quarta-feira, 30 de julho de 2014

Orvalho da alegria



                
Orvalho da alegria
Quando você estiver triste e nada mais restar em seu coração
Me dê a mão e vamos caminhar.
Um jardim especial eu vou lhe mostrar,
Caminhe comigo, erga a fronte,
Levante a cabeça,
Verá o horizonte,
A vida é bela,
Não se esqueça!
Se os pés doem, as pedras machucam,
Troque os sapatos,
Os fortes não desistem,
Buscam alternativas,
Sempre lutam!
Caminhe comigo, respire fundo,
Sinta o cheirinho bom do mato,
Confie no mundo!
Venha, você é meu amigo!
A amizade encoraja!
Amigo querido!
A caminhada é longa,
Mas você não está sozinho,
O jardim será seu refúgio,
Seu abrigo...
Venha comigo!

Autor desconhecido

segunda-feira, 30 de junho de 2014


Essencial


" Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. 
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, 
mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. 
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. 
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte. 
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. 
Já não tenho tempo para conversas intermináveis
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias
que nem fazem parte da minha. 
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que,
apesar da idade cronológica, são imaturas. 
Detesto fazer acareação de desafetos
que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral
do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, 
quero a essência, minha alma tem pressa... 
Sem muitas jabuticabas na bacia,
quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, 
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, 
defende a dignidade dos marginalizados, e
deseja tão somente andar ao lado de Deus. 
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes,
nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena.
Basta o essencial!" 

Rubens Alves



quinta-feira, 26 de junho de 2014

Oração do século XXI



Oração do século XXI



Senhor, faz de mim um meio da tua comunicação,
- Onde tantos lançam bombas de destruição,
que eu leve a palavra de união.
- Onde tantos procuram ser servidos,
que eu leve a alegria de servir.
- Onde tantos fecham a mão para atacar,
que eu abra o coração para acolher.
- Onde tantos adoram a máquina,
que eu saiba humanizar a pessoa.
- Onde tantos endeusam a técnica,
que eu leve o sentido de viver.
- Onde tantos me pedem um peixe,
que eu saiba ensinar a pescar.
- Onde tantos me pedem pão,
que eu saiba ensinar a plantar.
- Onde tantos estão sempre distantes,
que eu seja alguém sempre presente.
- Onde tantos só vivem a matéria que passa,
que eu viva o espírito que fica.
- Onde tantos sofrem a solidão na multidão,
que eu leve o encontro com alguém.
- Onde tantos olham só para a terra,
que eu saiba olhar para o céu.
- Onde tantos se prendem a pequenas coisas,
que eu saiba apontar coisas maiores. 
Autor desconhecido

domingo, 11 de maio de 2014

O Senhor é meu Pastor


O Senhor é meu Pastor

O Senhor é meu pastor;
em cada momento nada me fala.

Em verdíssimas pastagens me convida a repousar
em plácidas nascentes sacia a minha sede.

Ele é força para a minha alma;
em caminhos planos e retos me conduz
porque ele é fiel ao seu santo nome.

Seguindo os seus passos
sinto-me seguro.

Embora eu caminhe em vale tenebroso,
de nada terei medo,
porque junto a mim tu estás!

Teu bastão e teu cajado me deixam bem tranqüilo.

Uma mesa bem farta para mim tu preparas,
bem debaixo dos olhos dos teus inimigos.

Com o teu óleo perfumas a minha cabeça
e meu corpo transborda de alegria e me embriaga.
Felicidade e amor são meus companheiros;
até que não termine a minha vida
eu permanecerei na casa do meu Deus,
todos os dias que ele me concede.

Ninguém pode atravessar sozinho o deserto da vida. Muitos vales tenebrosos e inimigos esperam nas encruzilhadas para nos derrotar. Caminhemos com passo certo, sempre rumo ao encontro do Senhor, que sempre caminha na nossa frente!...


(Do livro: “Eu te amo: Não tenhas medo” – Frei Patrício Sciadini, O.C.D.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Fica comigo



Fica comigo, ó Virgem Maria

Fica comigo, ó Virgem Maria,
quando o medo visita a minha casa,
quando o cansaço paira sobre o meu débil corpo,
quando o coração não sabe pronunciar
uma palavra de amor
e parece fonte seca
e terra árida donde
não brota sinal de vida;
quando a inteligência se revolta diante do mistério,
 não querendo aceitar
o que não compreende;
quando falar de Deus, rezar, amar,
perdoar, ser disponível
são verbos que repugnam
a minha sensibilidade
agitada pelo mal;
quando a tempestade da indecisão
tomar conta de mim;
quando... quando... quando...
quando quero deixar o lugar
que Deus me confiou
para ficar no lugar revestido do meu “eu”
e despido do nosso Deus.
Fica comigo, ó Virgem do Amor!

Do Livro: ( Eu te amo: Não tenhas medo
-  Frei Patrício Sciadini, O.C.D. )





quarta-feira, 9 de abril de 2014

São José, pai de família


São José, pai de família

           
       São José é muitas vezes representando como um homem idoso; isto, certamente porque se desejasse que fosse um ancião cheio de bondade e de santidade, um ancião
que inspirasse muita simpatia.
Outros imaginam que José seria mais guardião e protetor de Maria do que esposo; um patriarca velho e com cãs e barbas brancas, segurando o menino Jesus num braço e o ramo de lírio no outro, para simbolizar sua castidade.
         Podemos também recusar a  idéia de dar um verdadeiro pai a Jesus , como se a criança não pudesse crescer e se desenvolver senão ao contato com a sabedoria de ancião...
         Os evangelhos nada falam a respeito de idade, podemos admitir que José  ao unir sua vida à Maria, tinha a idade de outros jovens que se comprometiam com o noivado.
         José possuía sobretudo a juventude da alma; possuía uma personalidade jovem. Foi um homem de firmes resoluções e valentes determinações. Representava para Maria todo o apoio e segurança que uma mulher pede e necessita de seu esposo.
         Foi um homem de caráter que, quando sua família corria perigo, não titubeou um momento de despertá-la à meia noite para levá-la a um pais desconhecido, de idioma e cultura diferentes. Nada o detinha quando descobria o plano de Deus
         José corre o risco da maledicência ao assumir Maria, sua noiva, já grávida pelo Espírito Santo. Tem a coragem de ser alternativo e leva-a para sua casa (cf Mt 1, 24).
Assume as funções próprias de pai que presta assistência no nascimento, que toma a iniciativa de fugir para o Egito e escolhe o momento de voltar; que junto com a esposa faz o que todo o pai-educador fazia  com referência aos deveres religiosos; que se preocupa com a perda do filho. Todas essas coisas têm a ver com um pai, engajado seriamente em sua missão familiar do que com um simples protetor e um zeloso provedor.
Com referência às barbas e cãs brancas e à sua idade: os evangelhos, não dão nenhuma pista que possa sugerir a idade de José.
Os evangelhos não relutam em chamar José esposo de Maria e Maria esposa de José. O filho de Maria torna-se também filho de José. Por isso, os evangelhos o reconhecem como o filho de José, o carpinteiro de quem aprendeu a profissão, pois o chamavam também de carpinteiro.
Eles formavam uma família constituída que está toda presente e unida por ocasião do nascimento de Jesus; que conheceu os medos de uma perseguição mortal por parte de Herodes, que queria sacrificar os meninos da região de Belém, onde nasceu Jesus; que passaram juntos pelas agruras de uma fuga apressada para o Egito; que depois voltaram de lá e foram se esconder em Nazaré, porque Arquelau, filho de Herodes, que reinava na Judéia e era tão sanguinário como o pai e poderia querer ainda matar o menino Jesus.
Nesta pequena vila, como todos os pais piedosos, fazem, também eles  os ritos da purificação, da circuncisão e da apresentação no Templo, iniciam o filho nas festas sagradas e, juntos, se afligem quando o Menino de 12 anos em lugar de voltar a Nazaré se detém no Templo entre os doutores.
Pensando nos elementos todos que perfazem uma vida a dois, especialmente o mútuo compromisso e a responsabilidade compartilhada, Maria e José formam uma autêntica família.
Nas famílias judaicas, a autoridade do pai era marcante. O próprio Deus atribuiu a José a autoridade no seu lar.
A humildade de José o levava a exercer a autoridade com grande delicadeza e bondade. José tinha profundo respeito à sua esposa e ao mesmo tempo pela personalidade em formação de Jesus. Nas decisões a serem tomadas, sua primeira preocupação era: levar em conta sua maneira ver.
José exercia sua autoridade como expressão de amor que unia sua pequena comunidade. Longe de exercer o poder da autoridade de maneira além dos limites, de modo imperativo, tirânico... o que é um perigo  deixar-se levar pelo amor-próprio, que deseja submeter os outros; a sede de dominação é um instinto que trabalha vivamente no ser humano.
Por esta razão todo o chefe precisa estar atento, vigilante, e não querer agir  a não ser por amor, a atitude de representante de Deus. Assim que José agia. Tinha consciência de sua missão como representante do Pai Celeste, e nada mais que isto.
José por seu grande amor é modelo dos pais de família. Que ele faça também compreender a todos aqueles que receberam de Deus  a missão de exercer a autoridade, que o façam no sentido verdadeiro deste dom,  exercendo com responsabilidade firme, mas plena de bondade e grande humildade.
          Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

quinta-feira, 13 de março de 2014

Deslocamento dos "falsos senhores"


Deslocamento dos “ falsos senhores”

Mais uma vez é Quaresma e mais uma vez ressoa em nós o forte apelo à conversão. É um tempo forte de reconstrução de novas relações: consigo mesmo, com os outros, com a criação e com o Criador.

Quaresma é um tempo para dar um mergulho em  nossas raízes – Deus. É um tempo de deixar-nos olhar por Deus para com ele aprendermos a olhar cada pessoa com os olhos misericordiosos do Pai.
Orar é mergulhar e desejar ser visto por Ele  até o mais profundo do nosso ser.
A verdadeira oração começará no dia em que descobrimos esse olhar de amor, mas é necessário que Deus ilumine os olhos do nosso coração. Só assim começará um deslocamento dos “falsos senhores” que habitam o nosso coração, deixando espaço interior para a presença e ação do “verdadeiro Senhor”.

Muitas vezes, queremos ser como Deus, e vigiamos receosos para ficarmos com a nossa grandeza e prepotência. Quem experimenta Deus dentro de si, esse não precisa agarrar-se a si mesmo. Vai aos poucos fazendo o êxodo de seu centro, alargando os horizontes.

Quem é capaz de olhar o próprio interior, sensibiliza-se para olhar de modo diferente a realidade que o cerca. Com o olhar podemos transformar uma pessoa destruí-la ou reconstruí-la, aniquilá-la ou fazê-la renascer, restituí-la a si mesma e ao futuro ou afundá-la no seu passado.
O lema da Campanha da Fraternidade deste ano é:
          “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1 ).
            A verdade que nos liberta é a realidade divina.  Muitos fogem de si mesmos a vida inteira; isto, porque têm medo da própria verdade, fizeram-se escravos da própria atividade. Somente nos tornaremos livres se enfrentarmos a nossa própria verdade... Naturalmente, isso é doloroso no início... é preciso de uma boa dose de fé e da graça de Deus.

Reconhecer tantas coisas que reprimimos ao longo dos anos, onde fechamos os olhos porque a realidade não é como gostaríamos. Somente poderemos enfrentar a própria verdade sem medo, se acreditamos que tudo o que há em nós está envolto no amor de Deus.

Um bom aprendizado é o “Lava-pés”... Em sua encarnação e em seu morrer na Cruz, Jesus se inclina até o pó dessa terra, até os pés, até nosso ponto vulnerável, até as áreas desprotegidas de nosso ser, para ali nos tocar e nos purificar.

Na fé em Cristo Jesus a luz resplandecerá em minhas trevas, para que o amor de Deus habite também nos abismos de meu coração.

No silêncio e na escuta, deixe  ecoar  dentro de você  as perguntas:  A partir de onde você   olha? Como olha? Qual é seu referencial? Em que e onde estão fixos seus olhos?
Só podemos “ ver a face de Deus” deixando-nos iluminar pela luz dos seus olhos”. Na vossa luz é que veremos a luz” (Sl 35, 10).

Peçamos a Jesus a graça de olhar as pessoas, fatos, acontecimentos, coisas e o mundo, com o olhar de Deus Pai, um olhar terno e misericordioso.

   Reelaborado por: -  Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ