terça-feira, 17 de agosto de 2010

O mistério do chamado


Dirigente: - Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo ...( Cantado).
Sai da tua terra... deixa... vai... para onde eu te mostrarei...

Aspirante: No silêncio do coração, ao longo do meu caminho... uma voz eu escutei: Oh! Não me deixes sozinho a ceifar o que plantei. Vem, vem me ajudar, com muito amor tudo se faz!

Todos: Canto:- Vocação: - Pe. Zezinho
1.Se ouvires a voz do vento, chamando sem cessar.
Se ouvires a voz do tempo, mandando esperar:
A decisão é tua (bis). São muitos os convidados (bis).
Quase ninguém tem tempo. Quase ninguém tem tempo...
2. Se ouvires a voz de Deus, chamando sem cessar.
Se ouvires a voz do mundo, querendo te enganar:
3. O trigo já se perdeu... Cresceu, ninguém colheu.
E o mundo passando fome, passando fome de Deus:

Aspirante: - O Deus que me criou, me quis e me envia a anunciar a boa Nova ao mundo, a ser sinal do seu grande amor a todos, onde quer que eu esteja.

Todos: - Ao longo do meu caminho, uma voz eu escutei... Oh! Não me deixes sozinho, a ceifar o que plantei. Vem, vê, me ajudar, com muito amor tudo se faz.

Aspirante: - Tive medo, Senhor... Muito medo! Deixar minha família, meus amigos, meu trabalho, tantas facilidades, tantas boas ofertas que o mundo oferece... tantas, tantas coisas... Não, não Senhor, tenho medo!

Todos: - Canto: Teimosia - Pe. Irala

Aspirante: - Muitos já me disseram: por trás desse mar não há vida nenhuma, nem terra habitada; não suba esse morro, não vá nesse vale, não vá nessa estrada....Mas, eu vou... eu vou!

Todos: - Ao longo do meu caminho uma voz eu escutei: Oh! Não me deixes sozinho a ceifar o que plantei. Vem, vem me ajudar, com muito amor tudo se faz!

Aspirante: - Muitos já me disseram: que a vida que eu levo não vale a saudade, nem vale a esperança; que nada compensa ouvir o chamado do Deus da Aliança! Mas, eu vou... eu vou!

Dirigente: - Mas, o Senhor... insiste!

Todos: - Ao longo do meu caminho, uma voz eu escutei: Oh! Não me deixes sozinho, a ceifar o que plantei. Vem, vem me ajudar, com muito amor tudo se faz!

1 - Nada temas, pois eu te conheço... e tu tens um preço, eu te amo, és minha. Quando avançam teus inimigos eu estou contigo: Sou o Emanuel...

Aspirante: - Mas, eu vou... eu vou!

1. - “Não temas, pois estou contigo... Só te resta viver a esperança e ter confiança: minha filha, és minha.

Todos: - Oh! Não me deixes sozinho a ceifar o que plantei. Vem, vem me ajudar, com muito amor tudo se faz.

Leitor: - Mc 10, 17 – 22.
(Momentos de interiorização).

Todos: - Canto: Tu me cativaste, meu Deus e Senhor.
Tu me cativaste meu Deus e Senhor,Eu já não consigo esquecer teu amor( bis)
1.Estreito é o caminho é preciso saber. Andar entre espinhos e rosas colher.
Deixar redes, barcos, a vida perder. Deixar o dinheiro riquezas não ter.
2.O Reino é semente de trigo no chão. Que morre gerando a ressurreição.
É luta constante em favor do irmão. É luz, é fermento, é água, é pão...
3.A vida é tão breve um sonho fugaz. Daqui só se leva o bem que se faz Senhor Jesus Cristo. Meu Deus e Senhor. Ensina de novo o caminho do amor.

Dirigente: - Partilha em forma de preces ...

2. O que tu deixas, já bem conheces... mas, o teu Deus o que te dá? “Um grande povo, a terra, a promessa... O cêntuplo a mais e a eternidade”.

Dirigente: - Portanto, querida ... Sai... deixa... parte... vai com muita fé no teu Senhor, o que tu levas é muito mais...: “Anunciar a Boa Nova do Evangelho aos povos”.

( Para a benção, a aspirante se coloca de joelhos e toda a assembléia estende as mãos sobre ela, rezando:)

Bênção de Envio

Assim como o Pai me amou e me enviou.
Eu também te amo e te envio...
Isto é uma ordem:
Sê forte e corajoso/a, não te acovardes, não tenhas medo,
porque Eu, o Senhor, teu Deus, estarei contigo
onde quer que fores ( Josué 1, 9).
Vou adiante de ti, para mostrar-te, o caminho.
Atrás de ti para te proteger.
Ao lado de ti, para te amparar.
Abaixo de ti, para te sustentar.
E acima de ti para te abençoar!
Vai em paz... em nome da Trindade Santa: Do Pai que te criou,
do filho que te resgatou e do Espírito Santo que te santificou.
Abençoada, podes partir,
sendo uma bênção para todos! Amém!


Canto: - Eis-me aqui, Senhor!

Elaborada por: Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

(Inspirada nos cantos: Teimosia – Pe. Irala ;
Ao longo do meu caminho – José Raimundo Galvão).

sábado, 7 de agosto de 2010

O Toque do Mestre


Prepare o seu coração para o encontro com a Trindade... Procure um lugar tranqüilo. Aquiete seu coração... sua mente... sua vontade... Respire lenta e profundamente algumas vezes... Invoque o Espírito Santo para que ele ilumine e conduza este momento de oração.

Pedir a graça: Pedir é dispor-se a receber a Palavra, o Espírito, a Luz do Senhor; pedir a graça de uma maior consciência da grandeza da escolha e do chamado a seguir o Mestre.

A vocação é uma relação de amor para com Deus e a humanidade. Vocação não é como um objeto que eu possuo, alguma coisa que coloco no bolso da calça e acabo perdendo porque o bolso está furado. Não é como um chapéu que o vento carrega logo na primeira tempestade, ou como a roupa que guardo no armário e visto quando estou a fim.

Texto que pode iluminar a oração: Lc 5, 1 - 11
Ler o texto com atenção, bem devagar, como que saboreando cada palavra ou versículo que mais lhe tocou o coração. Permanecer aí até que a esta palavra desça ao profundo, que ressoe, que seja realmente recebida e compreendida.

Cada vocação é tema de íntimo diálogo trinitário, do Pai, do Filho e de uma missão especial do Espírito Santo. Vocação é uma relação viva e dinâmica de amor para com Deus e os outros. Como qualquer relação, trata-se de uma história feita de conquistas e frustrações, entusiasmos e decepções, traições e provas de fidelidade.

É um caminho difícil, cheio de dificuldades. Dificuldades essas que podem purificar o relacionamento, tornando-o mais autêntico e profundo, como podem também comprometê-lo definitivamente.

Não existe uma verdadeira relação de amor sem comunicação. Por isso, vocação é antes de tudo diálogo. Deus fala e eu respondo. Deus interpela e eu me comprometo. Deus me indica o caminho e eu percorro. Deus me mostra o projeto e eu me deixo modelar aos poucos, até me transformar na obra de arte que Ele imaginou desde sempre.

Fruto do amor, o diálogo é sempre novo, cheio de surpresas. Nunca tem fim, porque o amor não se esgota. No diálogo, as palavras deixam lugar para os gestos pelos quais o Pai revela o seu Projeto de amor, que pensou para cada um/a de nós.

A vocação é também uma relação de amor para com os outros, as pessoas com quem eu convivo, a humanidade inteira. A relação com Deus Pai me abre ao conhecimento do outro como irmão. A contemplação do Deus-feito-homem me leva a sair de mim mesmo e a me fazer “ dom” para a comunidade. A obediência ao Espírito Santo me contagia com um amor que desconhece fronteiras.

Os discípulos já confiavam bastante em Jesus – “Deixem tudo ... Eu os farei pescadores de homens”... Essas palavras podiam ser para os discípulos, um tanto estranhas. O chamado feito, não é para algo concreto, mas simplesmente para segui-lo. Jesus é o ponto de convergência das multidões.

Partilhe como Senhor um pouco do que você carrega no seu interior. Recorde algum momento difícil de sua vida no qual você sentiu a presença de Deus que alivia e cura. Agradeça por essa experiência.

O Criador conta com você para continuar a recriar, a construir e a fazer a vida germinar e produzir frutos.

Termine sua oração dando graças a Deus por tudo aquilo que foi vida, iluminação, toque, questionamento. Converse com Deus como um amigo fala ao amigo. Reze um Pai-Nosso ou outra oração de sua inspiração ou com o canto: Chamaste- me para caminhar na vida contigo. Registre no seu caderno vida, tudo o que foi marcante em sua oração. Fique em paz na presença do Senhor!

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Criação e o discernimento


O discernimento está na origem do homem, do ser humano. Deus querendo parceiros de amor e não marionetes ou robôs manipuláveis devia dotar o homem de liberdade. “Deus quer deixar ao homem o poder de discernir” (Eclo 15, 14), para que assim procure espontaneamente o seu Criador, a ele adira livremente e chegue à perfeição plena e feliz.
“Desde o princípio, Deus criou o homem e o entregou ao poder de suas próprias decisões”
(Eclo 15, 14).
O “livre-arbítrio” não é tanto o poder de escolher entre um vestido e outro, entre uma atividade e outra. Tudo isto é superficial; na sua radicalidade o livre-arbítrio é o poder de escolher entre amar ou não amar; entre a vida ou morte; entre a bênção ou a maldição.
Deus quer a nossa felicidade e sabe que só a encontramos no caminho do amor. Indica-nos o caminho, mas nos deixa livres de trilhá-lo. Ele nos criou por amor e para o amor. Se livremente respondermos ao seu amor, seremos plenamente realizados/as e felizes.
Santo Inácio foi uma pessoa de grandes desejos. Quando jovem, desejava fama, sucesso e até mesmo o amor de uma mulher nobre. Depois da conversão, seu grande desejo era estar com Cristo e fazer tudo para a Maior Glória de Deus.
Santo Inácio matriculou-se na escola de Deus, deixou-se conduzir por ele e tornou-se o “grande mestre do discernimento”. O Deus de Jesus Cristo é o único que nos dá horizontes para classificar nossas “moções”.
O discernimento é o núcleo central da espiritualidade inaciana. Para sermos fiéis à vontade de Deus é necessário uma constante atitude de discernimento... O que é discernimento?
“Discernimento é a ousadia de deixar-se conduzir pelo Espírito. É perceber, distinguir a voz de Deus no meio de um coro de vozes”. É estar muito atento/a às vozes interiores e exteriores que nos cercam e sobretudo às vozes que gritam no nosso interior. Dentro de nós estão presentes duas forças que se digladiam, duas correntes contrárias.
O discernimento desvela para mim o papel do Bom Espírito (BE), o comportamento do Mau Espírito (ME) e a minha própria liberdade. Os espíritos (BE e ME), contudo, se manifestam em forças ou impulsos - de um lado e em expressões ou veículos – de outro. Denominamos esses impulsos, iluminações, cliques, “moções” quando nos vêm do BE e “artifícios “ ou “tretas” quando nos vêm do ME. A palavra ”moção” vem do latim ”movere” que significa mover. As moções que vêm do BE me levam para Deus e ao seu Reino. As moções do BE me levam a fazer o bem, vêm da ação da graça. Contrariamente, tudo o que me afasta de Deus e do seu Reino vêm do ME, mau espírito, é denominado “artifício” ou “treta”; são armadilhas, tentações, que me levam a fazer o mal, portanto me afastam de Deus.
As “moções espirituais” vêm ao meu coração, à minha mente, independente do meu querer, vêm de fora.
Os impulsos se exprimem em dois estados básicos: a consolação e a desolação. Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio nos ensinam que discernir supõe, num primeiro momento, prestar atenção e saber “dizer” qual é o meu estado espiritual. O que estou sentindo? ( Não o que estou pensando...) consolação ou desolação...
Consolação : - Há consolação quando se experimentam os movimentos interiores por meio dos quais nos sentimos plenos de amor pelo Senhor, quando temos desejos fortes e lágrimas pelas coisas de Deus ou dirigidas para a construção do Reino. Todo o aumento de fé, de esperança e de amor é consolação, o mesmo ocorrendo com toda a alegria interior.
Desolação – Há desolação quando ocorre o contrário: obscuridade, perturbação, inclinação para as coisas do espírito deste mundo... Inquietação... Movimentos de desconfiança e de perda de esperança; sensação de fraqueza e de tristeza; sentimentos de separação de Deus.
Duas perguntas podem ajudar no discernimento:
- O que experimento ( o que estou sentindo?) A chave de leitura não é o pensamento e sim o sentimento.
- Aonde isto me leva?
Me leva para Deus ou me afasta?
O discernimento torna a pessoa livre interiormente... não se aprisiona à sua realização pessoal.
• Qual é o referencial de minha vida?
• Gosto ou não gosto? Isto não me realiza...
É importante o conhecer-se interiormente... Quais são as minhas feridas, o
“ meu sentir ferido”... O processo de “libertação interior” é muito lento... Os condicionamentos estão ligados às moções, desolações e apegos... Fácil é perceber as moções; o difícil é perceber os artifícios, os impulsos do mau espírito ( ME).
A realização pessoal no discernimento é conseqüência... Muitas vezes apela-se tanto para a realização pessoal e isto faz com que se passe à margem do Plano de Deus. Não sei se o chamado de Deus leva à realização pessoal? Leva sim, mas em outro nível. Na vida espiritual é muito importante saber distinguir claramente o que é um
”estado espiritual” em contraste com um estado fisiológico ( a dor, por exemplo) ou psíquico( depressão, ansiedade, etc. ).

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um encontro com o Coração de Jesus



O mês de junho nos convida a um olhar especial ao coração de Jesus. Depois de mais de dois mil anos, Jesus continua com sua embaraçosa pergunta: “Quem dizeis que eu sou?”

É difícil responder, pois não deixou nenhuma foto, filme ou vídeo cassete, no entanto, é possível reconstituir seu rosto, nitidamente expresso na única autêntica tela: os Evangelhos.
Voltemos nosso olhar à sensibilidade do seu ouvido e de seu coração.
Ele escutava o Pai; escutava o lamento dos povos; os pedidos silenciosos dos doentes; do paralítico; do Zaqueu; da hemorroíssa que discretamente puxara a orla do seu manto; os pedidos ingênuos e por vezes, importunos, dos discípulos,; o desabafo amargo dos dois de Emaús.

Jesus é Deus sim, mas também em tudo como nós, porque não só o nosso aspecto físico exterior, como também, igualmente os nossos sentimentos; nossa sensibilidade e as nossas paixões. Como nós experimentou ansiedades, medos, tristezas, angústias, e sentiu “terror e pavor” diante da morte (Mc 14, 34). Gozou os carinhos do afeto e sofreu as desilusões do abandono e da traição. Tudo como nós, exceto o pecado (Hb 4, 15).

Jesus não fica indiferente à situação social e econômica que obriga tantas pessoas do seu povo a viver em condições subumanas. Intervém... Seu coração escuta... sente... estende a mão, toca, cura as pessoas.

Jesus é o Filho de Deus vivo, nascido da Virgem Maria e que veio ao mundo para nos salvar; verdadeiro Deus, segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Diante de tanta sensibilidade e compaixão de Jesus, sou convidado/a a ver a minha história pessoal e familiar, a história da humanidade em suas diferentes etapas; a história do nosso continente, marcado pelo sofrimento e pela opressão; nosso país, com sua pobreza e riqueza; a nossa comunidade, formada de pessoas com suas contradições e belezas; o lugar de nosso trabalho, com seus desafios, são um permanente convite a prestar atenção aos sinais e apelos do Mestre Jesus.

O mundo está repleto dos sinais da presença amorosa de Deus. Ele tem um jeito especial de tocar nosso coração, a nossa vida.

Tome um tempo para louvar o Senhor pelas expressões de fidelidade que você viveu e vive. Agradeça a Deus os sinais de sua bondade em você e nas outras pessoas.

Coração de Cristo ouve o nosso grito: Um coração novo para um mundo novo vimos te pedir, todos precisamos... Haja paz na terra, reine a justiça, nós te suplicamos.

Repita no silêncio do seu coração ou mesmo cantando: “Quero cantar ao Senhor, sempre enquanto eu viver. Hei de provar seu amor, seu valor e seu poder”.
Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

terça-feira, 1 de junho de 2010

As asas do Espírito Santo


As asas do Espírito Santo

É bom lembrar que o Espírito Santo não é pomba e nem tem asas; é Espírito, portanto, não tem forma e nem corpo.
O Deus em quem acreditamos é um Deus em três pessoas distintas e divinas: Pai, filho e Espírito Santo, a Santíssima Trindade, porém um só Deus.
Não podemos reduzir o Espírito Santo à figura de uma pomba branquinha e sossegada, como diz, Dom Pedro Casaldáliga. É importante lembrar que ele tem duas asas. “De um lado, nos leva à oração, à interiorização, à paz. De outro, leva-nos à ação, ao compromisso, à luta”.
O mesmo Espírito Santo nunca nos leva às nuvens, à indiferença, à omissão. Ele é o Espírito da Verdade que nos ensinará tudo. “ quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade” ( Jo 16, 13 ).
O Espírito é luz, é vida é força. O “trabalho” do Espírito consiste em nos mover, conduzir, levar-nos aos tempos e lugares onde a presença é necessária para construir o Reino de Deus.
É obra do Espírito Santo mover-nos internamente, desinstalar-nos, converter-nos transformar nossos corações e pedra em coração de carne , (Ez 11, 19).
O texto de Lc 4, 14 – 19, marca o início da vida Pública de Jesus; aí podemos entender como o Espírito Santo é “agitador” e “subversivo”, debelador da injustiça e opressão, o “ revolucionador do mundo”.
“Jesus voltou para a Galilé4ia, com a força do Espírito Santo aí Jesus torna público o seu Projeto de vida, que é o Projeto do Pai. Jesus se apropria das palavras de Is 61, 1- 2; “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres, curar os corações doloridos, etc.
Com a força do Espírito Santo, Jesus parte para sua missão de evangelizador dos pobres e libertador do mundo.
No seu Magnificat, Maria plena do Espírito Santo, canta a queda dos poderosos... e a exaltação dos humildes.
No dia de Pentecostes os primeiros discípulos, sacudidos e impulsionados pela força do Espírito Santo, vencem o medo e enfrentam os grandes e poderosos, testemunham corajosamente o Cristo Ressuscitado.
O Espírito santo não se reduz a uma pomba branquinha e sossegada, tranqüila, acomodada... isto seria cortar a asa esquerda do compromisso e da ação, da libertação e da luta. Não vamos cortar a outra asa: aquela da oração, do silêncio, da paz.
Sem dúvida, nós queremos o Espírito santo atuando em nós com as duas asas. Caso contrário não é mais o Espírito de Jesus.
Nós também fomos ungidos, consagrados e enviados em missão. Somos enviados a construir um mundo novo, novas relações, novo modo de perceber: olhar o mundo com olhos diferentes, com os olhos de Deus, pois “o Espírito Santo foi derramado em nossos corações...”
“Darei para vocês um coração novo e colocarei dentro de vocês o meu Espírito, para fazer com que vocês vivam conforme o meu sonho, o meu Projeto.
Para que isso aconteça, é necessário deixar que o Espírito Santo atue em nós com as duas asas, conforme foi dito acima. Deixemo-nos conduzir pelo impulso das duas asas, abraçando a terra e o céu, o Pai e os irmãos...

Fonte: As duas asas do Espírito Santo: ( D. Pedro Casaldáliga)
Revista: Sem fronteiras – Agosto/89.

domingo, 9 de maio de 2010

Santuário do Coração





1. Contemplando o “divino”,
No santuário do coração.
Brota mais vida e alegria,
Em sintonia com a criação.

2. Trindade Santa eu te dou graças,
Pela luz, pela flor, pelo mar.
Acreditar na “Boa Nova”,
Que o “AMOR” Deus quer partilhar.

3. O que é então “Boa Nova”?
É sentir-se amado por Deus.
“... e a vossa alegria seja completa”
Disse Jesus para os seus!

4. Sentir-se amado por Deus,
Que a todo instante me molda e recria,
Todo o meu ser canta alegre,
Exultando como Maria.

5. Pai Santo eu te dou graças,
Sou filho, irmão, e senhor...
Tua imagem em mim estampada,
Me faz reflexo do AMOR!

6. Deus Filho eu te dou graças,
Sou livre para escolher.
Caminhos que levam à vida,
Verdades que fazem crescer!

7. Santo Espírito eu te dou graças,
Em sinfonia de grande louvor.
A terra inteira explode em festa,
É dádiva do teu Grande Amor!

8. A vida, o que tenho e o que sou,
Em tudo “amar e servir”.
Dentro de mim e do outro,
O Reino de Deus descobrir!

9. Glória, glória ao Pai Santo,
Ao Filho e ao Espírito igualmente!
Em coro entoa a UNIVERSO,
A Trindade... glória, glória. Amém!

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

domingo, 4 de abril de 2010

Ainda estava escuro


Preparação: Que tal escolher para seu ”lugar sagrado”, lugar do seu encontro com o Senhor Ressuscitado, o seu sepulcro? Respire lenta e profundamente algumas vezes... No segredo do seu coração deixe-se pacificar... aquietar... acolha os barulhos: eles são sinais de vida. Deixe o silêncio fazer-se dentro de você... Invoque o Espírito Santo para que Ele ilumine e conduza sua experiência de oração. Deixe-se envolver pelo clima de oração.

Composição, vendo o lugar: com os olhos da imaginação, vai compondo a cena, como o compositor “tece” a sua música, permanecendo fiel ao tema. Assim, o texto bíblico vai ajudar a estar diante do que Deus quer revelar a você. O sepulcro está cavado na rocha; uma grande pedra rolada na boca do túmulo; os guardas fugiram...

Você temeroso(a) e apreensivo(a) vai caminhando em direção ao sepulcro; vai prestando atenção ao que o seu coração sente.

Agora diante do sepulcro vazio, só na escuridão, você está diante do Mistério de Cristo Ressuscitado: o sepulcro não pode deter o corpo do Crucificado! A morte foi derrotada diante d’ Aquele que se disse Vida e Ressurreição... O túmulo está vazio... Diante do túmulo vazio peça o que quer...
Santo Inácio no início de sua oração, rezava assim: “ Senhor, que todas as minhas intenções, ações e operações sejam ordenadas puramente para o serviço e louvor de sua divina Majestade” (EE 46 ).

Pedir o que quero: que a ressurreição de Jesus seja uma verdade-viva e que a alegria e a força do Ressuscitado o/a impulsionem para os irmãos como impulsionaram Maria Madalena e as primeiras testemunhas...

Texto: Mc 16, 1 – 11 .
Leia calmamente o texto algumas vezes...detenha-se na palavra ou frase que mais lhe tocou.
No caminho, as mulheres se perguntavam: “Quem afastará a pedra da boca do sepulcro para nós?”
Você também deve ter pedras que o/a preocupam: “Como vou remover?” E essas pedras não estarão fechando entradas de muitas “sepulturas”?... Reze sua verdade no segredo do seu coração... Peça ou louve ou silencie, aguardando, saboreando...

“Levantando os olhos, elas viram a pedra removida. E era uma pedra enorme”...
Certamente, você também já fez a experiência de levantar os olhos e ver a pedra do túmulo já removida, o obstáculo – tão difícil , afastado, a visão desimpedida... Recorde, reze...

Madalena continua procurando Jesus no “passado”, entre as sombras, nas tristes relíquias, no cadáver do túmulo. E você? Onde procura Jesus?
No túmulo? Está vazio....
Ressuscitou! Não está aqui! Ide dizer aos irmãos que ele os encontrará na Galiléia como tinha dito.
Ide é o apelo que o Ressuscitado faz a você também... Quando ele arrancou você da solidão. Da lembrança do passado, da entrada do sepulcro, está enviando você a fazer Igreja, a viver com os irmãos, a ser solidário/a, a anunciar a todos: Ele vive! Cristo Ressuscitou!
Termine sua oração, falando de sua vida, de suas vivências, dos efeitos da graça da ressurreição, das presenças transformadoras de Jesus em sua história ou do que mais o seu coração lhe estiver ensinando. Agradeça estes momentos passados com Cristo Ressuscitado, reze o “pai-nosso” ou outra oração. Registre o que mais afetou você, em seu caderno vida.
Testemunhe com sua vida que Cristo Ressuscitou!

Reelaborado por: Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ