refletir, elas precisam ser aceitas, precisam da auto-afirmação de que estão certas, mesmo que isso seja mentira.
Se alguém diz algo contrário, elas simplesmente criticam ou se afastam da pessoa, porque não querem ouvir a verdade, preferem o que é mais agradável e sempre é mais agradável, humanamente falando, ouvir que estamos certos.
Essa é a primeira diferença de quem perdoa e de quem não perdoa. Quem perdoa está preocupado em agradar a Deus, quem não perdoa está preocupada em agradar a si mesmo e aos outros.
Outra diferença não é a situação vivida, nenhuma situação é igual a outra e nenhuma pessoa é igual a outra, a diferença fundamental é o amor! E ninguém é capaz de dar aquilo que não se tem. Só é capaz de amar quem está repleto de amor! Só é capaz de perdoar quem está repleto de perdão! Quem está repleto de amor, perdoa e quem está repleto de perdão, ama. Amor e Perdão andam juntos. Amor e Perdão não são como o óleo e o vinagre que não se misturam, o Amor e o Perdão se fundem. Quem acha que é capaz de amar sem perdoar ou de perdoar sem amar engana-se a si mesmo.
O Papa João Paulo II, o pai e tantos outros só foram capazes de perdoar porque estavam repletos de Deus e de amor, pois Deus é amor!(cf I Jo 4, 16) Perdoaram porque tinham o desejo sincero de seguir os passos de Cristo: 
“Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. ( Jo 15, 12)
Só quem vive do amor de Deus fonte de perdão e paz é capaz de perceber que perdoar é escolher não pagar na mesma moeda; é desejar o bem; é orar àquele que te feriu. O próprio Jesus nos ensinou isso: “Ora, eu vos digo: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem”. (Mt 5,44)
Oração: 
Senhor, ensina-me a amar e perdoar;
Senhor, ensina-me a ser humilde;
Senhor, ensina-me a renunciar;
Senhor, ensina-me a seguir os teus passos com fidelidade.
Sim, Senhor, eu quero viver minha vida conforme a tua palavra;
Sim, Senhor, eu quero optar infinitamente pelo perdão e pelo amor;
Sim, Senhor, eu escolho a vida e não a morte.
Vem em meu auxílio, Senhor, pois sou fraco e pecador;
Tu és minha força, em ti desfaleço o meu viver;
Guia-me, Senhor, conforme a tua vontade. Amém!
Autor desconhecido



Deus é Pai

Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho,
quando a tarde engolia aos poucos
as cores do dia e despejava sobre a terra
os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se
perto do fogão de lenha da minha casa.

Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
e buscou um copo de água no pote de barro
que ficava num lugar de sombra constante.

Ele tinha feições de homem feliz, realizado
parecia imerso na alegria que é própria
de quem cumpriu a sina do dia e que agora
recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.

Eu o olhava e pensava:
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
em que tenho direito de  ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
puxar a caneta do seu bolso
e pedir que ele desenhasse um relógio
bem bonito no meu braço...

Mas aquele homem não era Deus,
aquele homem era meu pai.
E foi assim que eu descobri
que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
revela-me Deus
com seu
jeito infinito de ser homem.

Pe. Fábio de Melo


quarta-feira, 30 de julho de 2014


A Criação e o discernimento


O discernimento está na origem do homem, do ser humano. Deus querendo parceiros de amor e não marionetes ou robôs manipuláveis devia dotar o homem de liberdade. “Deus quer deixar ao homem o poder de discernir” (Eclo 15, 14), para que assim procure espontaneamente o seu Criador, a ele adira livremente e chegue à perfeição plena e feliz.
“Desde o princípio, Deus criou o homem e o entregou ao poder de suas próprias decisões”
(Eclo 15, 14).
O “livre-arbítrio” não é tanto o poder de escolher entre um vestido e outro, entre uma atividade e outra. Tudo isto  é superficial; na sua radicalidade o livre-arbítrio é o poder de escolher entre amar ou não amar; entre a vida ou morte; entre a bênção ou a maldição.
Deus quer a nossa felicidade e sabe que só a encontramos no caminho do amor. Indica-nos o caminho, mas nos deixa livres de trilhá-lo. Ele  nos criou por amor e para o amor. Se livremente respondermos ao seu amor, seremos plenamente realizados/as e felizes.
Santo Inácio foi uma pessoa de grandes desejos. Quando jovem, desejava fama, sucesso e até mesmo o amor de uma mulher nobre. Depois da conversão, seu grande desejo era estar com Cristo e fazer tudo para a Maior Glória de Deus.
Santo Inácio matriculou-se na escola de Deus, deixou-se conduzir por ele e tornou-se o “grande mestre do discernimento”. O Deus de Jesus Cristo é o único que nos dá horizontes para classificar nossas “moções”.
O discernimento é o núcleo central da espiritualidade inaciana. Para sermos fiéis à vontade de Deus é necessário uma constante atitude de discernimento... O que é discernimento?
“Discernimento é a ousadia de deixar-se conduzir pelo Espírito. É perceber, distinguir a voz de Deus no meio de um coro de vozes”. É estar muito atento/a às vozes interiores e exteriores que nos cercam e sobretudo às vozes que gritam no nosso interior. Dentro de nós estão presentes duas forças que se digladiam, duas correntes contrárias.
O discernimento desvela para mim o papel do Bom Espírito (BE), o comportamento do Mau Espírito (ME) e a  minha própria liberdade. Os espíritos (BE e ME), contudo, se manifestam  em forças ou impulsos -  de um lado e em expressões ou veículos – de outro. Denominamos esses impulsos, iluminações, cliques, “moções” quando nos vêm do BE  e “artifícios “ ou “tretas”  quando nos vêm do ME. A palavra ”moção” vem do latim ”movere” que significa mover. As moções que vêm do BE me levam para Deus e ao  seu Reino. As moções do BE me levam a fazer o bem, vêm da ação da graça. Contrariamente, tudo o que me afasta de Deus e do seu Reino vêm do ME, mau espírito, é denominado “artifício” ou “treta”; são armadilhas, tentações, que me levam a fazer o mal, portanto me afastam de Deus.
As “moções espirituais” vêm ao meu coração, à minha mente, independente do meu querer, vêm de fora.
Os impulsos se exprimem em dois estados básicos: a consolação e a desolação. Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio nos ensinam que discernir supõe, num primeiro momento, prestar atenção e saber “dizer” qual é o meu estado espiritual. O que estou sentindo? ( Não o que estou pensando...) consolação ou desolação...
Consolação : - Há consolação quando se experimentam os movimentos interiores por meio dos quais nos sentimos plenos de amor pelo Senhor, quando temos desejos fortes e lágrimas pelas coisas de Deus ou dirigidas para a construção do Reino. Todo o aumento de fé, de esperança e de amor é consolação, o mesmo ocorrendo com toda a alegria interior.
Desolação – Há desolação quando ocorre o contrário: obscuridade, perturbação, inclinação para as coisas do espírito deste mundo... Inquietação... Movimentos de desconfiança e de perda de esperança; sensação de fraqueza e de tristeza; sentimentos de separação de Deus.
Duas perguntas podem ajudar no discernimento:
- O que experimento ( o que estou sentindo?)  A chave de leitura não é o pensamento e sim o sentimento.
-  Aonde isto me leva?
   Me leva para Deus ou me afasta?
O discernimento torna a pessoa livre interiormente... não se aprisiona à sua realização pessoal.
·         Qual é o referencial de minha vida?
·         Gosto ou não gosto? Isto não me realiza...
É importante o conhecer-se interiormente... Quais são as minhas feridas, o
 “ meu sentir ferido”... O processo de “libertação interior” é muito lento... Os condicionamentos estão ligados às moções, desolações e apegos... Fácil é perceber as moções; o difícil é perceber os artifícios, os impulsos do mau espírito ( ME).
         A realização pessoal no discernimento é conseqüência... Muitas vezes apela-se tanto para a realização pessoal e isto faz com que se passe à margem do Plano de Deus. Não sei se o chamado de Deus leva à realização pessoal? Leva sim, mas em outro nível. Na vida espiritual é muito importante  saber distinguir claramente o que é um
”estado espiritual” em contraste com um estado fisiológico ( a dor, por exemplo) ou  psíquico( depressão, ansiedade, etc).
 
 Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

Orvalho da alegria



                
Orvalho da alegria
Quando você estiver triste e nada mais restar em seu coração
Me dê a mão e vamos caminhar.
Um jardim especial eu vou lhe mostrar,
Caminhe comigo, erga a fronte,
Levante a cabeça,
Verá o horizonte,
A vida é bela,
Não se esqueça!
Se os pés doem, as pedras machucam,
Troque os sapatos,
Os fortes não desistem,
Buscam alternativas,
Sempre lutam!
Caminhe comigo, respire fundo,
Sinta o cheirinho bom do mato,
Confie no mundo!
Venha, você é meu amigo!
A amizade encoraja!
Amigo querido!
A caminhada é longa,
Mas você não está sozinho,
O jardim será seu refúgio,
Seu abrigo...
Venha comigo!

Autor desconhecido